Acabo de matricular meu primeiro filho numa Universidade! Aí topo com o vídeo abaixo na rede. Minha cabeça, cheia de caraminholas. Bem ao estilo “diário virtual”, resolvi convidar você pra compartilhar a sessão pipoca. Depois me conte sua impressão…

Fico pensando, filho de educadores que sou e, eu mesmo, como pai e gestor de redes sociais, igualmente educador: meu filho mais novo estuda numa das melhores escolas particulares da minha cidade, que é reconhecida nacionalmente como pólo educacional. Ainda assim, é proibido de portar gadgets como celulares, mp3, mp4 ou handhelts nos domínios da escola… e eu nem estou me referindo à escola pública, onde esse abismo entre a tecnologia e as salas de aula é ainda infinitamente maior!

A geração dos “internet boomers” será entendida lá na frente como precursora de um rompimento abrupto com o statu quo. Abrupto! E nós, “educadores” dessa geração, ficaremos a ver navios se não entendermos isso já. Já!

É preciso que nos desarmemos, que baixemos nossa guarda covarde e que adiramos e contribuamos logo com esse presente já posto, se quisermos fazer parte de um futuro do qual nós mesmos não tenhamos nos excluído.

Update: O Cid Andrade publicou uma providencial tradução parcial e livre do vídeo no post “Uma visão dos estudantes contemporâneos“, o que certamente aumenta o alcance da mensagem, e mais detalhes sobre o seu autor. Eis a tradução:

“Se estas paredes (das salas de aula) pudessem falar, o que poderiam dizer? Se estudantes aprendem pela prática, o que eles estão aprendendo nas carteiras escolares? É claro que paredes não podem falar, mas estudantes podem. Eles dizem que suas classes tem, em média, 115 alunos. O nome dos alunos é conhecido por 18% dos professores. São lidos 49% dos documentos propostos aos estudantes, que consideram que apenas 26% deles são relevantes para suas vidas. Centenas de dólares são gastos com livros que não são lidos. São lidos 8 livros por ano, além de 2.300 páginas na web e mais de mil perfis em sites de relacionamento. Eles escrevem 42 páginas de trabalhos por semestre e mais de 500 páginas de mensagens de correio eletrônico. Dormem 7 horas por noite, gastam 1,5 hora vendo TV, 3,5 horas navegando na web, escutam música 2,5 horas por dia, ficam duas horas ao telefone, 3 horas em sala de aula, 2 horas comendo, mais duas trabalhando e três estudando. Isso totaliza 26,5 horas no dia. Isso é possível por eles serem (precisarem ser) “multitarefa”. Após a graduação eles somam vinte mil dólares de dívidas. E consideram-se sortudos, pois mais de 1 bilhão de pessoas ganham menos de um dólar por dia e os notebooks que eles levam às salas de aula custam mais do que muitas pessoas ganham por ano. Quando eles se formarem, provavelmente terão empregos que não existem enquanto estudam. Eles não criaram os problemas, mas estes são problemas deles. Algumas pessoas sugerem que a tecnologia pode nos salvar, outros que a salvação virá somente pela tecnologia. Contudo, nem sempre os notebooks levados às salas de aula são utilizados para atividades de aprendizagem.”

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