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14 May, 2008 por Wagner Fontoura

Riot recruta novos parceiros de conteúdo

Você já sabe como veicular publieditoriais no seu blog? Eu já andei falando sobre isso por aqui.

À medida que as mídias sociais vão se profissionalizando, encontrando o caminho das pedras, oportunidades vão surgindo pra todos nós que acreditamos que essas novas mídias poderiam mesmo caminhar para se transformarem em veículos relevantes não apenas de opinião pessoal, mas também de conteúdo inédito, de qualidade, e ainda - por que não? - de campanhas publicitárias inteligentes, bem feitas, éticas e eficazes, tudo isso contribuindo para o crescimento das nossas audiências e para o amadurecimento da relação com grandes anunciantes.

Quem me acompanha aqui no Boombut sabe que coordeno a área de conteúdo da Riot, empresa especializada  em estratégias de publicidade voltadas para mídias sociais. Desde que comecei esse trabalho com a empresa vimos discutindo e estabelecendo padrões de boas práticas nesse campo, definindo e implementando normas práticas internas de boa conduta em todas as frentes nas quais atuamos, seja em relação aos já inúmeros blogs parceiros, ou às redes de social networking diversas como o orkut, por exemplo, estabelecendo técnicas de seeding, enfim, refinando o modus operandi da empresa para seguir crescendo e se fortalecendo de forma sustentável e levando a reboque os nossos parceiros de conteúdo.

Ato contínuo, estamos iniciando hoje uma espécie de “recrutamento” de novos parceiros, estendendo a todos aqueles que ainda não tiveram essa oportunidade, a chance de usar seus blogs, sites em geral, suas comunidades e fóruns sociais, como parceiros de conteúdo dos anunciantes que já entenderam como se associar a essas mídias sociais para gerar negócios, veicular campanhas, lançar produtos e serviços e realizar ações diversas de marketing.

Para cadastrar-se como candidato a parceiro de conteúdo, basta que você clique aqui ou na imagem que ilustra este post, nos passe os dados básicos sobre você e o seu veículo (blog, site, comunidade, etc…), a gente vai fazer uma análise desses dados e retornar o contato refinando esse cadastro.

Espero por você! :)

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14 May, 2008 por Wagner Fontoura

A importância de falar bem em público

Essa semana recebi em cortesia, da Ediouro, dois exemplares do livro Como falar bem em público, dos autores William Douglas, Rogério Sanches Cunha e Ana Lúcia Spina. Não é a primeira vez que recebo gentilezas assim, mas confesso que esta veio em ótima hora e, por isso, decidi falar do assunto aqui, inclusive referenciando o livro, que já li e que me trouxe dicas realmente interessantes.

Sou leitor voraz de jornais, revistas, literatura das mais diversas, contrariando o perfil comum dos blogueiros, mas o que é totalmente coerente com a minha formação, com a minha cultura (leia-se minha idade), com o fato de eu ser, como blogueiro, gerador de conteúdo e, por consequência, ter a obrigação (como se não fosse, antes, um prazer) de estar sempre bem informado e capacitado para a escrita.

Mas não apenas para a escrita, visto, por exemplo, que só na semana passada  ministrei duas palestras em universidades daqui de São Paulo - PUC e Unicid - sobre mídias sociais, para públicos diversos, respectivamente alunos e professores do curso de graduação de comunicação e alunos de pós-graduação em mídias sociais. Considerando que no próximo dia 20 estarei, de novo, me apresentando no Encontro de negócios de redes digitais de relacionamento promovido pela Revista Bites, “técnicas para enfrentar com sucesso situações de pressão, aulas, negociações, entrevistas e concursos”, são mais do que bem-vindas, são condição sine qua non.

O livro é escrito num formato agradável, que prende, tem um fio condutor que nos leva, do início ao fim das suas menos de 200 páginas, sem esforço. Chama atenção pra pequenos detalhes que fazem toda diferença e alguns mandamentos básicos que devem ser compreendidos por todo comunicador, como:

“conhecer o assunto, o cenário, técnicas de persuasão, atuar com sinceridade, ser simples, breve, saber respirar, saber usar a voz, saber gesticular e saber concluir”.

Credito uma MEGA importância à forma como nos comunicamos com nossos interlocutores, sejam eles nossos filhos, amigos, colegas de trabalho, opositores ou quem quer que sejam. Sei, por experiência própria e recorrente, da importância desse tema nas nossas vidas.

E se você acredita nisso e quiser ganhar o segundo exemplar que veio pra mim do livro da Ediouro é só comentar aqui no post seu desejo de recebê-lo e por que você acha que comunicar-se bem é importante pro seu dia-a-dia. O comentário, a meu ver, mais convincente, leva o livro. ;)

Grande abraço!

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5 May, 2008 por Wagner Fontoura

Encontro de negócios de redes digitais de relacionamento

A Bites segue firme no seu propósito de promover e criar mercados para as mídias sociais no Brasil. Dessa vez promoverá, no próximo dia 20 de maio, no Centro Britânico, em São Paulo - Rua Ferreira de Araujo, 741, em Pinheiros - o 1º Encontro de negócios de redes digitais de relacionamento.

A agenda será:

08:00 - 08:30 Credenciamento e Networking;

08:30 - 10:00 Por que as empresas precisam conversar com seus clientes

  • Caio Tulio Costa, Presidente do IG
  • Marcelo Coutinho, Diretor do Ibobe Inteligência
  • Wagner Fontoura - Riot

10:00 - 10:15 Case Web 2.0

  • Franco Rosário, Sociale Comunicação

10:15 - 10:45 Coffee break

10:45 - 11:00 Case Web 2.0

  • Ivan Vasconcelos, Pod Analytics

11:00 - 12:30 As boas práticas na relação empresas e consumidores digitais

  • Emerson Calegaretti, Presidente MySpace Brasil
  • Edney Souza, Interney
  • Edson Romão, Aprex

12:30 - 14:00 Almoço

14:00 - 15:30 O Conteúdo é o rei?

  • René de Paula, Microsoft Brasil
  • Aloísio Sotero, BPO Dufry
  • Kaike Nanne, Dir. Editora Abril

15:30 - 16:00 Redes sociais e getão de conhecimento nas corporações

  • Silvio Meira, C.E.S.A.R

16:00 - 16:15 Coffee break

16:15 - 17:30 Talk show “O crescimento das redes dogitais de relacionamento no Brasil e no mundo”

  • Bruno Fiorentini, COO Yahoo!7 Austrália
  • Manoel Fernandes, Bites
  • Indio Brasileiro, Igroup

A inscrições são limitadas. Informações: (11) 3444-3616 ou por e-mail, conexao@bites.com.br

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28 April, 2008 por Wagner Fontoura

Pangea Day e o empreendedorismo social

Um belíssimo exemplo de empreendedorismo social é o Pangea Day, uma ação cultural que veio parar nas minhas mãos com um convite especial de colaboração, e na qual estou tendo o maior prazer em atuar.

Uma idéia fantástica de uma cidadã comum (veja o vídeo aqui) foi adotada pela Nokia - lá fora, como a grana rola solta pra projetos legais de empreendedorismo, mesmo que social, coisas bacanas assim rolam mais facilmente - e terá o seu auge simultâneo no próximo dia 10 de maio, em Los Angeles (EUA), Londres (Inglaterra), Cairo (Egito), Tel Aviv (Israel), Kigali (Ruanda), Mumbai (Índia) e Rio de Janeiro (Brasil).

A proposta do Pangea Day é que milhares de pessoas comuns, no mundo todo, munidas apenas de um celular dotado de uma câmera de vídeo, compartilhem idéias e inspirações através de filmes móveis, com o objetivo de ajudar a construir um mundo melhor, mostrando que somos diferentes, porém, capazes de uma coexistência pacífica, independente de religião, sexo, país, independente dos nossos diferentes olhares sobre o mundo.

Para incentivar as participações de pessoas comuns, de diferentes tribos e vibes, celulares foram distribuidos em comunidades carentes, zonas rurais e áreas de conflito, a pessoas de diferentes perfis e formações (no Brasil, alguns blogueiros receberam por empréstimo aparelhos e foram convidados a participarem, sem nenhum tipo de incentivo que não fosse o ideal do projeto) e, assim, registrarem seus olhares sobre 4 temas propostos:

  • Filme uma boa ação.
  • Filme a melhor parte do dia.
  • Filme o que lhe faz sorrir.
  • Filme uma pessoa inspiradora.

Qualquer um pode participar produzindo e mandando seus vídeos (o prazo termina dia 30, apesar de no site oficial dizer que já terminou), basta fazer o seu upload em  http://www.ovi.com/pangeaday

Serão selecionados cinco vídeos através de votação on-line pelo site do Pangea Day. Esses finalistas viajarão para Los Angeles a fim de participarem da transmissão ao vivo do Pangea Day.

Dentre os cinco finalistas, o grande vencedor fará uma viagem inesquecível para a Reserva Rwandan Gorilla, com total cobertura da produção, inclusive uma equipe de pesquisadores, produtores, elenco e editores, com o objetivo de filmar um documentário móvel!

Um workshop para blogueiros rolou em São Paulo, na semana passada - eu participei - e foram mostrados pelo pessoal do Mobile Fest diversos formatos de produção de vídeos para celulares, em diferentes culturas, e foi uma boa mostra do que vem pela frente.

Você pode assistir alguns desses vídeos produzido e já cadastrados no site do evento.

E dia 10 estarei no RJ, participando dessa grande festa cultural! Espero que você se anime e participe também, criando e enviando material.

É isso. Grande abraço!

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27 April, 2008 por Wagner Fontoura

Como publicar publieditoriais em blogs

Nunca mais poderei olhar nos olhos do Che Guevara, pintados em uma camiseta vendida em qualquer banquinha, por ter falado da Microsoft? Oh, não…” [Sobre um mercado em evolução, Blog do Yassuda]

Mídias sociais - leia-se blogs, comunidades online, fóruns, podcasts, videocasts, fotologs e afins - são veículos dos mais diversos objetos pessoais e/ou profissionais. Ninguém precisa sair vendendo espaço em seu blog só porque agora é moda (e está comprovado que é possível) ganhar dinheiro com isso. Então, combinemos: se seu veículo não se presta, dentre quaisquer outros, a esse fim, não precisamos ficar inimigos; tá valendo também. Eu não chamo você de xiita, nem você sai por aí me taxando de porco capitalista, ok?

É natural que no Brasil, onde os blogs já existem há um bom tempo, mas a profissionalização da atividade de blogar é recente, muito se tenham batido as cabeças na busca de um formato ideal de veiculação de publieditoriais em blogs, tanto pelos blogueiros quanto pelas empresas que buscam se especializar em estratégias de publicidade para mídias sociais.

Ainda hoje encontro grandes anunciantes literalmente perdidos e assustados e “vendidos” com relação às melhores práticas de anúncios em blogs e noutras mídias sociais.

No mundo todo vêm se formando uma trilha no sentido de que se criem normas de boas condutas - em alguns casos já se começa, inclusive, a legalizarem-se essas normas formalmente - e no Brasil a discussão ainda se dá em torno da definição do que seria ético e aceitável e do que não que não seria. É o estágio básico, inicial e inevitável de evolução desse mercado que começa a se formar em torno desses novos canais de mídia.

Olhar pra mercados já (ainda que apenas um pouco mais) evoluidos que o nosso nos dá pistas de pra onde caminhamos. A wooma, entidade já mencionada por mim em outro post onde digo que as mídias sociais são (ainda) um pirão sem dono, uma espécie de associação internacional do “marketing de boca-a-boca”, apresenta uma proposta de padrão ético aceitável e, antes, desejável, para discussão, que já começa a ser adotado no Brasil por algumas empresas pioneiras nesse mercado. Esse modelo se resume a:

  • Honestidade no relacionamento entre as partes;
  • Honestidade na divulgação de opiniões nessas mídias que são tão opinativas nas suas essências;
  • Honestidade e transparência na divulgação do fato de se tratar de conteúdo patrocinado;
  • Responsabilidade sobre as informações transmitidas;
  • Respeito às regras já estabelecidas de conduta e às leis;
  • Integridade

Não obstante, e já objetivando dar os próximos passos, precisamos definir, além do que é ou não ético, definir também o que convém e o que não convém.

Vejo alguns blogueiros publicando seus publieditoriais e, ao final, disclaimers informando aos seus leitores o fato de estarem sendo patrocinados para emitirem suas opiniões, mas o fazendo de forma quase ridícula, como se pedissem desculpas pelo fato de estarem recebendo para trabalhar com aquilo que é o seu negócio: transmitir informação, gerando conteúdo relevante, associando a este a sua opinião, o seu ponto de vista. Como se receber por isso fosse desqualificar seu blog. Como se estivesse dizendo:

“Olha, eu estou aqui mentindo, falando de algo com o que não concordo, mas preciso sobreviver, tenho filhos pra criar e espero que você me entenda e não leve este post em consideração…”

Isso, certamente, tem contribuido para o pânico e o afastamento de uma boa massa de grandes anunciantes em potencial, que, logicamente, espera mais profissionalismo, sensatez e honestidade por conta dos contratados.

Normalmente o padrão buscado pelas agências ou mesmo pelos anunciantes diretos se divide entre blogs que têm um apelo quantitativo de audiência, aqueles que trazem um apelo mais qualitativo (independente do tamanho da audiência) ou ambos (quantidade de visitas, associada ao fato de trazerem outros replicadores e formadores de opinião).

Isso derruba o mito de que apenas blogs de grande visitação são desejados para anúncios. E reforça ações que incentivem a criação e qualificação de novos blogs, justificando a onda recente de criação de novas redes de blogs.

A mais recente iniciativa nesse sentido, o Brogui.com Blogs, pretende lançar mais de mil novos blogs e formar massa relevante de potenciais anunciantes, orientá-los adequadamente, preparar novos blogueiros para esse mercado que se abre com força e velocidade, de forma profissional, evitando os erros e cabeçadas já cometidos e dados por muitos de nós, que, por falta de alternativa, ao construirmos esse mercado, o fizemos por tentativa e erro.

Já há organizações descentralizadas suficientes no Brasil para que esse processo amadureça de vez, sem a necessidade da criação de nenhum tipo de organização centralizadora nesse sentido.

Uma regra básica facilmente aplicável  é a de que, se você veicula informação no seu blog e escreve para um público que vai atrás de relevância e conteúdo opinativo, nunca deixe de mencionar sempre que veicular conteúdo publieditorial. Mas o faça de forma inteligente, madura; informe que está fazendo um trabalho, veiculando algo que você acredita ser relevante para quem está lendo, deixando claro o seu ponto de vista.

Se o seu ponto de vista é altamente desfavorável ao produto ou serviço do contratante, seja honesto também com quem está lhe pedindo o serviço: diga-lhe o quanto sua opinião é desfavorável ao seu produto / serviço, agradeça, e não aceite o serviço, em vez de receber por ele e sair metendo o pau no anunciante, expondo-o ao ridículo de ter pago para lhe jogarem pedras. Isso seria estúpido; extremamente estúpido! Não basta ser íntegro com seu público leitor, é preciso sê-lo também com o anunciante.

Mesmo que o seu blog seja de humor, de entretenimento, seja um saco de piadas, você até poderia, nesses casos, negligenciar a informação de estar recebendo por um post (dado que seu público deve até esperar pelo escracho, pela lorota, pela zuação e não espera necessariamente que você preste qualquer tipo de opinião séria e relevante sobre o que quer que seja), mas não cuspa no prato que comeu detonando o seu anunciante, porque seria igualmente estúpido, por motivos óbvios.

Então o negócio é ser “chapa branca”? Claro que não. Já li posts totalmente coerentes, inteligentes, relevantes, mencionando pontos do produto ou serviços do anunciante com o qual o blogueiro não concordou ou do qual não gostou, apresentando sugestões de melhoria, de forma sensata e honesta. Apenas vale lembrar que, quando o cliente espera algum tipo de consultoria, ele informa antes; caso contrário, quando o objetivo da campanha é apenas veicular informação, não me parece razoável sair criticando de forma mais contundente o que quer que seja. No meu caso, informo aquilo que o cliente deseja divulgar, sempre que acho que pode ser do interesse dos meus públicos alvos nos mais diversos blogs sobre os quais tenho ascensão. Se não acho relevante, simplesmente não aceito realizar o serviço e pronto, não vou ficar mais pobre porque decidi ser coerente - muito pelo contrário, o mercado recohece o valor da integridade e da coerência, via de regra.

Bem… não espero com este post, obviamente, encerrar essa questão. Espero, antes, provocar o debate e o amadurecimento do tema, dado que o progresso na direção do estabelecimento das mídias sociais se dá a passos largos no Brasil e no mundo.

É isso aí! ;)

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