“Uma das falhas conceituais das mídias sociais é que a média das opiniões nunca é equilibrada, é sempre negativa. Isso vem de uma perspectiva humana onde se uma empresa faz algo correto, não fez mais que a obrigação, e portanto isso não precisa ser divulgado.” [Carlos Cardoso]

Desde sempre sou um entusiasta confesso das mídias sociais, universo para o qual migrei minha carreira profissional versão 2.0 e no qual toco vários negócios a várias mãos, com diversos parceiros e com alguns sócios.

Sempre que posso publico aqui notícias e/ou críticas de iniciativas como o sociale, o sQUIZo, o wini, o Brasigo, o Beezzer… no passado recente já postei sobre o WeShow, várias vezes sobre o blogblogs, sobre o boo-box; isso sem falar da Via6, sobre quem falei logo no 1º post deste blog,  e de seus desdobramentos empresariais, quase nos tempos do advento das redes sociais no Brasil, longínquos menos de 2 anos atrás.

Todos os dias têm surgido novas iniciativas brazucas dentro da chamada web 2.0 (com o perdão da “má palavra”), apesar de ainda reclamarem por aí que o Brasil ainda não foi capaz de produzir um Fabebook, um orkut, um twitter ou iniciativa que o valha do ponto de vista da robustez empresarial.

Também tenho acompanhado bem de perto (em alguns casos como promotor) algumas iniciativas, cada vez menos tímidas, de algumas empresas de grande porte, de mídias tradicionais e mesmo grandes anunciantes na web, no sentido de converterem gradativamente suas ações aos formatos interativos e/ou colaborativos.

Nem sempre essas incursões das empresas e de empreendedores nesse “novo mundo” são bem sucedidas ou felizes; nem sempre os caminhos escolhidos são os mais razoáveis - dá-se muita cabeçada na tentativa de fazer o novo e só quem nunca empreendeu não sabe disso - mas uma coisa me incomoda sobremaneira: o ambiente interativo que se instalou na web formou um grupo de “arautos do mimimi”, sempre pronto para atirar a 1ª pedra em qualquer coisa que se diga ou faça fora da sua caixa de verdades absolutas.

Colaboração não é sinônimo de “mimimi”, nem de “blablabla”

O Diego Monteiro, jovem empreendedor com boas histórias de sucesso na bagagem, falou recentemente sobre o tema no seu blog pessoal, questionando Quem apóia as mídias sociais e convidando pessoas da Web para contribuir para o assunto. Não gosto muito de também ficar “reclamando daqueles que só reclamam”, mas esse post é para engrossar o coro com o Diego. Ok que “enquanto os cães latem a caravana passa”, mas dá no saco sim.

É a turma do blá-blá-blá. Arrogam a condição de “críticos do novo mundo”, validadores maniqueístas do que deve servir e do que não deve servir para os que virão, tão logo a revolução que estão construindo a partir dos seus próprios umbigos esteja plenamente implementada. Aff!É de cansar a beleza. Felizmente, por ação da natureza (Darwin explica) essas pessoas vão se isolando, vão sendo deixadas pra trás, se enfraquecendo, até cairem no esquecimento, mesmo enquanto insistem em tentar “apenas incomodar”, atrás dos seus púlpitos virtuais.

Coisa muito diferente do que leio com freqência em blogs como o do Fábio Seixas ou do Tiago Dória, referenciadores sérios e críticos sensatos de iniciativas empreendedoras na web daqui e de fora; ou do próprio Cardoso, crítico ácido e polêmico, mas não menos sensato e coerente (e cada dia mais maduro) de produtos, de iniciativas e de serviços on e offline. Ou, ainda, dos meninos do ótimo De Repente, do Trendhunter e de boa parte dos autores do excelente webinsider, e do IDG Now,  todos estes, veículos que, a meu ver, fazem bonito como protagonistas da nova mídia, como formadores de opinião e referenciadores de verdade de iniciativas mais ou menos bacanas do nosso meio.

Ok, ok, você acha que blogs são opiniões e opiniões são apenas opiniões? Então tá, então. Sigamos em frente e continuemos amigos. Se não, quem sabe a gente ainda se cruza por aí numa boa oportunidade de negócio nesse maravilhoso mundo das novas mídias sociais? ;)

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Update1: Por falar em empreendimentos web, vem aí a Pólvora Comunicação, consultoria em redes sociais, com o objetivo de promover negócios entre empresas e a blogosfera e que já nasce turbinada pela chancela do time de primeiríssima linha que tem à sua frente.

Update 2: Reflexão quase intimista da blogueira Nospheratt, seguida de comentários interessantes sobre temas “sensíveis” que dizem respeito ao nosso momento no universo blogger - se você chegou até aqui nessa leitura, aproveite e siga o link: Xeque-Mate, Blogosfera.

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