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29 fevereiro, 2008 por Wagner Fontoura

A hora e a vez das Mídias Sociais

Comecemos por uma definição básica do que são Mídias Sociais, com base em alguns apanhados que fiz pela rede sobre o tema, em fontes que usarei e nominarei (leia-se linkarei) no decorrer desse post:

Mídias Sociais são tecnologias e práticas on-line, usadas por pessoas (isso inclui as empresas) para disseminar conteúdo, provocando o compartilhamento de opiniões, idéias, experiências e perspectivas (e eis o seu 1º grande diferencial). Seus diversos formatos, atualmente, podem englobar textos, imagens, áudio, e vídeo. São websites que usam tecnologias como blogs, mensageiros, podcasts, wikis, videologs, ou mashups (aplicações que combinam conteúdo de múltiplas fontes para criar uma nova aplicação), permitindo que seus usuários possam interagir instantaneamente entre si e com o restante do mundo.

Mídias Sociais não são novidade. Novas ferramentas de Mídia Social vêm surgindo e se estabelecendo, passando por mutações evolutivas naturais - vide os blogs, que nasceram diários virtuais (muitos permaneceram assim e combinemos que não há problema algum nisso) e tiveram sua natureza diversificada com o tempo, a ponto de se tornarem, inclusive, instrumentos de efetiva geração de negócios, por exemplo.

Liberdade de comunicação interativa, combinada à facilidade de uso das ferramentas para fazê-lo e a uma arquitetura participativa em redes, forma a base da receita para que as plataformas de Mídias Sociais possam ser classificadas como a mais poderosa forma de mídia até hoje criada. Na versão interativa da web é possível fazer muito mais com muito menos e isso é muito poderoso!

Há quase um ano, um dos primeiros post a habitar a já extensa lista de artigos sobre Mídias Sociais dos meus bookmarklets chamava a atenção para cinco razões que fazem da Social Mídia um sucesso:

  1. Normalmente, todos os dias as pessoas se dão a chance de sair da sua zona de conforto e explorar novas áreas de interesse, conhecer novas pessoas e assumir riscos;
  2. Os usuários têm o controle sobre o que eles fazem on-line. O seu destino está em suas mãos; podem ser quem quiser, quando quiserem;
  3. Não é um capricho e sim uma tendência que funciona. É um conceito que atrai os usuários e continuará atraindo até que a mídia social 2.0 vá embora;
  4. As possibilidades não tem fim. Quem duvida que o MySpace é um sucesso? E o Youtube? Essas plataformas são apenas o começo, logo os usuários terão ferramentas para fazer o que quiserem;
  5. A Mídia Social é fácil. As ferramentas de mídia social são de fácil configuração e se forem bem feitas são fáceis de ganhar dinheiro.

Já é possível, há algum tempo, monitorar e analisar, com base na avalanche de conteúdo já construido a partir das Mídias Sociais, o que os consumidores estão falando, pensando e postando sobre a sua marca em meios como blogs, comunidades, fóruns e comunidades virtuais. Promover a partir disso análises qualitativas e quantitativas de dados para, por exemplos, entender o impacto de um lançamento de produto ou campanhas de marketing, identificar e gerenciar crises e a saúde de marcas, sugerir oportunidades para o negócio por meio da identificação de insights da categoria. E por aí vai uma caminho possível, que hoje já é bem mais do que “uma pequena trilha em pavimentação”…

cafe-com-blogs-3a-ed.jpg

Nesse exato momento no qual escrevo este post, pessoas e empresas estão debatendo e tentando não apenas entender mas fazer o melhor uso possível dessa “máquina 2.0“.

“Quase 10 milhões de pessoas acessaram e leram blogs no Brasil, de acordo com dados do Ibope/NetRatings de dezembro de 2007, o que representa 45% do número de internautas ativos no mês. Em um ano, a expansão foi de 37%. O número de internautas ativos cresceu 49% em 2007, atingido 20,4 milhões de pessoas. Para se ter uma idéia, o Brasil cresceu, em número de internautas mensais, mais do que os Estados Unidos (2,2%), França (14%), Espanha (11%) e Japão (8,5%).” Fonte [IDG Now]

A todo momento, profissionais dessa “nova mídia” vão encontrando (ou criando) caminhos que pavimentam essa trilha para que novos mercados sejam formados em torno desse eletrizante cenário.

Ainda essa semana, participando da 3ª edição do Café.com blog - encontro de empresas com expoentes da nova Mídia Social promovido pela Revista Bites sob assessoria do Manoel Netto e da Lúcia Freitas - saí com o sentimento de que está próximo o dia em que anunciantes, agências, mídias tradicionais e mídias sociais estarão sentados à mesma mesa, falando uma linguagem comum, também aqui no Brasil. E nesse dia haveremos de dar boas risadas de muitas coisas como, por exemplo, da ingenuidade e das obviedades de um tal conflito entre jornalistas e blogueiros, entre blogueiros românticos e probloggers, de “como ganhar dinheiro com mídias sociais?” e coisas do gênero.

Pra encerrar por agora, sugestão de leitura parcialmente complementar e completamente irresistível: Se eu pudesse falar a língua dos blogs, by Carlos Cardoso, trazendo, de uma forma irreverente e inteligente, pontos de vista convidativos à discussão continuada.

E, finalmente, um vídeo bastante interessante, gentilmente enviado pelo Núcleo de Novas Mídias da Fundação Padre Anchieta: trecho da gravação do programa Roda Viva com Steven Johnson na última segunda-feira.

Grande abraço!

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22 fevereiro, 2008 por Wagner Fontoura

O que é coworking?

coworker.jpgSim, coworking é a pauta da vez. Por aqui mesmo você já deve ter lido alguns artigos sobre o tema, quando falei sobre o The Hub, ou em uma ou duas outras oportunidades. Mas, afinal, muita gente ainda se pergunta que raios de coisa é essa? Um neologismo geek? Uma moda passageira? Uma marca?

Bem, no nosso meio, na web, de uma maneira geral, são cada dia mais comuns profissionais que, como eu, estabelecem-se em seus home offices, bases de trabalho independentes, com todo o incômodo e com os inconvenientes que isso pode trazer. É preciso e possível manter uma organização mínima para que esse tipo de coisa funcione, nem sempre tão fácil na prática - o Augusto Campos trata super bem bem esse tema num post recente e noutro mais antigo, de abril do ano passado. A Samantha Shiraishi também andou postando sobre o assunto. Isso pra citar apenas duas referências próximas.

O aluguel compartilhado de “escritórios casuais“, como os chamou o Tiago Dória em artigo de julho de 2007, não deixa de ser uma alternativa razoável, mas nunca me apeteceu completamente, dado, dentre outras coisas, a informalidade desses espaços. E basta conhecer alguns dos espaços onde trabalham os blogueiros - e muitos microempresários, freelancers, startups brasileiros e muitos muitos outros - para entender o quanto essa coisa da impessoalidade pode ser um problema complicado.

Pois bem. Hoje, depois de deixar a carreira executiva e de me concentrar no empreendedorismo na própria blogosfera, acabei por criar e/ou me envolver em diferentes grupos de negócios - a saber:

Em todos os casos mencionados há intensa interação com grupos de pessoas de diferentes tamanhos. Além disso, networker compulsivo que sou, estou sempre envolvido em atividades offline promotoras dos meus interesses pessoais e/ou profissionais, o que me coloca em permanente contato com novos grupos de pessoas e de negócios. Novos potenciais coworkers.

O coworking nada mais é do que “o ato de trabalhar junto“, de compartilhar recursos, ferramentas, normas, diretrizes, de formas diversas. Isso pode se dar em espaços comuns ou não, virtuais ou offline.

No meu caso, atuo em grupos de coworkings, conforme mencionado acima, que são:

  • Coworkers HiTech Live, grupo de negócios formado, nesse momento, por 20 blogueiros cujos blogs encontram-se abrigados no condomínio de blogs HiTech Live;
  • Coworkers Nossa Via, grupo de blogueiros agora assistido pela Ca’bianca Comunicação & Relacionamento, em processo de formação de uma identidade própria e indo para debaixo de um grande Portal;
  • Coworkers Ca’bianca, grupo de blogueiros cujos blogs encontram-se em processo de fortalecimento da marca e desenvolvimento de produtos a ela associados;
  • Coworkers Mercado Livre, grupo de negócios formado por administradores de lojas Mercado Livre, que negociam em bloco seus interesses, sob um contrato único com a operadora dessas Lojas.

Em função do acúmulo das atividades e da necessidade sentida de estarmos em contato mais estreito e permanente, estamos criando condições para que compartilhemos um espaço comum numa sede em São Paulo, cujo endereço e infraestrutura encontra-se nesse momento em negociação com empresas interessadas e potenciais parceiros de negócio. O nome da PJ que habrigará essa infraestrutura? Coworkers, ora! A url? http://coworkers.com.br, igualmente em construção. A idéia é criar uma espécie de incubadora de negócios.

Isso posto, ainda assim estaria correto dizer que os grupos que participam dos blogcamps, barcamps, startupcamps, campus party, cafés.com blog também estão inseridos nesse conceito de coworking? Pra mim, num sentido mais amplo, sim - por que não estariam.

Algo me leva a crer que esse é um conceito que veio pra ficar. Acho improvável que blogueiros, empreendedores e startups possam ir muito longe, por muito tempo, sozinhos. A figura do blogueiro ou do empreendedor ensimesmado, solitário não me passa a impressão de capabilidade. O que não quer dizer que tenhamos sair por aí nos associando a redes de blogs ou de negócios, mas quer dizer, sim, que é preciso que estejamos o mais conectados em rede possível. Redes socias, redes de relacionamentos diversos, redes de negócios, redes de colaboração, de interação, enfim, não haveria como ser diferente mesmo. Vivemos o auge da era das redes.

Acredito que entre os mitos da web 2.0 pode-se acrescentar o de que a interação virtual é tudo. Não é. Nada substitui o tet-a-tet.

É isso aí.

Grande abraço!

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21 fevereiro, 2008 por Wagner Fontoura

Como ter sua própria loja Submarino

logo-submarino.gifO Jobson Lemos, cumprindo o que prometera lá no Campus Party, anunciou que cederá a quem possa interessar o script que permite que qualquer um tenha sua própria loja do Submarino, com o qual ele mesmo já vem fazendo algum dinheiro.

Já tenho lojas próprias veiculadas aos meus blogs e confesso que são minha melhor fonte de receitas online atualmente, por isso fico muito interessado em experimentar o Submarino também. Bem administrada e com um pouco de sorte os resultados podem sim ser bons.

Aliás, pegando o gancho da referência citada pelo Jobson no post onde anuncia o código para a loja do Submarino, o Luiz, do Trankera, meu amigo e parceiro de negócio (leia-se coworker), tem se mostrado referência em mais de um campo quando o assunto é empreendedorismo na blogosfera - tema deste blog.

Bom gestor das suas próprias iniciativas de negócios com base no seu próprio blog, que, diga-se de passagem, tem valido cada dia mais a leitura, o Sr. Trankera pegou o espírito da coisa de fazer do offline o melhor fórum de geração de oportunidades. Muito produtivo nosso encontro no #cparty! Sabe das coisas o garoto. E tem buscado boa companhia.

____________________

Como o assunto aqui hoje é varejo online, vale a nota:

Vem aí a 3ª Edição do Café.com blog - agora discutindo exatamente o Varejo e as oportunidades de negócio nessa área para blogs e empresas do setor. Dia 26, terça próxima, em SP.

Veja o que diz Emerson Kapaz, consultor estratégico do IDV - Instituto para o Desenvolvimento do Varejo:

“Sabe-se que à medida que as classes C e D passam a usar a rede com maior intensidade, as vendas virtuais tendem a crescer na mesma proporção, e a discussão do momento envolve o uso das mídias sociais (blogs, redes de relacionamento virtuais e comunidades online).”

Emerson Kapaz estará presente no encontro, além de outros interlocutores da mais alta qualificação de ambos os lados - blogs e empresas. Nos vemos por lá?

Grande abraço!

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3 fevereiro, 2008 por Wagner Fontoura

Prologue para projetos coletivos

Pleno domingo de carnaval e eu aqui, desde cedo, a cuidar das etapas concomitantes de alguns dos projetos web nos quais estou envolvido. Ainda ontem o Jobson Lemos, amigo ranzinza e parceiro de negócios, me puxava as orelhas porque, ao me dedicar ao mesmo tempo a várias frentes de trabalho, não tenho dado a devida dedicação aos negócios da carteira JL, leia-se Lojas Mercado Livre, (parcerias comerciais com os blogs HiTechLive, MeioBit, Trankera, Mundo das Tribos, Anderssauro e outras) Loja Submarino (leia mais sobre, aqui), Secundum (que, ao contrário do que pensam alguns, segue firme e forte nos seus propósitos) e “Mais Um” (…).

Acontece que eu sempre fui assim, multitarefa, por natureza. Só que tenho que concordar que já fui mais produtivo; aliás falei disso em 2 posts da semana passada, onde falei sobre coworking e sobre as atividades da Ca´bianca, do HiTech Live Blogs e do Nossa Via.

Por conta disso resolvi adotar uma ferramenta para a qual não dei muita bola quando fiquei sabendo da sua existência por post do Tiago Dória, mas que, voltando a ler sobre o tema no Download Squade minha ficha finalmente caiu quanto à sua possível utilidade na gestão de múltiplos projetos coletivos. Falo do Prologue.

prologue-screenshot.png

“Funciona como uma linha do tempo, onde um grupo de pessoas vai acrescentando informações sobre o que eles estão fazendo em um determinado momento… Cada integrante pode deixar anotado o que está fazendo no projeto, facilitando a comunicação e a realização de cronogramas, além de aumentar a produtividade.” [T. Dória]

O Prologue nada mais é do que um template especial para wordpress, que irei instalar no domínio que acabei de adquirir e que hospedarei na Insite, host que nos patrocina, sob a URL http://www.coworkers.com.br/ (também pode ser digitado “coworker” (sem o s) que será igualmente direcionado para a nova base de dados do blog). Ato contínuo, seguindo as funcionalidades do template (vide demo), os projetos “hospedados” serão todos classificados, cada um sob uma categoria específica, categorias estas que poderão ser seguidas pelos coworkers envolvidos nos referidos projetos (que também serão os autores do microblog, num formato muito parecido com o Twitter), seja via RSS específico da categoria (projeto), ou por autor(es) específico(s).

Um recurso disponível é tornar sua visibilidade pública ou privada, o que ainda não decidi como farei. Vejo vantagens e desvantagens em ambos os modos, mas confesso que gosto da idéia de “trabalhar a céu aberto”, com qualquer um podendo ver e acompanhar os nossos passos.

Como os microposts podem receber comentários externos, como num post comum da maioria dos blogs, isso pode promover uma espécie de fórum bastante interessante.

É claro que pode haver projetos cujos parceiros prefiram não expor seus passos, mas isso já é outra história a ser administrada; não sei ainda se há a possibilidade de tornar invisível a terceiros apenas algumas categorias, mas vou experimentar o desenvolvimento desse recurso, se é que já não há. Nos aquivos disponíveis para download não encontrei isso no código. Aparentemente toda customização básica é totalmente possível. Veremos.

Espero que isso torne não apenas a minha vida mais fácil e produtiva, mas as de todos os partners coworkers envolvidos em todas as nossos jobs.

Para usuários do wordpress.com o recurso agora é nativo, basta ser selecionado no menu Presentation.

coworkers.jpg

Fico imaginando as inúmeras aplicações dessa ferramenta não apenas em projetos profissionais, mas em empreitadas de pequenos grupos sociais, de forma pontual. É uma opção bem simples e legal, você não acha? Ou você acha que é coisa de geek?

Update:

Seguindo a dica do Fabio no seu comentário aqui, logo abaixo, (pelo qual lhe agradeço) confiram links de quem já está usando o Prologue:

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15 janeiro, 2008 por Wagner Fontoura

Noticias alvissareiras pra começar o ano com os dois pés direitos

A Ca’bianca Comunicação & Relacionamento, à qual sou associado, é a nova Pessoa Jurídica (e mais novo sponsor), do portal blog Nossa Via. O Ricardo Cabianca passa a atuar ao meu lado na condução do portal e deveremos profissionalizar efetivamente a sua gestão, com a ajuda sempre dos próprios autores e editores da casa.

Vamos aproveitar essa mudança para iniciar o 1º update do site, iniciando com o Ricardo (projeto igualmente já informado anteriormente) o trabalho profissional de construção e de projeção da nossa marca.

Será um passo decisivo na transformação do site num blog-empresa, seguindo a tendência tantas vezes já apontada aqui mesmo neste blog por mim e compreendida e adotada por diversos outros blogueiros, que já vêm fazendo o mesmo com as suas marcas individuais - leia-se Dinheirama, Papo de Homem, HiTech Live, Undergoogle, Psicodelia, o próprio Boombust, e isso pra citar apenas alguns blogs do grupo de negócios da Ca’bianca.

Isso, somado à construção de toda a infra do HiTech Live Blogs, condomínio que estamos formando, o Helton Kuhnen e eu, e que passará a ter o próprio HiTech Live como blog agregador dos posts dos demais integrantes da rede, explicam em boa parte a atual escassez de postagens aqui no Boombust. Faz parte do pacote.

Com o reforço profissional do Eliel Cezar, designer gráfico curitibano recém aportado no nosso grupo de negócios, e ajustes finais para transporte de todos os blogs agregados para o novo host, estamos programando o lançamento oficial do condomínio, já plenamente finalizado, para o Campus Party, do qual estaremos participando, os integrantes da rede, que já no seu startup contará com uma visualização de 1 Milhão de page views mês. Um bom começo.

Fique de olho…

Leia mais aqui: A construção de uma rede de negócios

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