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6 janeiro, 2008 por Wagner Fontoura

Coworking - vem aí o HUB São Paulo

“Espaços para inovadores sociais trabalhando para um mundo radicalmente melhor”

De mudança pra São Paulo, um dos principais objetivos que me movem é o de estar perto de pessoas cujo trabalho e personalidade eu admiro e que influenciam o meu próprio trabalho. Mais perto do que a internet é capaz de promover.

Pois bem, no início do mês passado li alguma coisa no blog do Tiago Dória sobre uma iniciativa paulistana que vinha diretamente ao encontro dos meus anseios referentes exatamente a essa proximidade com inovadores sociais, pessoas que passam grande parte dos seus tempos conectadas mas sem dispensar o convívio e a calorosa troca de figurinhas no “ao vivo” mesmo.

Trata-se do The Hub São Paulo. Veja como definem a iniciativa seus próprios empreendedores:

Se você está…

iniciando um projeto…
já está com um projeto a todo vapor…
é um “free-lancer”…
trabalha sozinho (a) em casa…
trabalha em um escritório compartilhado…
trabalha em uma organização com escritório, mas gostaria de trabalhar algumas horas por semana num ambiente mais criativo…
precisa de um lugar para fazer sessões de coaching…
quer um ambiente especial para uma apresentação, workshop ou evento social…
procura um espaço para reunir-se com sua rede…

O Hub pode ser interessante para você! Este espaço já existe em Londres, Bristol, Johannesburg e está sendo criado em São Paulo e Bombaim.

Um espaço com toda infraestrutura para “organizações e redes que mudam de tamanho com frequência, consultorias, associações etc.” Espaço para reuniões e eventos com toda a estrutura tecnológica e um ambiente pretensamente inspirador.

Escritórios virtuais não são novidade em cidades de médio e grande portes, mas o diferencial que eu, particularmente, espero encontrar por lá, provavelmente estará estampado nas roupas usadas pelos seus usuários - que não hão de ser ternos e gravatas como nos escritórios virtuais usuais; e também nos seus vocabulários geeks e, sobretudo, nos seus objetivos.

Se eu tiver entendido bem a proposta dos empreendedores do projeto - se não me engano, Pablo Handl e Henrique Bussacos - será a possibilidade do surgimento de um novo point incubador de iniciativas e empreendimentos diversos e, ainda, um berço de empresas em estágio inicial ou de startup. Não será o máximo se isso acontecer mesmo?

Pessoas que, como eu, trabalham em home offices ou, como quando estou em trânsito, ficam à caça de cyber cafés, hotspots e lans que funcionem como (desconfortáveis) escritórios online terão o seu paraíso em Sampa (leia também essa matéria do Estadão sobre o tema). Ah, desde que os preços cobrados pelo uso dos serviços e do espaço sejam factíveis, é claro. Quanto a isso, nas minhas pesquisas, li, em algum lugar que já não sei mais onde foi, que inicialmente, mesmo para quem quiser dispor do espaço por tempo integral pararia algo em torno de R$ 400,00 por mês- o que não seria ruim - mas não tive isso confirmado, por isso não posso afirmar nada.

O Hub se instalará na Rua Bela Cintra, nº 409, na região da Av. Paulista.

Grande abraço!

Wagner Fontoura

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1 janeiro, 2008 por Wagner Fontoura

Agenda 2008

Abrindo a temporada 2008, eis a agenda básica de projetos deste blog para o 1º semestre jan/fev/mar/abr (1º quadrimestre), a ser tocada em nova base offline <feliz>Sampa!</feliz>

Check list:

  1. Consolidar o HiTech Live Blogs;
  2. Dar prosseguimento aos Projetos Boombust / Cabianca;
  3. 1º Upgrade Nossa Via;
  4. Novas rodadas de encontros Café.com blog;
  5. Blogosfera Brasileira em Debate (”Em 2008 a Efigênia vai à escola”);
  6. Blogcamps, barcamps e outros camps;
  7. Mais um, ainda em fase de incubação.

Popularity: 14% [?]


29 dezembro, 2007 por Wagner Fontoura

No donut for you

Foi-se 2007. Curioso que, fazendo uma retrospectiva do que nos legou este que foi incansavelmente blogado em verso e prosa (inclusive por mim) como “O Ano” em que a blogosfera brasileira deu o seu grande salto, a frase que dá título a esse post, uma provocação proposital, até que pode sim fazer todo o sentido do mundo….

O blog mais lido e acessado do Brasil? “Pô, fala sério!”

Reencontrei, seguindo a trilha de links deixada pela Nospheratt nas suas considerações finais sobre o desafio “21 dias para fechar o ano com chave de ouro” (que me levou a uma bela lista de posts na Retrospectiva 2007 do Tico Esteves), um post não de 2007, mas, inacreditavelmente, de setembro de 2006, que já nos oferecia de bandeja considerações lúcidas e pertinentes a respeito do que já nos faltava ao final daquele ano para que tivéssemos “o blog mais lido e acessado no Brasil“.

“Ter um blog para ganhar dinheiro é como qualquer outro negócio, virtual ou não. É preciso oferecer um produto que as pessoas queiram comprar. Não basta o produto ser bom. Não basta o produto ser barato (eye-balls e banner clicks). Tem que haver demanda! É o principio básico da economia que parece ser ignorado pela grande maioria de blogueiros que querem monetizar seus blogs” [F. Seixas]

Eu arriscaria dizer que já existe no Brasil blogs singulares na criação de conteúdo sobre assuntos para os quais há uma grande demanda. Ou pelo menos sementes já germinadas deles. Eu posso citar nominalmente, para ilustrar, 3 blogs que, a meu ver, preenchem os mais básicos e importantes requisitos dessa receita de bolo: o Dinheirama, o Papo de Homem e o Não 2 Não 1, os quais terminam o ano alguns passos à frente da enorme massa de blogs que se lançaram à corrida pelo ouro em 2007, por motivos diversos e largamente mencionados aqui mesmo nesse blog em posts anteriores.

Mesmo onde a “concorrência” é das maiores, em função da larga oferta de boas opções, como não reconhecer que blogs como Treta, Irmãos Brain e o novo-Mundo se destacam na multidão e, sobretudo, se projetam rapidamente, dia após dia? Lógico que há vários outros, a meu ver, nessa lista (de novo, sob o meu ponto de vista). Blogs e / ou blogueiros maduros há por toda parte (não necessariamente sempre sob uma mesma URL), mas, infelizmente, isso não é tudo.

Esse ano não foi ainda profícuo em outros quesitos mencionados pelo Fábio no seu post de 2006, como amadurecimento e crescimento do mercado anunciante, leia-se anunciantes e, sobretudo, agentes de comunicação e de mídias. Pouco evoluímos nesse sentido e o que fizemos fôra de maneira pusilânime.

Tampouco no Brasil fomos capazes de criar outra das condições sine qua non para que crescêssemos e acontecêssemos como mídia relevante do ponto de vista do alcance: a socialização da internet por aqui ainda é uma falácia, convenhamos; apesar de todos os esforços tanto governamentais quanto do próprio mercado nesse sentido - por mais questionáveis que sejam. Internet decente no Brasil ainda é coisa para uma pequena elite, diga quem quiser o contrário. Isso está em marcha de mudança? Sim. Até está. Mas… ainda não foi em 2007. E como reclamar da escassez de iniciativas de anúncios em mídia se nos faltou ainda esse ano essa escala?

Não digo isso como quem faz um muxoxo de lamúria, reclamando da sorte, mas na expectativa de que sejamos capazes de refinar e consolidar nossas conquistas e, ao mesmo tempo, apontarmos nossa artilharia para problemas e desafios que se mostram resilientes, o que é bem diferente de serem crônicos.

O Cardoso, no apagar das luzes de 2007 no seu Contraditorium, postou seguidos 3 artigos praticamente complementares sobre blogs como mídia e mídias para blogs, que ilustram muito do que estou querendo dizer aqui sobre ajustar focos e definir nossos próximos alvos. São eles, pela ordem:

Em recente encontro com empresários, executivos e agentes de mídia que participei em SP tive a oportunidade de bater na tecla de que enquanto não formos capazes de, juntos, criarmos audiência relevante para as nossas novas mídias, correremos o risco dessas mídias ficarem velhas sem terem conquistado aqui o que já conquistaram lá fora.

E esse é um desafio que não é só dos blogs, ou só dos nossos governos, mas dos portais, da imprensa tradicional, das agências de publicidade, dos novos brokers de blogs, daqueles que já encontraram o caminho das pedras e dos quais precisamos de um pouco mais de generosidade e boa vontade, porque senão estaremos atirando contra os próprios pés. É estúpido que no meio dessa turma toda citada neste parágrafo ainda haja quem pense em “reserva de mercado”. E o pior é que ainda há.

Popularity: 7% [?]


26 dezembro, 2007 por Wagner Fontoura

Orçamento de receitas, de despesas e fluxo de caixa para blogs

Dando continuidade à série 11 Maneiras de ganhar dinheiro com blogs, em algum momento até aqui você já me ouviu falar em profissionalização ou em transformação de alguns blogs em empresas. E há um recurso, uma ferramenta, comum a qualquer empresa e que se aplica bem demais à atividade de blogar, embora eu nunca tenha visto ninguém usando além de mim: o Planejamento Orçamentário. Exagero? Aposto que depois de ver listados todos os ítens (rubricas) cabíveis você vai se surpreender e pelo menos pensar em aproveitar a última semana útil do ano para a elaboração do seu.

Um orçamento basicão deve contemplar ao menos os investimentos necessários ao empreendiento, as receitas desejáveis, as despesas fixas e variáveis, o fluxo de caixa e a apuração dos resultados.

What a hell, mother fucker! (sic)

Ok, eu sei que a chance é grande de você estar entre os 80% que ainda garimpam sua primeira pepita de ouro nessa seara blogosférica mas talvez até por isso vá bem aqui um bom planejamento que o impulsione para o alto e avante, ora pois!

Sob a linha de Orçamento das Receitas, podemos elencar rubricas como:

  • Programas de afiliados;
  • Loja virtual;
  • Anunciantes diretos;
  • Posts patrocinados;
  • Patrocínio de terceiros;
  • Doações;
  • Hospedagem de blogs de terceiros;
  • Desenvolvimento / consultoria web;
  • Desenvolvimento / implementação de ações de marketing;
  • outras…

É claro que quase ninguém ainda hoje gera receitas oriundas de todas essas rubricas, mas nada impede que no seu Plano de Negócios (what?) você estipule metas a serem perseguidas. Faça uma pequena planilha de janeiro a dezembro, leve em conta a variação do nº de dias de cada mês, sazonalidades (variações de acordo com a época do ano) e planeje os seus objetivos de forma factível.

A linha de Orçamento de Despesas é nossa velha conhecida. Por incrível que pareça, blogar é uma das raras atividades em que as opções de receita podem ser maiores do que as rubricas de despesas, cujo principal representante é o host que abriga seu blog. Mas podem haver outras despesas, como, por exemplo:

  • despesas de telefonia;
  • internet;
  • viagens, hospedagens, refeições e lanches (essas despesas acontecem e podem ser previstas para que você participe de blogcamps e outros encontros de blogueiros fora da sua base, por exemplo);
  • aquisições de brindes promocionais;
  • papelaria (cartões de visita, etc) e tudo mais o que você se lembrar e que pode sofrer pequenas variações de um blogueiro para outro mais ou menos ativo.

O Fluxo de Caixa é o caminho percorido pelo seu dinheiro. Você começa o mês com X, tem novas receitas, faz seus pagamentos e termina com Y, com o qual você vai fazer suas provisões futuras e começar o próximo mês. Provisões são aquela reserva que você faz todo mês pra despesas futuras maiores que você já sabe que ocorrerão se for capaz de prever; dentre outras coisas é por isso também que um bom planejamento orçamentário pode ser tão útil.

A apuração mensal dos seus resultados é uma barbada: Receitas - Despesas = Resultados. Lembrando que nem tudo o que sobra é seu. As tais provisões, que sobram no caixa (ou na sua conta), estão comprometidas e não devem ser usadas antes da hora pra outros fins.

Faltou falar sobre o Orçamento de Investimentos, que, normalmente, é o primeiro a ser feito. Nele você deve levar em conta aqueles desembolsos necessários para colocar o seu negócio de pé (leia-se: o seu blog).

  • Desenvolvimento de um template exclusivo;
  • Desenvolvimento de logomarca
  • Campanha promocional de lançamento do seu blog;
  • Campanhas de fortalecimento da sua marca;
  • Contratação de um servidor dedicado, quando aplicável;
  • Criação de uma loja virtual própria;
  • Enfim, todo e qualquer desembolso que vise aumentar diretamente o seu retorno financeiro.

Planilhe tudo isso de forma simples, fazendo suas projeções e apurações mensais, como se fosse um orçamento doméstico mesmo, sem firulas, e você terá uma visão privilegiada do seu cenário, podendo (e devendo) agir sobre ele tornando-o realidade e/ou contornando situações adversas antes mesmo que elas aconteçam de fato. Simples assim.

Tá bom, se você, como eu, é leitor do Dinheirama então já deve estar entediado com tanta simplicidade aqui proposta, mas não se esqueça que essa série busca falar para pessoas que nunca jamais em tempo algum pensaram que pra tornarem-se o 1º blogueiro milhonário do Brasil o 2º blogueiro milhonário do Brasil precisariam fazer coisas dessa natureza - natureza que não combina com as suas parcas aptidões para a gestão de recursos financeiros. E, convenhamos, já será um bom começo incutir nos seus vocabulários alguns dos conceitos expressos (mesmo que de forma ainda superficial) aqui.

Esse simples exercício o habilitará a dar novos passos que o deixarão mais próximo de ter um Plano de Negócio, assunto para um outro post dessa série. Não deixe de acompanhar e se pintar dúvidas, os espaços de comentário e o formulário de contatos do blog servem pra isso mesmo. Use e abuse.

Grande abraço!

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22 dezembro, 2007 por Wagner Fontoura

Quanto ganha o blogueiro brasileiro

Perguntado aqui no Boombust, em enquete recente que durou exatos 30 dias, respondida por 355 blogueiros:

Quanto foi o maior valor já faturado por você em um único mês blogando?

Eis o resultado:

  • 31% Ainda garimpam o seu 1º capilé (Nunca provaram da fruta)
  • 27% Já sentiram o cheirinho da coisa (faturaram entre R$ 100 e 500)
  • 21% Só passaram raiva (menos de R$ 100)
  • 10% Já acharam o caminho das pedras (faturaram entre R$ 1.000 e 2.500)
  • 5% Já podem viver disso; hão de dominar o mundo (entre R$ 2.500 e 5.000)
  • 4% Mentiram São os eleitos do Senhor me visitando (Mais de R$ 5.000)
  • 2% Já sonham com seus pedidos de demissão no 1º emprego (entre R$ 500 e R$ 1.000)

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