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17 May, 2007 por Wagner Fontoura


Segundo Richard Dawkins (O Gene Egoísta), um meme “é uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada”.

Pois muito bem… o BOOMBUST decidiu convidar alguns amigos, parceiros e empreendedores de referência em suas áreas - inclusive e principalmente aqui na blogosfera - para desenvolverem “memes” de paradigmas como monetização da web, o papel das redes de relacionamento social, empreendedorismo viral, intraempreendedorismo, gestão do capital pelo empreendedor e outros.A idéia é questionar alguns conceitos e modelos vigentes na net sob o ponto de vista do empreendedorismo e do capital, ratificando-os ou propondo a discussão de alternativas que se prestem a desatar alguns nós da economia virtual.

Estejam certos de que seremos brindados e desafiados a rever alguns dos nossos conceitos mais enraizados…

Já a partir do próximo post iniciaremos então a
1ª Série “Vida Inteligente na Blogosfera”
.

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15 May, 2007 por Wagner Fontoura

Duas matérias da Revista Veja dessa semana me chamaram especial atenção pelos reflexos que terão no médio e longo prazo na nossa sociedade.A primeira delas, assinada pela Monica Weinberg e pelo Carlos Rydlewski, falando sobre como a tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa para facilitar o aprendizado - embora não pelas razões que muita gente acredita.

A segunda, do Rafael Corrêa, mostrando como a versão doméstica das impressoras 3D que fabricam objetos saltará da ficção científica para as nossas mesas de trabalho.

Ambas com potencial revolucionário!

Há pouco mais de 2 anos atrás, enquanto ainda começava a pesquisar mercados para o Projeto Boombust e ainda pensava em gerar conteúdo próprio para os cursos de empreendedorismo que desenvolveríamos, o que nos levou a abandonar esse formato (o de gerar conteúdo próprio) foi exatamente a rápida percepção de que qualquer que fosse o teor desses conteúdos, no dia seguinte eles já estariam obsoletos, dada a velocidade com que as tecnologias e a ciência vinham se reinventando a todo momento.

Também entendemos já naquela época que os modelos de cursos tradicionais (como os cursinhos de informática ou de idiomas) estariam rapidamente ultrapassados, atropelados pela tecnologia, por conceitos de escola virtual, interativa, colaborativa, etc. ..

As promessas de então (e estamos falando de apenas míseros 2 anos atrás!) eram, sobretudo:

  • A multifuncionalidade dos celulares
  • O escancaramento da intimidade das pessoas com o advento dos blogs
  • A nanotecnologia prometendo revolucionar as ciências e os meios de produção tecnológicos
  • O aumento significativo da expectativa de vida e o conseqüente envelhecimento da população
  • A guerra contra as doenças com medicamentos e tratamentos revolucionários
  • A tendência de surgimento de mega centros metropolitanos
  • Os avanços da medicina estética
  • O fim da era dos empregos estáveis
  • O surgimento da escola virtual, com base na popularização das tecnologias
  • O foco da educação com base na formação de empreendedores de negócios em todas as áreas
  • Música e TV disponibilizadas na rede
  • A confirmação da China como potência mundial e a aceleração dos processos de desenvolvimento do Brasil
  • As guerras anunciadas pela água e por combustíveis alternativos

E aí você já deve estar se perguntando: onde é que está a novidade? Tudo isso já é velho - certo? Sim. Hoje. No final de 2004, início de 2005 muitos desses assuntos pareciam uma “viagem” ainda futurista!Máquinas pessoais de fabricar coisas como as anunciadas pela Veja?! Como assim? Fala sério!

Viver 100 anos naturalmente? 120?! Piração! Juro que ouvi várias vezes de pessoas moderninhas que isso era papo de lunático. “A escola não vai acabar não. Nem o emprego.” diziam sem entender nem enxergar bem aonde chegaríamos.

Hoje, lanchando com meu filho mais velho, que na época me ajudou muito nas pesquisas e na concepção do modelo de negócio que desenvolveríamos nos 2 anos seguintes, demos boas risadas juntos ao lembrarmos da cara de algumas pessoas dois anos atrás quando falávamos de coisas como “a maquininha de produzir diversas outras coisas em casa”.

Escutem bem e prestem bastante atenção: Nossos netos (e dependendo da sua geração, seus filhos ou ainda nós mesmos) não estudarão em escolas como as que conhecemos hoje. Seu conteúdo se originará em bancos de dados que se renovam segundo a segundo com informações e conteúdo global; nossas escolas não terão bancos, nem lousas, nem professores; nossos alunos não usarão caneta e papel; nossos diplomas terão, muitas vezes, o formato de contratos sociais; nossa escola será do tamanho do mundo! Nossos alunos terão de 10 a 100 anos e estarão lado a lado aprendendo, ensinando, empreendendo e crescendo juntos. Nosso universo não tem limites.

Tudo bem, o papel não acabou com a invenção do computador; nem as bibliotecas, nem as gravadoras, nem as vídeo-locadoras, nem muitas outras coisas. Provavelmente a escola convencional também não acabará. Mas terá seu papel relegado a uma dimensão menor, ou no mínimo diferente…

E quando isso acontecer, não seremos chamados de loucos, porque o nome disso é inovação, e não loucura. Não será nem mesmo uma revolução, mas uma evolução natural, plenamente factível e previsível. Hoje já não parece tão difícil entender - tenho certeza de que tudo já parece mais simples, comum.

:)

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14 May, 2007 por Wagner Fontoura

Esta semana estarei bastante envolvido com o processo de Start-up do Projeto Boombust e por este motivo talvez me veja forçado a diminuir um pouco minha atividade aqui no blog.

Em compensação, terei notícias frescas e boas novidades nos próximos dias… à medida que for evoluindo, vou dando sinais de vida :)

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11 May, 2007 por Wagner Fontoura

O Via6, numa atitude “corajosa”, decidiu ceder à pressão de boa parte dos seus usuários (e de outros, nem tão usuários assim) e, depois de uma semana de polêmica em torno do tema, aboliu o frame do Rec6. Ainda assim, numa tentativa de agradar a gregos e troianos, e coerente com a defesa que já havia feito dos seus próprios argumentos quanto à utilidade do tal frame, manteve a possibilidade de exibi-lo quem assim o quiser. Concordo que é mais inteligente convencer aos usuários mais flexíveis a tomarem pra si a iniciativa de manterem a funcionalidade sempre que desejarem. Afinal de contas, “o cliente” tem ou não tem sempre razão?

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11 May, 2007 por Wagner Fontoura


“Há empreendedores que demoram tanto para chegar à perfeição com seus produtos e serviços que ao lançá-los, o mercado já foi tomado por outra empresa que seguiu o lema do “faça, depois conserte”. (Pedro Mello - no Blog do Empreendedor / Portal Exame PME)

Quem não conhece o ditado que diz que “o ótimo é inimigo do bom”? Pois é; só que nos últimos 20 anos de carreira executiva, com vistas a ter as rédeas do meu sucesso nas próprias mão, sempre ignorei esse ditado - aliás, mais do que ignorá-lo, eu o repeli veementemente. Nunca entendi a diferença entre o bom e o medíocre - pra mim eram a mesma coisa. E julguei, até o último dia da minha vida corporativa, estar certo, com base nos resultados que alcancei. Afinal, iniciei minha história profissional vendendo aço, saí do meu 1º empregador anos depois como executivo de negócios, gerenciei outras unidades locais de negócios, gerenciei unidades regionais de operações, dirigi áreas específicas, empresas inteiras e, no final, um grupo inteirinho de empresas - nessa ordem e ininterruptamente. Sempre alçado ao próximo desafio pelos resultados obtidos no desafio anterior. Eu devia ser bom… logo eu devia estar certo quanto a não aceitar nada que não fosse “o máximo” de mim e dos demais colaboradores das equipes com as quais também eu colaborei.Até que…

Bom, aqui a história começou a entortar.

Ao decidir empreender, minha primeira iniciativa de negócio segui toda uma cartilha de procedimentos esperados para o sucesso: atividade na área na qual eu era especialista (logística), com um bom plano de negócios, uma boa equipe formada por competentes profissionais da área, toda uma rede de parceiros de negócio de primeira hora, pesquisas de mercado embasando nossos projetos comerciais. Tudo como manda o figurino. Não fosse um pequeno detalhe. Minha infernal necessidade de que tudo fosse perfeitamente executado.

Não vou me estender narrando os detalhes de como minha primeira iniciativa de empreendimento se transformou no primeiro dos meus fracassos como empreendedor - não é minha idéia comover ninguém aqui com minhas histórias tristes - mas o fato é que a Vale Logística (como fôra registrada minha 1ª empresa) nunca saiu do papel, apesar de todo o cenário favorável que tínhamos naquele momento. Isso porque perdemos o timing do negócio. Nos descapitalizamos antes mesmo de iniciar nossas operações e condenamos nosso empreendimento à morte antes mesmo de nascer. Ou até nasceu… mas como não entendíamos ainda muito bem a diferença entre dívida boa e dívida ruim, não queríamos usar recursos de terceiros e então, sem ar morremos na praia.

Minha primeira grande frustração (é, houve outras…) e minha primeira grande lição. Aquilo que alavancara minha carreira executiva surtia o efeito contrário na vida empreendedora. E, resistente a acreditar nisso, o mesmo desejo de perfeição me pregou outras peças no caminho de empreender. Histórias para outros posts… (rs - eu poderia ficar aqui dias e dias contando orgulhosamente os meus fracassos, todos muito bem catalogados e aproveitados na formação da minha nova bagagem empreendedora ainda em formação)

Por enquanto, só queria contar essa historinha pra dizer que hoje acredito mais do que nunca que não basta mesmo ser bom - é preciso ser o melhor naquilo que nos propomos fazer, mas… muitas vezes nos perdemos quando não conseguimos construir “o melhor cenário” para a realização dos nossos sonhos e planos de empreendimento - e isso acaba freqüentemente condenando nossos projetos à morte. Não raro só nos damos conta de que morremos antes de chegar à praia quando vemos nosso projeto sendo implementado no mercado por outra pessoa. Às vezes essa outra pessoa também não tinha o cenário ideal, mas teve o ímpeto de realizar “apesar de”. E essa é uma das principais características do empreendedor de sucesso: não basta bater um bolão… tem que fazer gol - porque quem não faz leva.

E aí, pode ser mesmo que o ótimo seja o inimigo nº 1 do bom.

Sabe aquele seu projeto que vem se arrastando há tempos na espera de que algum fato novo aconteça e crie as condições ideais para a sua implementação? Olhe em torno de si e veja se já não tem alguém realizando o seu sonho no seu lugar. Se ainda não, corra! Pode ser que você esteja atrasado mas que ainda haja tempo suficiente para implementá-lo já. Boa sorte! Já começou a correr?

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