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10 maio, 2007 por Wagner Fontoura

Caro Mauro,

Ontem, mesmo sem conhecermo-nos pessoalmente, tomei a iniciativa de publicar no meu blog e veicular no Rec6 seu mais recente post do carreirasolo. Sou seu leitor e assinante já há algum tempo - 1 ano, talvez mais um pouco. Seu trabalho como blogger foi o primeiro a chamar minha atenção para essa atividade à qual eu mesmo hoje me dedico, ainda que de forma precária e muito amadora.E decidi utilizar esse recurso - blogar - com alguns propósitos bem definidos; dentre eles, o de conhecer o DNA desse universo - a chamada blogosfera - para consubstanciar meu plano de negócios para o Projeto Boombust! E arrisco dizer que não precisei de muito tempo para começar a tirar daqui as primeiras lições…

A primeira delas de que é curioso como, com a transformação desse universo em um território “dominado” por bloggers “profissionais”, criou-se uma “indústria do nada” - que pode ser chamada também de indústria do ego. Blogueiros escrevendo para outros blogueiros, “vendendo” seus pontos de vista sobre o mundo sob as suas óticas. E vendendo caro, às vezes… à força, não raro.

Veículadores de postagens bloggers que exibem, como vitrines, o vasto elenco de “produtos” dos posts democráticos (e não raras vezes questionáveis) sobre tudo e qualquer coisa. Vendendo para ninguém, se é que isso é possível. Às vezes, de forma realmente inovadora, até pagando para vender!(?)

Fico tentando entender, na minha incompetência e pequenês, o que sustentará essa economia e por quanto tempo. Quantos realmente “monetizarão” (para usar um termo popular aqui) suas atividades e de suas “empresas” de forma consistente e satisfatória, além dos gigantes que, estes sim, vendem algo de consistente dada a escala gigantesca alcançada. Mas sobretudo, qual é o real valor agregado à economia por essa atividade? Quem concentra essa riqueza gerada (ou ela está diluída entre os que a sustentam?)? “Perguntas, perguntas e mais perguntas”, como diria meu amigo Conrado Navarro.

Todas essas questões me remetem aonde quero chegar desde o início. Mas as perguntas que considero mais importantes, na verdade são: como de fato criarmos instrumentos de remuneração eficazes às atividades relacionadas à blogosfera? Como democratizar esses instrumentos?

Ah, claro - muitos dirão que não blogam por dinheiro, mas é de casos como o seu que estamos falando. Os outros podem parar por aqui a leitura e se retirarem se quiserem - até sugiro. Estamos falando do seu caso e de inúmeros outros - tenho certeza - que vivem o seu mesmo “paradoxo”. O Paradoxo Carreirasolo, como você denominou. Por isso divulguei sua postagem e não me surpreende nem um pouco o fato de, mesmo publicada e num veículo que maximizou o acesso ao seu dilema, nenhum novo comentário a respeito no seu blog foi acrescido aos que já estavam lá. Silêncio. O silêncio de quem ou não sabe o que lhe sugerir ou ainda não percebe que o seu “paradoxo” antevê onde isso tudo vai dar. Talvez o silêncio de quem não percebe que está numa triste fila de espera pela sua vez de se render.

Ainda ontem outro caso foi largamente veiculado aqui nesse mesmo espaço: o da boo-box. Um caso em que de fato as mídias foram bem trabalhadas pelos envolvidos no projeto para que conspirassem a favor da geração de um negócio. Bingo! Eis aqui a nossa resposta e a saída para o seu dilema!

O propósito de quem bloga como você e como eu e como tantos outros de nós deve ser bem definido: no nossos casos, Gerar Negócios! Seus verdadeiros clientes não são (a meu ver) “os freelancers que estão todo dia no seu balcão”. Estes são, no máximo, seus potenciais parceiros. E eu acredito que você saiba disso - mas os seus clientes talvez não, e os seus potenciais parceiros parece que também não. Mas não estamos sós - alíás, estamos em distintas companhias.

Acho que veículos como as redes de relacionamento social poderiam objetivar a geração de oportunidades de negócios em suas searas muito mais do que a vender publicidades ou serviços pagos. Poderiam vender isso também, mas eu jamais apostaria todas as minhas fichas nesse negócio a não ser que tivesse costas muito quentes!

O momento no Brasil é auspicioso para start-ups de tecnologia, que cairam nas graças do Capital de Risco. Se quisermos preservar e prolongar esse quadro tão positivo, precisamos (e me incluo nessa jornada) tornar nossos negócios grandes geradores de outros negócios, que criem produtos de verdade, inovadores de verdade, para mercados de verdade, com estratégias voltadas para resultados de verdade, para nós e para nosos parceiros. Isso é agregar valor. Mas será que estamos prontos? Será que é isso o que fazemos? Acho que não - pelo menos não a maior parte do tempo.

Nossa cultura não contribui muito conosco. Não aprendemos a empreender de fato na família, nem na escola, nem depois que já estamos no mercado - esse algoz que acaba de bater à sua porta. Somos todos forçados a aprender na “porrada” (não encontro outro termo que reflita melhor o que quero lhe dizer).

Mas tenho uma proposta a lhe fazer. Defina seu melhor produto (Gestão de conteúdo? Arquitetura de informação?), e vamos convidar uma rede de networking (Renato, você está aí?), uma rede de financiamentos (Carlos, você está aí?), uma rede de capacitação para o empreendedorismo (Navarro, você está lendo isto?), e quem mais quiser se juntar a nós nessa empreitada (querido leitor deste post, quer aproveitar essa oportunidade para juntar-se a nós?) e vamos trabalhar juntos em torno de um projeto (de um não, de vários!) que crie produtos e serviços de verdade e agregue valor de fato para esse negócio no qual já estamos metidos? Vamos criar empreendimentos e empreendedores de negócios a partir das nossas estruturas já existentes - nossos blogs, nossas redes, nossos conhecimentos, nossas experiências, nossas infra-estruturas, nossos recursos de capital. José Luiz você participa disso conosco (você e o Márcio são bons nisso)?

Bem, isso é tudo com o que eu posso tentar contribuir com o seu dilema. Se isso cria, como você questionou, um novo paradigma ou não, vai depender exclusivamente de nós e das nossas capacidades - individuais e no conjunto.

E isso não foi um devaneio - foi de fato um convite para empreendermos juntos algumas idéias que cada um de nós (e todos) temos em nossas melhores gavetas -> nosso cérebro e nosso coração. Quanto a mim, já estou em marcha.

Um grande abraço!

Wagner Fontoura

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8 maio, 2007 por Wagner Fontoura

Fonte: Reuters

Um novo aparelho indolor que mede os níveis de açúcar no sangue dos diabéticos foi inventado por cientistas da Escola de Enfermagem da Universidade de Hong Kong. Com este sistema os diabéticos deixam de picar o dedo, como acontece com os instrumentos tradicionais.O aparelho — com as dimensões de um telefone celular comum — emite uma luz, idêntica ao infravermelho, que penetra na pele do dedo e analisa o nível de glicose no sangue em apenas dez segundos.

A equipe de 28 investigadores espera usar uma tecnologia semelhante para medir o colesterol ou o ácido lácteo nos doentes oncológicos. O novo aparelho deverá começar a ser comercializado no próximo ano.

A diabetes é uma doença crônica que surge devido à insuficiente produção de insulina pelo pâncreas, o que se traduz no aumento dos níveis de açúcar no sangue. A Organização Mundial de Saúde estima que no mundo existam 180 milhões de diabéticos e acredita que o número poderá duplicar até 2030. No Brasil estima-se que 7% da população sofra de diabetes. Parte desse total nem se sabe diabética. Aqueles que trazem seus níveis de glicemia sob controle tendem a ter uma vida absolutamente normal, apesar do diabetes ainda ser uma doença incurável (tudo indica que por pouco tempo).

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7 maio, 2007 por Wagner Fontoura

Muito se tem dito sobre as mudanças que a web - sobretudo agora na sua fase “colaborativa” - tem provocado no cenário econômico mundial e os “pegas” entre a grande e velha indústria estabelecida (os chamados Dinossauros, resistentes) e os supostos novos donos do poder (que abriram e querem controlar a caixa de Pandora) - e esses vão dos bloggers à nova e realmente poderosa indústria pontocom.De ambos os lados há intransigência, arrogância e resistências. De ambos os lados muitas vezes tem faltado bom senso. Os dois lados precisam encontrar soluções para questões que ainda nem se dignaram a se postular. É a versão para a economia contemporânea do eterno conflito de gerações. Mas vai além disso.

Percebo que há um conflito interno no próprio seio de cada contentor. De um lado, o aparente “descontrole” da nova indústria, que está certa de que tem nas mãos um aparato revolucionário de ferramentas mas que nem sempre (na verdade, quase nunca) sabe o que fazer com ele. De outro uma corrida incessante pela adaptação ao novo mundo, que tem uma capacidade de se reinventar muitas vezes maior do que a capacidade destes de se adaptarem. Onde isso vai dar? Quem sobreviver verá…

Guiando não raro os passos da indústria da internet destaca-se atualmente a atuação da comunidade recém formada dos “com voz” - os bloggers! Cada vez mais (auto)investidos de poderes crescentes, como consumidores e formadores de opinião que são (ou querem ser), travam entre si e com o resto do mundo uma batalha de vaidades. Querem ser notados, atendidos (há até os que querem ser adorados - acredite) e não medem esforços para sê-lo. Mas daí podem surgir sim (por que não?) tendências e soluções para os novos dilemas da economia contemporânea - mesmo que para isso tenhamos que suportar muita pirralhice e bobeirinhas que vêm a reboque. Faz parte.

E não adianta nhem-nhem-nhem. Precisamos decifrar os novos códigos sim - não, não estou fazendo apologia ao cracking - é dos códigos que ditarão novas soluções e novos formatos de negócio para a economia pontocom. O velho dilema de “como ganhar dinheiro com isso” ainda não foi equacionado. Empresas (e bloggers) ainda tentando ganhar dinheiro com publicidade na rede fazem-me rir - é como jogar na loteria. Tudo bem, quem não joga não ganha, mas, por favor, nós podemos mais que isso… falem sério! Isso é papo de Dinossauro - rs! Espero bem mais dos nossos empreendedores virtuais… quando é que surgirão novas Camiseterias e novos Fábios Seixas? Demorou…

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7 maio, 2007 por Wagner Fontoura

A bola da vez na blogosfera é o Sec.un.dum! Um modelo de como utilizar-se de uma forma simples e eficiente - mas, acima de tudo, inteligente e inovadora - de um modelo de negócio já existente, num mercado (quase) já saturado.Pois eles vieram e oxigenaram o mundo dos chamados diggs clones. (Mas se é diferente, não é clone - certo?) Claro! Se tem personalidade própria, se inova em qualquer quesito, não é clone; partiu de um modelo pré-existente (por que não?) e acrescentarou algo que agrega valor. No caso do Sec.un.dum, literalmente.

Isso porque o principal diferencial proposto foi exatamente dividir os ganhos de publicidade do portal com os blogs que o alimentam de notícias (eis outro diferencial inteligente - não é preciso enviar o post, o Sec.un.dum se incumbe de buscá-la diretamente nos blogs associados! E tem outros pequenos mas agradáveis “brindes” ao leitor como o feed por palavras chave, bem legal…)

Não importa quão pequeno pode ser a parcela a ser creditada a cada colaborador - já valeu a aposta. Simples? É… como a grande maioria das idéias geniais. E apostas estão sendo feitas de todos os lados - desde os pequenos e inexperientes blogueiros até as “estrelas” da blogosfera. Bingo!

O Ponto Crítico - a meu ver - do empreendimento é que seu público alvo são - mais do que nunca - os bloggers - tribo que prima pela vaidade e de difícil fidelização… jogo de cintura ao cubo, amigo Jobson!

Jobson Lemos é o nome do editor-jornalista-empreendedor (e empreendedor de 1ª, diga-se de passagem.).

Veja o que o próprio Jobson tem a dizer sobre o portal:

“Fiz algumas regras básicas que estão numeradas abaixo e criei um meme para que os parceiros digam como gostariam de fazer o rateio.

O meme está em http://www.secundum.com.br/meme-como-dividir-a-grana-do-secundum Espalhe por aí. Entre lá e diga como quer dividir a grana, afinal, mesmo que pouca, ela é sua.

 

Secundum = de acordo com

 

Secundum Blogs = de acordo com os blogs

 

Cláusulas pétreas:

 

1 ) só participa do rateio, o site que mantiver um link em seu Blogroll para www.secundum.com.br

 

2 ) O valor a ser dividido equivale a metade do faturamento com publicidade do secundum no mês, descontados os impostos e taxas de conversão, no caso do Adsense

 

3) Um blog poderá constar da lista de links sem ser associado - por acharmos seu conteúdo relevante - mas ele só entrará na partilha ao se tornar associado

 

4) Publicação duplicada de posts ou alteração da data para que o post permaneça mais tempo na Home do Secundum, geram uma advertência. Na terceira advertência o site será excluído do Secundum

 

5) Só podem se associar blogs com conteúdo em português. Pagamento do rateio só será realizado em bancos com sede no Brasil

 

6) Participar dessa comunidade é grátis. Se alguém, algum dia, em algum lugar, cobrar em nome do Secundum pode ter certeza que é golpe!

 

7) Se seu blog possui link para o Secundum no Blogroll mas seus posts não aparecem no site avise-nos enviando um e-mail para secundum@secundum.com.br

 

Por ora, é isso”

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5 maio, 2007 por Wagner Fontoura

“Bola fora” e arrogância do MeioBit achar que “quem tem que decidir como a tela será usada no site linkado é o autor do site linkado” na dura crítica que faz ao Rec6, quanto ao frame que é aberto ao lado esquerdo da notícia clicada. O Rec6 é, dentre outras coisas, um site de comunidades - logo, quem deve decidir como a tela será usada são os membros da rede que compõem o portal. Que, aliás, segundo o argumento do editor do Portal foi exatamente o que motivou a configuração atual.Se o Rec6 tiver que mudar alguma coisa, que continue tendo como motivação apenas as sugestões dos seus usuários - como de costume.

Na minha mísera insignificância, vou seguir a mesma linha e tirar o link do MeioBit do meu blog (será que vai fazer falta pra eles??? Ah, vou tirar mesmo assim…) pra que deixem de ser arrogantes e narcisistas - rs.

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