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28 June, 2007 por Wagner Fontoura

Ok, curiosidade é legal, um pouco de polêmica pode até ter seu lado bom ,mas tá na hora de alinharmos os diversos entendimentos a respeito do que pretende esse tal Projeto Boombust! Vamos lá:

Todos nós estamos cercados por diversas redes - seja no mundo virtual ou no presencial. Nossa família é uma rede, nossa empresa outra (ou várias outras), nossos amigos formam conosco e entre si diversas redes por afinidades, nossa escola idem, e assim por diante. Ponto.

Essas redes trazem em si e para cada um de nós inúmeras oportunidades - grande parte delas nem sempre percebidas e / ou aproveitadas.

No campo virtual, inúmeras são as ferramentas já à nossa disposição para que joguemos o jogo das redes que nele se formam.

Por exemplos:

  1. O Orkut é uma ferramenta de rede social, como também o são o MySpace, ou o YouTube (que também não deixa de ser);
  2. O Yahoo Groups uma outra ferramenta - esta de fórum de debates;
  3. Diretórios de negócios como o LinkedIn também são ferramentas de rede;
  4. Comunidades de Negócios (como a TEN) também se propõem a servir-nos como ferramenta mais específica de rede;
  5. O Plaxo - amado por uns e odiado por outros, ninguém pode negar que seja uma poderosa ferramenta de contatos;
  6. E as mais usadas ferramentas de rede - os Comunicadores Online (leia-se MSN, GTalk, Skype & Cia. Ltda.).

Muitos - mesmo entre os mais antenados entendidos de tecnologias - nem se dão conta de que essas ferramentas não são excludentes entre si - e muito menos deveriam ser. Utilizadas de forma eficaz, elas se complementam perfeitamente e tornam exponenciais as oportunidades de relacionarmo-nos no campo virtual e conduzirmos - não raro - estes relacionamentos para o campo presencial. E ainda, construirmos em torno das nossas imagens as nossas propostas de valor (aquilo que queremos “vender” aos nossos interlocutores), construindo confiança mútua, acelerando parcerias, amizades, negócios, nos promovendo e promovendo nossos mais diversos interesses.

Acompanhou o raciocínio?

Pois bem: O Boombust, que nasceu blog, usará estrategicamente esta mesma ferramenta tão amigável como porta de entrada para outras funcionalidades ou Ferramentas de Rede, algumas próprias, outras não, a saber:

  • Fóruns de debates;
  • Comunidades sociais;
  • Diretório de Negócios;
  • Comunidades de Negócios;
  • Ferramenta de Contatos Online;
  • e Comunicadores

Tudo isso num só lugar, numa só comunidade (ou num só Blog-Comunidade).

A idéia é capacitar seus associados a tirar o maior proveito destas ferramentas de rede, seja nas suas vidas pessoais ou (e sobretudo) no campo profissional. O empreendimento de planos de negócios e projetos pessoais será amplamente estimulado e haverá a disponibilização gradual de recursos como alavancagem e fomento de capital empreendedor, treinamentos presenciais e online, coaching, dentre outras, - a partir exatamente das parcerias que se pretende formar com os próprios associados (ou não) e desenvolver no âmbito do próprio blog-comunidade (ou fora dele - por que não?).

Sem firulas; sem pretender reinventar a roda, nem lançar neste momento ferramentas inovadoras (…) - o que tende até a acontecer como conseqüência natural das atividades de seus empreendedores e de seus associados - alguns dos quais, convidados (como os nossos agora ilustres beta-testers), e muitos dos quais, atuantes nos diversos segmentos tecnológicos.

Networking online, com o foco na formação de redes de naturezas diversas, mas sobretudo, criando potenciais empreendedores e colaboradores dentro da comunidade como um todo. Isso resume bem a coisa? Tá bom pra você dito assim?

Como numa sociedade, os diversos perfis de pessoas chamadas a integrar esta comunidade tendem a se complementar, criar sinergias e acelerar eventuais relacionamentos das mais diversas naturezas entre si. Tudo de forma colaborativa, no bom estilo web2.0. Tudo isso amplamente amparado pela figura de um gestor de redes (este humilde interlocutor que vos fala) e por diversos líderes de redes e de comunidades que surgirão naturalmente dos nossos quadros e se promoverão, realizando plenamente nossa missão. :)
Estaremos, como reza o nosso lema, “realizando o jogo das redes”. Ganhando musculatura social e profissional, cada um na sua praia particular.

Se ainda assim, estiver difícil de entender, talvez seja melhor declinar ao meu convite… eu saberei entender. Caso contrário, seja bem vindo ao jogo das redes! Façam suas apostas.

PS: Atendendo a pedidos, e já começando a colaborar, usem seus convites extra (lembrem-se: cada convidado tem direito a até 3 acompanhantes) para trazer mulheres (inteligências femininas, para ser mais específico) para a nossa comunidade (basta indicá-las no comentário deste post) - já estão dizendo por aí que isso aqui é o novo Clube do Bolinha!!! Credo! Longe de mim pensar uma coisa dessas!!! Rs

Grande abraço!

Wagner Fontoura

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18 June, 2007 por Wagner Fontoura

Entrevista com Carlos Eduardo Guillaume - Diretor Executivo da Confrapar (1ª Parte)

18 de junho de 2007 - Depois de quase dois anos e meio da sua idealização, o Projeto BoomBust entra no seu estágio de start-up. Já não era sem tempo! O projeto nasceu, de fato, de uma demanda percebida por seus empreendedores ainda e bem no início do ano de 2005. Desde então, muita água passou por baixo dessa ponte durante seu estágio de concepção!

Hoje, a entrada nessa etapa de start-up é marcada, dentre outras coisas e como primeiro passo, pela migração do blog BOOMBUST para outra ferramenta web, mais apropriada ao lançamento paulatino de algumas funcionalidades que servirão ao negócio - o BoomBust (Vide pastas do blog, acima).

Para abrir esta nova fase trazemos ao blog ninguém menos que o Diretor Executivo da Confrapar - Carlos Eduardo Guillaume - que nos prestigia com um entrevista exclusiva cujo tema é “O Capital Empreendedor no Brasil e no Mundo“, concedida para este fim a um dos nossos editores e Gerente de Relacionamentos deste auto-entitulado “Blog-Community” - Wagner Fontoura.

O conteúdo desta entrevista - dividido em 2 posts - mostra “o caminho das pedras” para a obtenção de crédito de Capital Empreendedor, para todos aqueles que têm em mente uma idéia, um sonho, ou, já em estado mais avançado, um projeto, um plano de negócio ou empresas que possuem pouca ou nenhuma receita e estão literalmente nascendo.

Apresentações feitas, vamos à entrevista… Ah, é muito bom estar em tão boas companhias. ;)

BoomBust [Boom]: Olá, Carlos. Em que países a indústria de Venture Capital mais tem se desenvolvido e qual tem sido a importância do desenvolvimento dessa indústria no desenvolvimento de empresas inovadoras e da economia local desses países?

Carlos Eduardo [Carl]: A indústria de Venture Capital é muito desenvolvida na Europa e América do Norte. Essas regiões isoladas representam 80% do volume global de recursos. O mercado de capitais, e em especial a indústria de Venture Capital foi extremamente importante para o desenvolvimento dos Estados Unidos durante o século XX. A indústria de Venture Capital é responsável pelo grande crescimento da produtividade americana, através da criação de empresas inovadoras. A exportação dessa “produtividade” pelas empresas americanas de tecnologia traz recursos aos Estados Unidos e ajuda a compensar o enorme déficit fiscal americano. HP, Oracle, Microsoft, Yahoo, Google, YouTube, eBay. É difícil encontrar uma grande empresa de tecnologia americana que não tenha surgido e se alavancado com os recursos de Venture Capital.

Nos últimos 15 anos, a combinação da facilidade de acesso a informação, a saturação dos mercados maduros, e mais recentemente a liquidez do mercado mundial, tem trazido uma atenção para oportunidades em países emergentes. A Ásia, apesar da falta de uma regulamentação madura para o mercado de capitais em países como a China, por exemplo, tem atraído grande parte desses recursos. Isso se deve às oportunidades que surgem com o crescimento em patamares superiores a 8% ao ano. Nos últimos dois anos, outras estrelas tem surgido e atraído parte dos recursos de Venture Capital disponíveis. Podemos citar a Rússia, a Romênia, a Polônia e outros países do leste Europeu.

Esperamos que agora seja a vez do Brasil.

[Boom]: Quais são as perspectivas do desenvolvimento da indústria de Venture Capital no Brasil e quais são as principais iniciativas locais de apoio ao empreendedorismo, à criação de incubadoras de negócios e de financiamentos de Venture Capital?

[Carl]:O Brasil possui uma série de fatores muito favoráveis ao desenvolvimento dessa indústria. Um enorme mercado consumidor de inovação, uma bolsa de valores forte, com uma regulamentação madura, órgãos de fiscalização independentes, tais como a CVM - Comissão de Valores Mobiliários, e geração de conhecimento nas universidades.

Entretanto, devido a razões históricas e culturais do Brasil e da América Latina em geral, ao empresário não era dado seu devido valor na sociedade, o que em nada contribuiu para a criação de uma cultura empreendedora.

São ainda recentes as iniciativas de apoiar o empreendedorismo em cursos de graduação, mas algumas dessas iniciativas têm nos surpreendido positivamente. Podemos citar aqui a Lei de Inovação, de dezembro de 2004, com progressivos avanços dentro das universidades e incubadoras. Projetos de apoio à incubação e à capitalização de fundos de Venture Capital, por parte do Governo Federal, alguns Governos Estaduais, e prefeituras.

Algumas iniciativas privadas de apoio ao empreendedorismo como Endeavor, Universia, Santander, Assespro, e diversas outras tem contribuído enormemente para o fortalecimento dessa cultura.

O Boombust tem trazido matérias interessantes sobre o tema. Espero que continuem o bom trabalho.

[Boom]: Qual é, tradicionalmente, a origem dos recursos aplicados nos investimentos de Venture Capital no Brasil? Como são criados e administrados os fundos de investimento de Venture Capital?

[Carl]:A indústria de Venture Capital no Brasil não possui mais de 15 anos, e nesse seu nascimento atravessou crises mundiais que tiveram forte impacto em nossa economia, como a crise Mexicana em 1994 e a crise Asiática em 1999. Somente depois de 2001 houve uma calmaria nos mercados externos e um cenário favorável ao Venture Capital no Brasil. O surgimento de novos fundos de Venture Capital também data dessa época. Os recursos em Venture Capital no mundo tem sua base em geral em recursos de Fundos de Pensão, dado seu largo horizonte de investimento e sua necessidade de diversificação da carteira. Recursos públicos, tendo em vista a importância do setor para a geração de novas empresas, são largamente aplicados em Venture Capital, principalmente na Europa. Associações de anjos, pessoas físicas que investem recursos e muitas vezes aconselham empresas nascentes, terminam por formar o tripé de investimento nesse tipo de fundo.

Os fundos de Venture Capital são geralmente criados por empresas de administração de recursos, que decidem ampliar o leque de opções a seus clientes, oferecendo ativos alternativos, com maior risco e maior rendimento. A estrutura e administração de um fundo de Venture Capital é bastante similar àquela de um fundo de ações. As diferenças estão no tipo de analise que é feita para o investimento e no tipo de transação: a analise das empresas deve ser bastante criteriosa em um fundo de Venture Capital pois uma vez feito o investimento, celebra-se um acordo de longo prazo e baixa liquidez. A transação de um fundo de Capital Empreendedor também é mais complexa e envolve uma serie de instrumentos jurídicos para se realizar. Assim, o numero de transações feita por um fundo de Venture Capital também é bem reduzido.

Em geral, os fundos investem em 10 a 20 empresas e fazem poucos investimentos e desinvestimentos por ano.

[Boom]: Como funcionam, via de regra, os principais processos fundamentais do negócio de capital de risco - a saber, captação / prospecção, seleção, análise, investimento, acompanhamento e desinvestimento?

[Carl]:Em primeiro lugar, não consideramos o termo “capital de risco” o mais apropriado para descrever esse negócio. A tradução mais apropriada do Venture Capital seria o “Capital Empreendedor”. O Capitalista Empreendedor é avesso ao risco. Ele fará de tudo para evitar o risco dos negócios.

A visão do risco nesse investimento vem de instituições financeiras tradicionais, que não estão preparadas a avaliar o risco de um negócio inovador. Essa é a especialidade do capitalista empreendedor. Os processos descritos por você funcionam como um funil, onde entram várias oportunidades de investimento e poucas são investidas.

A Confrapar decidiu adotar uma política de transparência com o empreendedor. Todo projeto que se encontra dentro do escopo de atuação do fundo, e que seja apresentado ao Comitê de Investimentos, receberá um relatório mostrando o resultado da analise feita pela Confrapar, mesmo que não seja selecionado para investimento. O processo em geral dura 4 meses e apresenta as seguintes etapas:

1) Etapa Sumário Executivo

A primeira etapa de nosso processo consiste em uma apresentação do Sumário Executivo do plano de negócios ao Comitê da Confrapar.

Esta apresentação é programada para ser feita em 20 minutos e é interna da Confrapar. O empreendedor não apresenta o sumário. Caso a idéia seja apresentada e não seja aprovada enviaremos um relatório ao empreendedor. Caso a idéia seja aprovada passamos para a segunda etapa:

2) Etapa Plano de Negócios

Aqui será agendada uma apresentação do plano de negócios ao comitê. Desta vez, é o empreendedor que fará a apresentação e terá 1 hora e meia para isso. Caso o plano não seja aprovado enviaremos um relatório detalhado ao empreendedor.

Caso o plano seja aprovado passamos à fase seguinte.

3) Etapa de Diligência

Durante esta etapa serão fechados os termos jurídicos da participação da Confrapar na empresa. Após isso inicia-se a sociedade.

[Boom]: Quais são as principais motivações para a decisão pelo investidor por um investimento de Capital Empreendedor?

[Carl]:O investidor sempre busca compor sua carteira de modo a minimizar o risco e aumentar seus rendimentos. Na composição de uma carteira entram fatores pessoais, tais como objetivos do investimento, perfil de risco, etc. O investidor geralmente coloca entre 2% a 5% do total de sua carteira em ativos de maior risco e potencial de altos ganhos.

Alguns investidores porém, investem em capital empreendedor por entenderem ser este um investimento social. Estão ajudando a criar novas empresas, empregos, impostos. A esses investidores pessoa física chamamos anjos. Muitas vezes os conselhos dos anjos são mais importantes que os recursos financeiros.

Continue lendo a 2ª parte desta entrevista aqui…

Carlos Eduardo Guillaume

Diretor Executivo da Confrapar Participações Pesquisa SA

Histórico Profissional

Microsoft - Business Manager
Ericsson - Program Manager
Ericsson - Project Manager

 

Formação Acadêmica

UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Engenharia Eletronica
Fundação Getúlio Vargas - MBA Executivo
IBMEC - MBA - Marketing

Contato

email: kadugui@hotmail.com

 

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18 June, 2007 por Wagner Fontoura

Entrevista com Carlos Eduardo Guillaume - Diretor Executivo da Confrapar (2ª Parte)

…leia a 1ª parte desta entrevista neste link

[BoomBust]: Quais são as principais tendências e estratégias de investimentos adotadas pelos fundos de Capital Empreendedor no Brasil, no que diz respeito a segmentos de negócios, estágios de desenvolvimento, volumes de recursos aplicados, etc?

[Carlos Eduardo Guillaume - Confrapar]:Podemos falar da Confrapar para ilustrar. A Confrapar se especializou em Capital Semente, ou seja, investe em empresas que possuem pouca ou nenhuma receita e estão literalmente nascendo. Essa entretanto, não é uma tendência. O mercado irá crescer como um todo, e teremos players em todos os estágios de desenvolvimento.

Quanto ao segmento, a Confrapar também se especializou em Tecnologias da Informação. A nosso ver, essa especialização é importante quando se trata de capital semente, pois conseguimos entender a língua falada pelo empreendedor e contribuir também no negócio em si.

[Boom]: Por que Tecnologias da Informação?

[Carl]:Disse Tecnologias da Informação em respeito à Convergência. A Via6 é um exemplo. Alguns a verão como empresa de internet, outras como empresa de mídia. Convergência é isso. Hoje investimos em Internet, Software, Telecomunicações e Mídia, e toda nova tecnologia que possa ser vista como Tecnologia de Informação.

[Boom]: Já existe hoje no Brasil uma avaliação relativa aos retornos financeiros auferidos com investimentos de Capital Empreendedor ou ainda é cedo para essa avaliação?

[Carl]:Ainda é cedo para essa avaliação. Os primeiros fundos exclusivos de capital empreendedor no Brasil foram lançados em 2001 e 2002, com prazos médios de 7 anos. Alguns casos de sucesso já nos permitem apontar com boas previsões, mas precisamos que os fundos sejam liquidados antes de falar em qualquer taxa de retorno.

[Boom]: O que deve ser feito pelas empresas investidas para que as variáveis RETORNO, RISCOS E INCERTEZAS sejam otimizadas - e como as investidoras se certificam de que as investidas estejam fazendo seus deveres de casa nesse sentido?

[Carl]:Essa pergunta sozinha, daria uma outra entrevista…

[Boom]: Então já temos o tema da próxima… Quais são os principais fatores críticos para o sucesso de um investimento de Capital Empreendedor?

[Carl]:Cada fundo possui uma estratégia.

A Confrapar, por exemplo, possui sete critérios de avaliação: Equipe, Mercado, Inovação, Modelo de Negócios, Financeiro, Estratégia de Saída, e o Acordo em si.

Quanto mais nascente a empresa, mais importante é a equipe. Se a equipe for boa, as alterações nos outros quesitos, caso necessárias, se darão mais facilmente.

Pelos planos de negócio que recebemos, o quesito mais negligenciado pelos empreendedores é a Estratégia de Saída, seguida pelo Modelo de Negócios.

[Boom]: Qual é a sua visão a respeito da oferta geral de negócios para as empresas de Capital Empreendedor no Brasil (quantitativa e qualitativamente)? Quais são as perspectivas desse mercado?

[Carl]:As perspectivas são excelentes. Temos um país grande, com um grande mercado interno, que adota e consome tecnologia. Temos boas universidades com criação de conhecimento e inovação tecnológica. Temos também um mercado de capitais crescente e já maduro e que vem recebendo cada vez mais recursos. Vemos parceiros como a FIR Capital fecharem importantes parcerias com fundos norte-americanos, ampliando a disponibilidade de recursos no Brasil e a visibilidade de nossas empresas lá fora. Veremos em breve algumas empresas abrindo o capital.

Toda essa liquidez trará uma enorme procura por novos negócios e os ‘olheiros’ começarão cada vez mais a se aproximar dos pequenos empreendedores.

[Boom]: Quais seriam suas principais recomendações para o pequeno e médio empreendedor brasileiro que pensa em buscar recursos de capital empreendedor para o seu empreendimento?

[Carl]:Sempre digo que o empreendedor deve avaliar bem todas as alternativas. Converse com quem já recebeu esse tipo de recurso. O capitalista empreendedor irá sempre buscar negócios com alto potencial de crescimento. O empreendedor deve avaliar se está realmente disposto a trabalhar para o crescimento rápido de sua empresa. Muitas vezes o empreendedor busca apenas uma forma de sustento para si e sua família, e não gostaria de se dedicar a esse propósito. Nesse caso, o capital empreendedor não é a solução.

Agora, se o empreendedor vê um enorme potencial de crescimento de seu projeto/empresa, e está disposto a trabalhar para fazer da sua empresa um grande sucesso, está na hora de sentar com seu sócio e fazer um plano de negócios. Existem bons softwares e livros que os ajudarão nessa tarefa. Mas não faça isso sozinho. Se não tem um sócio, procure um. Se o negócio for realmente bom, você não terá dificuldade em convencer alguém.

O empreendedor aprende bastante simplesmente fazendo o plano de negócios. É onde muitos sonhos morrem. Os que não morrem, entretanto, se fortalecem.

[Boom]: Como você avalia o atual ambiente econômico e regulatório brasileiro sob o ponto de vista do Investidor de Capital Empreendedor?

[Carl]:O cenário econômico está superando todas as ótimas expectativas que tínhamos há 3 anos. A taxa de juros decrescente torna desinteressante o investimento em renda fixa e força o investidor a colocar seus recursos diretamente na produção, seja em renda variável (bolsa de valores) ou Venture Capital. Movimentos recentes de Fundos de Pensão confirmam essa tendência e apontam para um circulo virtuoso na economia.

O ambiente regulatório não ficou atrás das melhoras no cenário econômico. Novas instruções da CVM facilitam e incentivam o investimento em bolsa de valores e Venture Capital. Isenções de impostos para fundos de empresas nascentes ajudam a aquecer o mercado. Ainda encontramos algumas distorções em algumas normas, próprias de um cenário em constante evolução. Nossa perspectiva, entretanto é otimista. Estamos no caminho certo.

[Boom]: Quais são as principais restrições à concessão de investimento de Capital Empreendedor ao brasileiro?

[Carl]:O empreendedor (não só o brasileiro) é muito atento à inovação e ao produto, mas pouco afeito ao lado gerencial e administrativo da empresa. Isso nos traz uma preocupação muito grande em como compor o quadro gerencial da empresa investida, e como equilibrar as forças empreendedoras e gerenciais.

No Brasil, particularmente, ainda pesa o fator novidade. Por ser uma prática recente, com poucos casos de sucesso, o capitalismo empreendedor ainda não é bem compreendido pelo empreendedor brasileiro. Para comparação, basta ir a uma boa universidade americana, e qualquer aluno poderá explicar o que é Venture Capital. Muitos já apresentaram oportunidades a várias VCs ou conhecem colegas que foram investidos. A cultura do capitalismo empreendedor está no seio da economia norte-americana. Somente no ano passado, mais de 3600 contratos de Venture Capital foram fechados por lá.

Por aqui, os fundos pioneiros têm que fazer um trabalho de divulgação e explicação de todo o processo da indústria de Venture Capital. Explicar como funciona, quais são os interesses de cada parte, o porquê dos contratos, etc.

Eu imagino a dificuldade das primeiras seguradoras de automóveis para vender um seguro de carro. Você compraria?

[Boom]: É uma boa comparação. Qual é a origem da Confrapar, como ela está posicionada no mercado e quais suas principais metas e objetivos estratégicos?

[Carl]:A Confrapar é uma empresa relativamente nova. Surgiu em 2004 a partir de uma rede de investidores, executivos e empresários de tecnologia de informação, que vislumbraram o enorme potencial do Venture Capital, e em especial do capital semente, no Brasil.

O propósito da Confrapar é o de trabalhar o capital semente. A decisão de focar em um único setor é muito comum nos Estados Unidos e Europa para empresas de capital semente. Para a Confrapar foi uma decisão estratégica.

Acreditamos que o que faz a diferença não é o recurso financeiro investido nas empresas, e sim, uma combinação saudável desses recursos, conhecimento de mercado, networking, profissionalização da gestão, etc.

Em capital semente, conhecer o negócio faz toda a diferença.

A Confrapar atua em todo o Brasil através de investimentos diretos nas empresas e planeja lançar 2 fundos locais de capital semente ainda em 2007, exclusivos para São Paulo e Minas Gerais.

Continuaremos com nosso foco em capital semente, aportando valores entre R$300.000,00 e R$1.500.000,00 por empresa

[Boom]: Gostaria de utilizar esse espaço para tecer algumas considerações finais?

[Carl]:Espero sinceramente que o capitalismo empreendedor seja visto como uma real alternativa pelos empresários brasileiros. A todos os empreendedores, espero que discutam o tema com seus colegas, sócios, amigos. Espero ter contribuído. Abraços.

[Boom]: Carlos, não há como agradecer sua atenção conosco aqui do BoomBust e o apoio que tem dado ao nosso projeto reiteradamente, desde o seu start-up. Tenha certeza que está contribuindo diretamente conosco e, principalmente, com o nosso público e somos nós quem esperamos estar, em contrapartida, contribuindo com o fortalecimento desse mercado de Capital Empreendedor. Nossas apostas estão feitas na mesma direção das suas. Obrigado e esperamos manter sempre aberto esse canal de comunicação entre a comunidade que este blog pretende representar e os principais players da indústria de Capital Empreendedor - dentre os quais você e a Confrapar . Grande abraço!


 
 

Carlos Eduardo Guillaume

Diretor Executivo da Confrapar Participações Pesquisa SA

Histórico Profissional

Microsoft - Business Manager
Ericsson - Program Manager
Ericsson - Project Manager

 

Formação Acadêmica

UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Engenharia Eletronica
Fundação Getúlio Vargas - MBA Executivo
IBMEC - MBA - Marketing

Contato

email: kadugui@hotmail.com

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29 May, 2007 por Wagner Fontoura

Lançado o prometido e esperado serviço de divulgação e pesquisa de vagas de emprego, busca de parcerias, fornecedores e serviços por indicação do Via6 - o Indica6.Com a proposta de “facilitar e agilizar a divulgação e o cadastro a boas oportunidades, com a grande vantagem de não só ser possível se candidatar a vaga como também indicar alguém a ela”, o site nasceu simples, intuitivo, amigável e parece cumprir com objetividade o papel a que se propõe.

Como uma grande parte do público que compõe essa rede social de relacionamentos é formada por pessoas ligadas à área de RH, associado ao fato de que outra grande parte dos associados busca projeção com vistas a novas oportunidades de emprego, o serviço tem tudo para emplacar e se transformar até na principal ferramenta do Via6, aumentando ainda muito mais a comunidade daquele que já é, por méritos inegáveis, o principal site de relacionamentos brasileiro - que aparentemente começa a fazer jus ao investimento recebido recentemente pela Confrapar.

Outro ponte forte do serviço: é gratuito (pelo menos por enquanto)! Vale a pena conferir…

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23 May, 2007 por Wagner Fontoura

Revista Info Exame de maio:Foram citados a Via6 (comunidade profissional) e o Rec6 (notícias colaborativas) na matéria dos “67 serviços imperdíveis da Web 2.0″ (matéria de capa).

O Via6 foi comparado ao Linkedin (maior site do mundo de relacionamento profissional) e o Rec6 foi um dos destaques na categoria “você é o editor” sendo nomeado o “Digg brasileiro”.

EU JÁ SABIA!

Parabéns a todo os que fazem o Via6 / Rec6 - os empreendedores do negócio, investidores, desenvolvedores, comunidades e editores de todas as tribos! Ah, eu quase me esqueço dos críticos também, cujas sugestões sempre acabam colocando “aquele toque” que faltava.Não é difícil prever o sucesso do Via6 / Rec6; os serviços são ótimos, as comunidades são ótimas, há editores ótimos, os desenvolvedores e os gestores estão sempre colados e antenados nos toques dos usuários - e olha que tem uma turma que é cri-cri e acha que o serviço foi feito somente pra si - rs.

Na minha humilde opinião, o Rec6 não é o Digg brasileiro - ele é melhor que o Digg. E muitas vezes melhor que os seus pares brasileiros!

E o legal é que eles estão apenas no início da sua jornada, são humildes, têm um monte de coisas ainda por fazerem para melhorar ainda mais os serviços (e eles sabem disso), criar novas funcionalidades, atenderem a novas e permanentes demandas que surgem todos os dias, enfim, isso é só o começo - estou certo. Muito legal acompanhar de perto a história de sucesso desse empreendimento.

É o meu novo hobby :)

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