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2 March, 2008 por Wagner Fontoura

Aberta a temporada de BlogCamps 2008

Sol, praia, moqueca capixaba, monetização de blogs, conflito entre a velha e a nova mídia, nãããããoooooo!!!!! Está aberta a temporada 2008 de BlogCamps:

BlogCamp-ES

Tenho um carinho especial pelo ES - e que mineiro não tem, já que nossas praias mais próximas e prediletas estão naquele Estado? Por isso essa eu não perco, nem a pau, Juvenal!

Informações completas, dicas, hospedagem, tudo no blog oficial do evento.

Faça aqui sua inscrição: BlogCamp-ES/BarCamp Brasil

Lista de participantes inscritos até aqui:

  1. Lu Monte - Dia de Folga
  2. Blog do Solteirão
  3. Emily - SemQuererSaiu
  4. João M.
  5. Bruno Dulcetti
  6. Lucas BiM
  7. Tonobohn - Oito Passos
  8. Fred - Jacaré Banguela
  9. Pedro Cardoso - Receita do Sucesso
  10. Dani Mart
  11. Marquinh05
  12. TG - Ela Tá de Xico
  13. Henrique Henning
  14. DJ Raphael Mendes
  15. Saulo
  16. Jules
  17. Rebecca - Do Avesso
  18. Ivo Neuman - Treta
  19. Blog do HistoFilipe
  20. Norberto Kawakami
  21. Lucas Lima - O Sanitário
  22. Lucia Freitas
  23. Ivie - ETC
  24. Caio Novaes - Brogui
  25. Luiza Gomes - Eu Capricho
  26. Karyne
  27. Haeckel - Mente Insana
  28. Heliarly - Doidera Pura
  29. André Metzen - IMasters
  30. Manoel Netto - Tecnocracia
  31. Ian Black - Enloucrescendo
  32. Fabiana Neves - RockerSpace
  33. Gustavo Jreige - Outros Olhos
  34. Jonny Ken - InfoBlog
  35. André Marmota
  36. Matheus Costa - 30?
  37. Miriam Bottan - Substantivo Volátil
  38. Patricia Moura - Propaganda e Marketing
  39. RafaCST - Futilidade Pública
  40. Rafael Apocalypse - Idéia Digital
  41. Rafael Porto - Alforria
  42. Renê Fraga - Google Discovery
  43. André Tagliati
  44. Thiago Velloso - Rio Temporada
  45. Luiz Gadetto - Trankera
  46. Alexandre Sena
  47. Wagner Fontoura - Boombust
  48. Guilherme - Papo de Homem
  49. Vinicius Depizzol
  50. Licio Fernando
  51. Johnny C.
  52. Renato Caliari - Discípulo da Razão

PS: No site do barcamp, onde vc faz sua inscrição, há informação de 64 inscritos até o momento. Por isso, caso vc já tenha confirmado sua presença e não esteja relacionado na lista acima, é só informar no campo de comentários aqui que eu atualizo a lista, linkando seu blog, ok? No stress.

Nosso muito obrigado vai para:

Patrocínio:

 

Apoio:

 

Popularity: 27% [?]


22 February, 2008 por Wagner Fontoura

O que é coworking?

coworker.jpgSim, coworking é a pauta da vez. Por aqui mesmo você já deve ter lido alguns artigos sobre o tema, quando falei sobre o The Hub, ou em uma ou duas outras oportunidades. Mas, afinal, muita gente ainda se pergunta que raios de coisa é essa? Um neologismo geek? Uma moda passageira? Uma marca?

Bem, no nosso meio, na web, de uma maneira geral, são cada dia mais comuns profissionais que, como eu, estabelecem-se em seus home offices, bases de trabalho independentes, com todo o incômodo e com os inconvenientes que isso pode trazer. É preciso e possível manter uma organização mínima para que esse tipo de coisa funcione, nem sempre tão fácil na prática - o Augusto Campos trata super bem bem esse tema num post recente e noutro mais antigo, de abril do ano passado. A Samantha Shiraishi também andou postando sobre o assunto. Isso pra citar apenas duas referências próximas.

O aluguel compartilhado de “escritórios casuais“, como os chamou o Tiago Dória em artigo de julho de 2007, não deixa de ser uma alternativa razoável, mas nunca me apeteceu completamente, dado, dentre outras coisas, a informalidade desses espaços. E basta conhecer alguns dos espaços onde trabalham os blogueiros - e muitos microempresários, freelancers, startups brasileiros e muitos muitos outros - para entender o quanto essa coisa da impessoalidade pode ser um problema complicado.

Pois bem. Hoje, depois de deixar a carreira executiva e de me concentrar no empreendedorismo na própria blogosfera, acabei por criar e/ou me envolver em diferentes grupos de negócios - a saber:

Em todos os casos mencionados há intensa interação com grupos de pessoas de diferentes tamanhos. Além disso, networker compulsivo que sou, estou sempre envolvido em atividades offline promotoras dos meus interesses pessoais e/ou profissionais, o que me coloca em permanente contato com novos grupos de pessoas e de negócios. Novos potenciais coworkers.

O coworking nada mais é do que “o ato de trabalhar junto“, de compartilhar recursos, ferramentas, normas, diretrizes, de formas diversas. Isso pode se dar em espaços comuns ou não, virtuais ou offline.

No meu caso, atuo em grupos de coworkings, conforme mencionado acima, que são:

  • Coworkers HiTech Live, grupo de negócios formado, nesse momento, por 20 blogueiros cujos blogs encontram-se abrigados no condomínio de blogs HiTech Live;
  • Coworkers Nossa Via, grupo de blogueiros agora assistido pela Ca’bianca Comunicação & Relacionamento, em processo de formação de uma identidade própria e indo para debaixo de um grande Portal;
  • Coworkers Ca’bianca, grupo de blogueiros cujos blogs encontram-se em processo de fortalecimento da marca e desenvolvimento de produtos a ela associados;
  • Coworkers Mercado Livre, grupo de negócios formado por administradores de lojas Mercado Livre, que negociam em bloco seus interesses, sob um contrato único com a operadora dessas Lojas.

Em função do acúmulo das atividades e da necessidade sentida de estarmos em contato mais estreito e permanente, estamos criando condições para que compartilhemos um espaço comum numa sede em São Paulo, cujo endereço e infraestrutura encontra-se nesse momento em negociação com empresas interessadas e potenciais parceiros de negócio. O nome da PJ que habrigará essa infraestrutura? Coworkers, ora! A url? http://coworkers.com.br, igualmente em construção. A idéia é criar uma espécie de incubadora de negócios.

Isso posto, ainda assim estaria correto dizer que os grupos que participam dos blogcamps, barcamps, startupcamps, campus party, cafés.com blog também estão inseridos nesse conceito de coworking? Pra mim, num sentido mais amplo, sim - por que não estariam.

Algo me leva a crer que esse é um conceito que veio pra ficar. Acho improvável que blogueiros, empreendedores e startups possam ir muito longe, por muito tempo, sozinhos. A figura do blogueiro ou do empreendedor ensimesmado, solitário não me passa a impressão de capabilidade. O que não quer dizer que tenhamos sair por aí nos associando a redes de blogs ou de negócios, mas quer dizer, sim, que é preciso que estejamos o mais conectados em rede possível. Redes socias, redes de relacionamentos diversos, redes de negócios, redes de colaboração, de interação, enfim, não haveria como ser diferente mesmo. Vivemos o auge da era das redes.

Acredito que entre os mitos da web 2.0 pode-se acrescentar o de que a interação virtual é tudo. Não é. Nada substitui o tet-a-tet.

É isso aí.

Grande abraço!

Popularity: 26% [?]


3 February, 2008 por Wagner Fontoura

Prologue para projetos coletivos

Pleno domingo de carnaval e eu aqui, desde cedo, a cuidar das etapas concomitantes de alguns dos projetos web nos quais estou envolvido. Ainda ontem o Jobson Lemos, amigo ranzinza e parceiro de negócios, me puxava as orelhas porque, ao me dedicar ao mesmo tempo a várias frentes de trabalho, não tenho dado a devida dedicação aos negócios da carteira JL, leia-se Lojas Mercado Livre, (parcerias comerciais com os blogs HiTechLive, MeioBit, Trankera, Mundo das Tribos, Anderssauro e outras) Loja Submarino (leia mais sobre, aqui), Secundum (que, ao contrário do que pensam alguns, segue firme e forte nos seus propósitos) e “Mais Um” (…).

Acontece que eu sempre fui assim, multitarefa, por natureza. Só que tenho que concordar que já fui mais produtivo; aliás falei disso em 2 posts da semana passada, onde falei sobre coworking e sobre as atividades da Ca´bianca, do HiTech Live Blogs e do Nossa Via.

Por conta disso resolvi adotar uma ferramenta para a qual não dei muita bola quando fiquei sabendo da sua existência por post do Tiago Dória, mas que, voltando a ler sobre o tema no Download Squade minha ficha finalmente caiu quanto à sua possível utilidade na gestão de múltiplos projetos coletivos. Falo do Prologue.

prologue-screenshot.png

“Funciona como uma linha do tempo, onde um grupo de pessoas vai acrescentando informações sobre o que eles estão fazendo em um determinado momento… Cada integrante pode deixar anotado o que está fazendo no projeto, facilitando a comunicação e a realização de cronogramas, além de aumentar a produtividade.” [T. Dória]

O Prologue nada mais é do que um template especial para wordpress, que irei instalar no domínio que acabei de adquirir e que hospedarei na Insite, host que nos patrocina, sob a URL http://www.coworkers.com.br/ (também pode ser digitado “coworker” (sem o s) que será igualmente direcionado para a nova base de dados do blog). Ato contínuo, seguindo as funcionalidades do template (vide demo), os projetos “hospedados” serão todos classificados, cada um sob uma categoria específica, categorias estas que poderão ser seguidas pelos coworkers envolvidos nos referidos projetos (que também serão os autores do microblog, num formato muito parecido com o Twitter), seja via RSS específico da categoria (projeto), ou por autor(es) específico(s).

Um recurso disponível é tornar sua visibilidade pública ou privada, o que ainda não decidi como farei. Vejo vantagens e desvantagens em ambos os modos, mas confesso que gosto da idéia de “trabalhar a céu aberto”, com qualquer um podendo ver e acompanhar os nossos passos.

Como os microposts podem receber comentários externos, como num post comum da maioria dos blogs, isso pode promover uma espécie de fórum bastante interessante.

É claro que pode haver projetos cujos parceiros prefiram não expor seus passos, mas isso já é outra história a ser administrada; não sei ainda se há a possibilidade de tornar invisível a terceiros apenas algumas categorias, mas vou experimentar o desenvolvimento desse recurso, se é que já não há. Nos aquivos disponíveis para download não encontrei isso no código. Aparentemente toda customização básica é totalmente possível. Veremos.

Espero que isso torne não apenas a minha vida mais fácil e produtiva, mas as de todos os partners coworkers envolvidos em todas as nossos jobs.

Para usuários do wordpress.com o recurso agora é nativo, basta ser selecionado no menu Presentation.

coworkers.jpg

Fico imaginando as inúmeras aplicações dessa ferramenta não apenas em projetos profissionais, mas em empreitadas de pequenos grupos sociais, de forma pontual. É uma opção bem simples e legal, você não acha? Ou você acha que é coisa de geek?

Update:

Seguindo a dica do Fabio no seu comentário aqui, logo abaixo, (pelo qual lhe agradeço) confiram links de quem já está usando o Prologue:

Popularity: 40% [?]


6 January, 2008 por Wagner Fontoura

Coworking - vem aí o HUB São Paulo

“Espaços para inovadores sociais trabalhando para um mundo radicalmente melhor”

De mudança pra São Paulo, um dos principais objetivos que me movem é o de estar perto de pessoas cujo trabalho e personalidade eu admiro e que influenciam o meu próprio trabalho. Mais perto do que a internet é capaz de promover.

Pois bem, no início do mês passado li alguma coisa no blog do Tiago Dória sobre uma iniciativa paulistana que vinha diretamente ao encontro dos meus anseios referentes exatamente a essa proximidade com inovadores sociais, pessoas que passam grande parte dos seus tempos conectadas mas sem dispensar o convívio e a calorosa troca de figurinhas no “ao vivo” mesmo.

Trata-se do The Hub São Paulo. Veja como definem a iniciativa seus próprios empreendedores:

Se você está…

iniciando um projeto…
já está com um projeto a todo vapor…
é um “free-lancer”…
trabalha sozinho (a) em casa…
trabalha em um escritório compartilhado…
trabalha em uma organização com escritório, mas gostaria de trabalhar algumas horas por semana num ambiente mais criativo…
precisa de um lugar para fazer sessões de coaching…
quer um ambiente especial para uma apresentação, workshop ou evento social…
procura um espaço para reunir-se com sua rede…

O Hub pode ser interessante para você! Este espaço já existe em Londres, Bristol, Johannesburg e está sendo criado em São Paulo e Bombaim.

Um espaço com toda infraestrutura para “organizações e redes que mudam de tamanho com frequência, consultorias, associações etc.” Espaço para reuniões e eventos com toda a estrutura tecnológica e um ambiente pretensamente inspirador.

Escritórios virtuais não são novidade em cidades de médio e grande portes, mas o diferencial que eu, particularmente, espero encontrar por lá, provavelmente estará estampado nas roupas usadas pelos seus usuários - que não hão de ser ternos e gravatas como nos escritórios virtuais usuais; e também nos seus vocabulários geeks e, sobretudo, nos seus objetivos.

Se eu tiver entendido bem a proposta dos empreendedores do projeto - se não me engano, Pablo Handl e Henrique Bussacos - será a possibilidade do surgimento de um novo point incubador de iniciativas e empreendimentos diversos e, ainda, um berço de empresas em estágio inicial ou de startup. Não será o máximo se isso acontecer mesmo?

Pessoas que, como eu, trabalham em home offices ou, como quando estou em trânsito, ficam à caça de cyber cafés, hotspots e lans que funcionem como (desconfortáveis) escritórios online terão o seu paraíso em Sampa (leia também essa matéria do Estadão sobre o tema). Ah, desde que os preços cobrados pelo uso dos serviços e do espaço sejam factíveis, é claro. Quanto a isso, nas minhas pesquisas, li, em algum lugar que já não sei mais onde foi, que inicialmente, mesmo para quem quiser dispor do espaço por tempo integral pararia algo em torno de R$ 400,00 por mês- o que não seria ruim - mas não tive isso confirmado, por isso não posso afirmar nada.

O Hub se instalará na Rua Bela Cintra, nº 409, na região da Av. Paulista.

Grande abraço!

Wagner Fontoura

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16 September, 2007 por Wagner Fontoura

Sobre Inteligência Colaborativa e Relevância

Tenho trabalhado, dentre outras coisas, na edição dos registros originais da série “Blogosfera Brasileira em Debate“, preparando-os para receber [1] edição comum (leia-se PDF), [2] tradução para o inglês e espanhol e [3] arquivo público comum (leia-se Google Docs), com vistas a garantir [A] sua preservação e [B] maximizar seu alcance público. À medida em que vou evoluindo nesse trabalho me sinto tentado a todo momento a buscar releituras dos temas que mobilizaram aquele grupo de pessoas que se deu ao desafio de construir juntas um flash da blogosfera naquele momento. Praticamente apenas um mês se passou desde então e é incrível a velocidade com que alguns sinais profetizados pelos então debatedores já se materializam com mais ou menos força! Algumas dessas releituras ainda quero publicar aqui, provocando novos questionamentos e novos debates, mesmo que em menor escala. Da primeira já o fiz [A Nova Via dos Blogs na Mídia].

Quero estar com essa material pronto antes dos próximos BlogCcamps (as regiões estão todas mobilizadas e se mexendo) - inclusive para que outros possam se lançar a essas releituras tão oportunas.

Aproveito minhas madrugadas insones, os finais de semana, minha solteirice e o prazer que me dá poder participar dessa imensa massa colabotariva inteligente que é a blogosfera pra produzir, produzir, produzir - tenho adorado empreender em função da máquina de idéias produzidas aos terabytes na web colaborativa! Ainda assim me sinto tão aquém das possibilidades que surgem e das iniciativas realmente brilhantes que vejo sendo tocadas por empreendedores muito mais preparados do que eu - já lá na frente! Tenho referências na web que aprendi a admirar, a respeitar, a seguir, e a aproximação com essas pessoas contribui para o meu amadurecimento como usuário e empreendedor web. E quando essas pessoas (inteligência tão ao meu alcance, a 1 click de distância) acabam por se tornarem minhas amigas, parceiras, aí então é a realização do ideal de se construir uma verdadeira rede mista de trabalho, lazer, prazer, escola - que grande barato esses tempos!

Lendo dois artigos recentes de pessoas dessas que eu admiro e acompanho - ambos a respeito de um dos recentes empreendimento aos quais me lancei - a NossaVia, proposta de parceria de geração de conteúdo da Via6 à blogosfera brasileira - me sinto desafiado e, ao mesmo tempo me ponho imediatamente a ruminar conceitos ainda tão novos - não só pra mim mas, acredito, que para todos nós. Falo dos artigos publicados, pela ordem, pelo Gilberto Jr [O melhor da blogosfera é a descentralização - Prática] e pela querida Cris Zimermann [Centralizar a bllogosfera brasileira por que? - Virtual Entrepreneur].

Em ambos os artigos mencionados acima as supostas “institucionalização e centralização da blogosfera” são questionadas. Como contradizer impunemente dois ícones da blogosfera como Gilberto e Cris? Qual a melhor maneira de dizer que não concordo com isso, que me parece uma apropriação indevida de um conceito, de uma evolução natural da natureza da blogosfera?

O advento dos blogs como mídia de relevância não foi uma inveção das empresas - ao contrário, elas, antes, resistiram enquanto puderam a reconhecer esse fato. Fomos nós quem nos levantamos a dizer que podemos e desejamos sim ser reconhecidos como mídia relevante. Que é igual a dizer que o que falamos (postamos) tem valor, corência, faz sentido, que não estamos falando apenas para os nossos umbigos, mas pra quem desejar conversar conosco. Não foram os portais, as redes sociais, a imprensa quem nos disse isso - fomos nós quem levantou essa lebre.

Ninguém veio bater às nossas portas dizendo: vocês precisam ganhar dinheiro com seus blogs - fomos nós quem dissemos, em algum momento, “será que não poderíamos criar maneiras de trabalhar com o que gostamos de fazer e podermos viver disso? Não seria legal?”. Mas quantos de nós é capaz de conquistar espaços dessa natureza sozinhos? Onde estão esses meus pares que eu não os percebo pra que me sirvam de modelos? Exceções tão escassas! Há os que se organizaram… ah, sim - esses tem conseguido evoluir nessa trajetória. Prostituiram-se? Hummm. Não. Não, não, não! Eu respeito demais o trabalho do MeioBit, do InterneyBlogs, seu próprio trabalho, Cris. Há outros. Há outros caminhos de organização surgindo e criando oportunidades para os que, como eu, entendem que o progresso conspira a nosso favor - e parte significativa dele quem faz e promove somos nós mesmos - empreendedores, quando chamamos pra nós a responsabilidade de construir o nosso próprio futuro com ações firmes, concretas, corajosas.

Se a gente errar, conserta. Se a gente cair, a gente se levanta. Se prejudicarmos alguém inadvertidamente, ainda poderemos tentar reparar o mal que fizermos. Se doer a gente sopra. Se cansar a gente estará ganhando musculatura. Se tudo der errado, ainda poderemos recomeçar do zero quantas vezes for preciso. Somos humanos - o que pressupõe que podemos errar (é permitido e até desejável) - e somos jovens (nossa geração tende a passar dos 100 anos de vida útil!!! Duvida?!). Podemos querer dinheiro, reputação, divulgação, status, ou simplesmente um lugar ao sol, trabalho, respeito, dignidade, tanto faz - mas não precisamos necessariamente de “uma causa” única - isso me parece tão ultrapassado, tão velho! Precisamos de coragem, de força, de ousadia, de iniciativa, de gás, precisamos de amor-próprio - disso estou certo que precisamos.

Essa história de que cada um tem seu blog e seu blog é o seu mundo não cola em mim. Meu mundo é maior que meu blog pessoal. Meus ideais, meus sonhos, meus projetos, minha força, meus objetivos são maiores que meus blogs pessoais juntos; a blogosfera não é o mundo - é um nicho; não estamos sós no mundo; não inventamos as regras, mas podemos servirmo-nos delas para crescer e deixar nossa contribuição pessoal e coletiva.

Estamos sim reinventando o jogo, criando uma nova forma de produção, de comunicação, de relacionamento (mas a anarquia, como qualquer outro modelo ultrapassado, não me serve - obrigado, dispenso.). Mas não podemos medir os nossos esforços nem as nossas conquistas pelas mesmas métricas que combatemos. Temos que apresentar algo para as substituir - e é o que vejo que estamos fazendo.

Não veremos “um blog centralizado” criando relevância, mas vários, de diferentes formatos, com diferentes propósitos. Redes de blogs como as que já há, blogs coletivos, blogs institucionais corporativos, blogs de diferentes mídias, blogueiros a serviço de diferentes atividades profissionais - abram os olhos, eu não estou inventando a roda, só falo do que já está à vista, do que já me alcança! Não estou profetizando nada, estou narrando fatos evidentes! Nosso mundo não se resume a iniciativas isoladas, individuais - muito menos a ferramentas isoladas (eu quero todas ao dispor do meu trabalho - wikis, fóruns, redes, blogs, listas, todas).

E isso não é deter a posse da relevância nem dominar o mundo - é só construir com as próprias mãos o presente, com os olhos fixos no futuro e na sorte. E eu não estou só.

Grande abraço! A semana promete… ;)

Wagner Fontoura

 

Popularity: 6% [?]


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