1ªSérie “Vida Inteligente na Blogosfera”
Artigo II, por Thiago Brisson*
“Quem já ouviu falar de intra-empreendedorismo, Intrapreneuring ou empreendedorismo corporativo? Alguém sabe diferenciá-los? Será que são apenas novos e complicados nomes que surgiram apenas para “agregar valor” aos serviços das consultorias espalhadas pelo mundo afora, ou realmente trazem resultados para as organizações?
Na verdade esses termos tentam explicar, ou criar uma teoria para aquilo que todos nós já estamos cansados de saber na prática: Empreendedores são indispensáveis em qualquer organização do mundo e, quanto mais deles uma empresa tiver, melhor.
O que os três termos citados acima (que significam rigorosamente a mesma coisa) querem demonstrar é que empreendedor não é somente aquela pessoa que idealiza e põe o projeto em prática, e sim pessoas que tem atitudes de “donos do negócio”.
Se formos parar para analisar os modelos de gestão adotados pelas empresas que estão crescendo no mercado, certamente iremos identificar incentivos e recompensas a atitudes empreendedoras de seus colaboradores.
Essa tendência chamada intra-empreendedorismo é um excelente caso do que podemos chamar de “relação ganha-ganha” entre líderes e liderados, chefes e colaboradores ou como queiram chamar.
Muitos acreditam que esse empreendedorismo como competência interna apenas beneficia os “chefes”, mas há diversos indicadores de colaboradores que após a implantação do novo modelo de gestão se sentiram mais motivados, passaram a ter melhor rendimento e passaram a confiar mais na própria empresa em que trabalham. Em contrapartida, seria hipocrisia dizer que esse modelo não traz vantagens aos donos do negócio, porque traz e muito. Imaginem como é muito mais fácil ser líder sabendo que seus colaboradores tem atitudes pró-ativas e que irão tomar as devidas providências, não porque recebem para isso, mas sim porque realmente se sentem bem, e são reconhecidos realizando essas atividades.
Ok, até então estamos falando de aspectos psicológicos, motivacionais, espirituais, mas que tal sairmos desse pequeno conto de fadas e falarmos do mundo real e capitalista que vivemos? Nós todos sabemos que esses fatores citados anteriormente são importantes, mas não justifica implantá-lo se não houver retorno financeiro. A boa notícia é que o intra-empreendedorismo adotado de maneira correta é altamente rentável. Acompanhem o raciocino:
Intra-empreendedorismo gera colaboradores que “vestem a camisa” e fazem de tudo para que o desempenho de suas atividades seja ótimo, que por sua vez cria um clima de motivação dentro da empresa; o líder tem mais tempo para planejar e não precisa perder tempo com desconfiança de seus colaboradores, logo a chance de errar o que foi planejado cai significativamente, e somando todos essas parcelas o que temos como resultado? Metas alcançadas que geram lucro para empresa, e conseqüentemente para o(s) dono(s) da empresa, que geram estabilidade para todos os atores desse jogo.
É importante ressaltar que a implantação do intra-empreendedorismo é uma mudança cultural da empresa e exige comprometimento e persistência, ou seja, com os ingredientes citados, com um tempero especial misturando bom-senso, persistência e boa vontade, e com um certo tempo de espera no “forno”, teremos um prato que todos, sem exceção, irão desfrutar! Não sabe o que fazer para melhorar seu ambiente de trabalho? Empreenda!!!”
Leia mais sobre o tema aqui:
Intraempreendedorismo, que bicho é esse?
A (R)evolução (Intra)empreendedora

(*) Thiago Brisson Senra
DaimlerChrysler do Brasil Ltda.
A/EQ - Planejamento Engenharia e Qualidade
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