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14 maio, 2008 por Wagner Fontoura

A importância de falar bem em público

Essa semana recebi em cortesia, da Ediouro, dois exemplares do livro Como falar bem em público, dos autores William Douglas, Rogério Sanches Cunha e Ana Lúcia Spina. Não é a primeira vez que recebo gentilezas assim, mas confesso que esta veio em ótima hora e, por isso, decidi falar do assunto aqui, inclusive referenciando o livro, que já li e que me trouxe dicas realmente interessantes.

Sou leitor voraz de jornais, revistas, literatura das mais diversas, contrariando o perfil comum dos blogueiros, mas o que é totalmente coerente com a minha formação, com a minha cultura (leia-se minha idade), com o fato de eu ser, como blogueiro, gerador de conteúdo e, por consequência, ter a obrigação (como se não fosse, antes, um prazer) de estar sempre bem informado e capacitado para a escrita.

Mas não apenas para a escrita, visto, por exemplo, que só na semana passada  ministrei duas palestras em universidades daqui de São Paulo - PUC e Unicid - sobre mídias sociais, para públicos diversos, respectivamente alunos e professores do curso de graduação de comunicação e alunos de pós-graduação em mídias sociais. Considerando que no próximo dia 20 estarei, de novo, me apresentando no Encontro de negócios de redes digitais de relacionamento promovido pela Revista Bites, “técnicas para enfrentar com sucesso situações de pressão, aulas, negociações, entrevistas e concursos”, são mais do que bem-vindas, são condição sine qua non.

O livro é escrito num formato agradável, que prende, tem um fio condutor que nos leva, do início ao fim das suas menos de 200 páginas, sem esforço. Chama atenção pra pequenos detalhes que fazem toda diferença e alguns mandamentos básicos que devem ser compreendidos por todo comunicador, como:

“conhecer o assunto, o cenário, técnicas de persuasão, atuar com sinceridade, ser simples, breve, saber respirar, saber usar a voz, saber gesticular e saber concluir”.

Credito uma MEGA importância à forma como nos comunicamos com nossos interlocutores, sejam eles nossos filhos, amigos, colegas de trabalho, opositores ou quem quer que sejam. Sei, por experiência própria e recorrente, da importância desse tema nas nossas vidas.

E se você acredita nisso e quiser ganhar o segundo exemplar que veio pra mim do livro da Ediouro é só comentar aqui no post seu desejo de recebê-lo e por que você acha que comunicar-se bem é importante pro seu dia-a-dia. O comentário, a meu ver, mais convincente, leva o livro. ;)

Grande abraço!

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28 abril, 2008 por Wagner Fontoura

Pangea Day e o empreendedorismo social

Um belíssimo exemplo de empreendedorismo social é o Pangea Day, uma ação cultural que veio parar nas minhas mãos com um convite especial de colaboração, e na qual estou tendo o maior prazer em atuar.

Uma idéia fantástica de uma cidadã comum (veja o vídeo aqui) foi adotada pela Nokia - lá fora, como a grana rola solta pra projetos legais de empreendedorismo, mesmo que social, coisas bacanas assim rolam mais facilmente - e terá o seu auge simultâneo no próximo dia 10 de maio, em Los Angeles (EUA), Londres (Inglaterra), Cairo (Egito), Tel Aviv (Israel), Kigali (Ruanda), Mumbai (Índia) e Rio de Janeiro (Brasil).

A proposta do Pangea Day é que milhares de pessoas comuns, no mundo todo, munidas apenas de um celular dotado de uma câmera de vídeo, compartilhem idéias e inspirações através de filmes móveis, com o objetivo de ajudar a construir um mundo melhor, mostrando que somos diferentes, porém, capazes de uma coexistência pacífica, independente de religião, sexo, país, independente dos nossos diferentes olhares sobre o mundo.

Para incentivar as participações de pessoas comuns, de diferentes tribos e vibes, celulares foram distribuidos em comunidades carentes, zonas rurais e áreas de conflito, a pessoas de diferentes perfis e formações (no Brasil, alguns blogueiros receberam por empréstimo aparelhos e foram convidados a participarem, sem nenhum tipo de incentivo que não fosse o ideal do projeto) e, assim, registrarem seus olhares sobre 4 temas propostos:

  • Filme uma boa ação.
  • Filme a melhor parte do dia.
  • Filme o que lhe faz sorrir.
  • Filme uma pessoa inspiradora.

Qualquer um pode participar produzindo e mandando seus vídeos (o prazo termina dia 30, apesar de no site oficial dizer que já terminou), basta fazer o seu upload em  http://www.ovi.com/pangeaday

Serão selecionados cinco vídeos através de votação on-line pelo site do Pangea Day. Esses finalistas viajarão para Los Angeles a fim de participarem da transmissão ao vivo do Pangea Day.

Dentre os cinco finalistas, o grande vencedor fará uma viagem inesquecível para a Reserva Rwandan Gorilla, com total cobertura da produção, inclusive uma equipe de pesquisadores, produtores, elenco e editores, com o objetivo de filmar um documentário móvel!

Um workshop para blogueiros rolou em São Paulo, na semana passada - eu participei - e foram mostrados pelo pessoal do Mobile Fest diversos formatos de produção de vídeos para celulares, em diferentes culturas, e foi uma boa mostra do que vem pela frente.

Você pode assistir alguns desses vídeos produzido e já cadastrados no site do evento.

E dia 10 estarei no RJ, participando dessa grande festa cultural! Espero que você se anime e participe também, criando e enviando material.

É isso. Grande abraço!

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27 abril, 2008 por Wagner Fontoura

Como publicar publieditoriais em blogs

Nunca mais poderei olhar nos olhos do Che Guevara, pintados em uma camiseta vendida em qualquer banquinha, por ter falado da Microsoft? Oh, não…” [Sobre um mercado em evolução, Blog do Yassuda]

Mídias sociais - leia-se blogs, comunidades online, fóruns, podcasts, videocasts, fotologs e afins - são veículos dos mais diversos objetos pessoais e/ou profissionais. Ninguém precisa sair vendendo espaço em seu blog só porque agora é moda (e está comprovado que é possível) ganhar dinheiro com isso. Então, combinemos: se seu veículo não se presta, dentre quaisquer outros, a esse fim, não precisamos ficar inimigos; tá valendo também. Eu não chamo você de xiita, nem você sai por aí me taxando de porco capitalista, ok?

É natural que no Brasil, onde os blogs já existem há um bom tempo, mas a profissionalização da atividade de blogar é recente, muito se tenham batido as cabeças na busca de um formato ideal de veiculação de publieditoriais em blogs, tanto pelos blogueiros quanto pelas empresas que buscam se especializar em estratégias de publicidade para mídias sociais.

Ainda hoje encontro grandes anunciantes literalmente perdidos e assustados e “vendidos” com relação às melhores práticas de anúncios em blogs e noutras mídias sociais.

No mundo todo vêm se formando uma trilha no sentido de que se criem normas de boas condutas - em alguns casos já se começa, inclusive, a legalizarem-se essas normas formalmente - e no Brasil a discussão ainda se dá em torno da definição do que seria ético e aceitável e do que não que não seria. É o estágio básico, inicial e inevitável de evolução desse mercado que começa a se formar em torno desses novos canais de mídia.

Olhar pra mercados já (ainda que apenas um pouco mais) evoluidos que o nosso nos dá pistas de pra onde caminhamos. A wooma, entidade já mencionada por mim em outro post onde digo que as mídias sociais são (ainda) um pirão sem dono, uma espécie de associação internacional do “marketing de boca-a-boca”, apresenta uma proposta de padrão ético aceitável e, antes, desejável, para discussão, que já começa a ser adotado no Brasil por algumas empresas pioneiras nesse mercado. Esse modelo se resume a:

  • Honestidade no relacionamento entre as partes;
  • Honestidade na divulgação de opiniões nessas mídias que são tão opinativas nas suas essências;
  • Honestidade e transparência na divulgação do fato de se tratar de conteúdo patrocinado;
  • Responsabilidade sobre as informações transmitidas;
  • Respeito às regras já estabelecidas de conduta e às leis;
  • Integridade

Não obstante, e já objetivando dar os próximos passos, precisamos definir, além do que é ou não ético, definir também o que convém e o que não convém.

Vejo alguns blogueiros publicando seus publieditoriais e, ao final, disclaimers informando aos seus leitores o fato de estarem sendo patrocinados para emitirem suas opiniões, mas o fazendo de forma quase ridícula, como se pedissem desculpas pelo fato de estarem recebendo para trabalhar com aquilo que é o seu negócio: transmitir informação, gerando conteúdo relevante, associando a este a sua opinião, o seu ponto de vista. Como se receber por isso fosse desqualificar seu blog. Como se estivesse dizendo:

“Olha, eu estou aqui mentindo, falando de algo com o que não concordo, mas preciso sobreviver, tenho filhos pra criar e espero que você me entenda e não leve este post em consideração…”

Isso, certamente, tem contribuido para o pânico e o afastamento de uma boa massa de grandes anunciantes em potencial, que, logicamente, espera mais profissionalismo, sensatez e honestidade por conta dos contratados.

Normalmente o padrão buscado pelas agências ou mesmo pelos anunciantes diretos se divide entre blogs que têm um apelo quantitativo de audiência, aqueles que trazem um apelo mais qualitativo (independente do tamanho da audiência) ou ambos (quantidade de visitas, associada ao fato de trazerem outros replicadores e formadores de opinião).

Isso derruba o mito de que apenas blogs de grande visitação são desejados para anúncios. E reforça ações que incentivem a criação e qualificação de novos blogs, justificando a onda recente de criação de novas redes de blogs.

A mais recente iniciativa nesse sentido, o Brogui.com Blogs, pretende lançar mais de mil novos blogs e formar massa relevante de potenciais anunciantes, orientá-los adequadamente, preparar novos blogueiros para esse mercado que se abre com força e velocidade, de forma profissional, evitando os erros e cabeçadas já cometidos e dados por muitos de nós, que, por falta de alternativa, ao construirmos esse mercado, o fizemos por tentativa e erro.

Já há organizações descentralizadas suficientes no Brasil para que esse processo amadureça de vez, sem a necessidade da criação de nenhum tipo de organização centralizadora nesse sentido.

Uma regra básica facilmente aplicável  é a de que, se você veicula informação no seu blog e escreve para um público que vai atrás de relevância e conteúdo opinativo, nunca deixe de mencionar sempre que veicular conteúdo publieditorial. Mas o faça de forma inteligente, madura; informe que está fazendo um trabalho, veiculando algo que você acredita ser relevante para quem está lendo, deixando claro o seu ponto de vista.

Se o seu ponto de vista é altamente desfavorável ao produto ou serviço do contratante, seja honesto também com quem está lhe pedindo o serviço: diga-lhe o quanto sua opinião é desfavorável ao seu produto / serviço, agradeça, e não aceite o serviço, em vez de receber por ele e sair metendo o pau no anunciante, expondo-o ao ridículo de ter pago para lhe jogarem pedras. Isso seria estúpido; extremamente estúpido! Não basta ser íntegro com seu público leitor, é preciso sê-lo também com o anunciante.

Mesmo que o seu blog seja de humor, de entretenimento, seja um saco de piadas, você até poderia, nesses casos, negligenciar a informação de estar recebendo por um post (dado que seu público deve até esperar pelo escracho, pela lorota, pela zuação e não espera necessariamente que você preste qualquer tipo de opinião séria e relevante sobre o que quer que seja), mas não cuspa no prato que comeu detonando o seu anunciante, porque seria igualmente estúpido, por motivos óbvios.

Então o negócio é ser “chapa branca”? Claro que não. Já li posts totalmente coerentes, inteligentes, relevantes, mencionando pontos do produto ou serviços do anunciante com o qual o blogueiro não concordou ou do qual não gostou, apresentando sugestões de melhoria, de forma sensata e honesta. Apenas vale lembrar que, quando o cliente espera algum tipo de consultoria, ele informa antes; caso contrário, quando o objetivo da campanha é apenas veicular informação, não me parece razoável sair criticando de forma mais contundente o que quer que seja. No meu caso, informo aquilo que o cliente deseja divulgar, sempre que acho que pode ser do interesse dos meus públicos alvos nos mais diversos blogs sobre os quais tenho ascensão. Se não acho relevante, simplesmente não aceito realizar o serviço e pronto, não vou ficar mais pobre porque decidi ser coerente - muito pelo contrário, o mercado recohece o valor da integridade e da coerência, via de regra.

Bem… não espero com este post, obviamente, encerrar essa questão. Espero, antes, provocar o debate e o amadurecimento do tema, dado que o progresso na direção do estabelecimento das mídias sociais se dá a passos largos no Brasil e no mundo.

É isso aí! ;)

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26 abril, 2008 por Wagner Fontoura

Sobre publieditoriais, amigos e baratas

Esse final de semana andei dando uma faxina no blog. Consertando uns bugs aqui e ali, despoluindo um pouco a sidebar, atualizando minha lista de favoritos (blogroll) em função dos atuais principais feeds do meu reader, onde também andei fazendo mudanças, conforme disse que iria fazer no twitter dias atrás, enfim… faxina. Isso aproveitando o climão de mudança, já que também estou ainda me oganizando na casa nova - São Paulo.

Aliás, por falar em São Paulo, tenho que confessar pros amigos que posso até já ter vivido fases tão felizes quanto a atual na minha vida, mas, certamente, mais feliz que a atual não vivi não. Tirando o fato de estar afastado fisicamente da minha família, que ficou no interior de Minas, todo o resto tem superado minhas melhores expectativas, graças a Deus.

Sou um apaixonado convicto por essa cidade e não me canso de declará-lo. Mas encontrar aqui e ter no meu convívio diário amigos tão queridos como Caio e Luiza, Ado e Dani, Guilherme e Samantha, Claudir e Renata, Jobson e Renata, Tanaka, trabalhar ao lado de pessoas como o Luiz Jerônimo, Pivo, Renato “Frejá”, Dani, Bruninha, trocar figurinhas in loco com Manoel Fernandes, Cazé Peçanha, Diego Monteiro, Renato Shirakashi, Roberta Rossetto, caramba (!), não tem preço.

Hoje mesmo tenho um encontro marcado para um brunch com novos futuros parceiro, de onde sei que sairão novas amizades das mais interesantes, no novo centro de coworking da cidade, o The Hub, de quem já sou, com parte da minha equipe de trabalho, integrante do grupo chamado piloto-fundador. Estou ansioso para conhecer as novas instalações, que ainda não estão completas, mas, principalmente, ansioso para conhecer as novas pessoas de quem nos aproximaremos naturalmente, em função do sistema de coworking, que tanto me agrada.

Pra semana que se inicia estou produzindo um material que, creio, será o conteúdo mais importante já postado aqui no boombust, dentro da proposta deste blog. Vou postar sobre:

  • Como produzir conteúdo publieditorial em blogs;
  • Análise do cenário atual da produção de conteúdo em blogs;
  • Vou falar de mobile filmmaking como tendência e oportunidade;
  • Falar sobre por que acredito que, ainda em 2008, a blogosfera (como a conhecemos) deixará de existir;
  • e de por que aposto na volta por cima dos jornalistas no suposto (e conveniente, embora fajuto) conflito blogueiros x jornalistas;
  • Pra terminar a “série”, vou definir e ilustrar o conceito de baratossauros da blogosfera, ou, aqueles blogueiros tolinhos que confundem qualquer mixaria de audiência com status suficiente para se auto-proclamarem os arautos da verdade absoluta.

Vou publicando esse material, sem ordem pré-definida, à medida que for conseguindo terminar de colocar tudo isso “no papel”. Isso porque, na prática do meu dia-a-dia, tudo isso já vem se consolidando nos projetos e negócios dos quais tenho participado.

Espero compensar com qualidade a baixa produção de posts para o blog; é que à medida que o offline vai requerendo mais e mais tempo, não raro, primeiro as coisas vão sendo implementadas e só depois vai sobrando tempo para os seus registros. O que não é só ruim, convenhamos… ;)

Popularity: 24% [?]


18 abril, 2008 por Wagner Fontoura

As mídias sociais são um pirão sem dono

…dinheiro é verde, os gafanhotos são verdes e por aí vai.

Assim termina o texto de volta e, confesso, há muito esperado por mim, que sou fã e admirador, do Marcos VP, lá no seu pirão sem dono. Um texto ainda no mesmo tom “grave” e melancólico com o qual se despediu da blogosfera, por “não ter mais o menor prazer e a menor vontade de escrever”, segundo suas próprias palavras.

GrasshopperGrasshoppers, título do referido pot, publicado sob a tag heresias, é ácido e direto ao ponto. O dinheiro teria invadido a blogosfera, provocando estragos, como gafanhotos (grashoppers) numa lavoura boa. Não precisou se estender para deixar seu recado. Acho que eu o entendo, principalmente porque pude usufruir de pequenas mas preciosas oportunidades de convívio consigo e percebo algumas das suas incompatibilidades com “o mundo cão”.

Conversando há pouco com outro amigo a quem respeito e admiro, mesmo quando não concordo - e discordar um do outro quase chega a ser nosso esporte predileto - Ricardo Cabianca, que ainda hoje publicou post (dica da Samantha Shiraishi) sobre as restrições legais impostas no Reino Unido a técnicas antiéticas de marketing viral, vejam seu ponto de vista:

É a mesma coisa quando o homem descobriu que podia usar os recursos naturais para sua sobrevivência. Fez isso sem planejar e ver as consequências e agora está pagando um preço alto… é o que pode acontecer com as midias sociais, todo mundo mamando na teta e uma hora acaba, os anunciantes desistem, surge uma nova “midia” e todo mundo corre para mamar em outra teta!

Vejo que essa discussão a respeito do uso, sobretudo, de blogs como veículos de propagação comercial de produtos e serviços (e de interesses diversos) sendo levada de forma ainda não muito profícua, pelo menos em relação ao fim que deveria ser o desejável - o de definirem-se limites, práticas efetivamente inócuas - isso porque, via de regra e até aqui, esse é um barulho feito muito mais por pessoas que apenas desejam destruir modelos, empresas e pessoas (ou por pessoas que não desejam nada além de ser do contra pelo simples fato de ser) do que por pessoas de boa fé, que desejam pura e simplesmente construir valor, cono é o caso do próprio Ricardo, profissional íntegro, inteligente acostumado a olhar pra frente e, evidentemente, de muito boa fé.

Curiosamente vejo esse propósito (construir valor) exatamente em algumas pessoas e empresas (ok, em poucas) que são exatamente as acusadas de serem os lobos-maus das mídias sociais. Porque, óbvio, o interesse em criar mercados sustentáveis é, antes, delas. Apostas em políticas antiéticas de sustentabilidade duvidosa são, evidentemente, tiros nos pés, e pessoas inteligentes não costumam dar tiros nos pés deliberadamente.

As empresas mais bem preparadas, dotadas de managers possuidores de pelo menos meio neurônio, aprenderão (e estão aprendendo) com seus erros e acertos, pagando o preço do pioneirismo, correndo os riscos inerentes a toda ação empreendedora e construirão a história das mídias sociais que deixaram de ser brincadeira de casinha para se tornarem, dentre outras coisas e inclusive, veículos de conteúdo e (por que não?) de publicidade relevante, ética e efetiva.

Presto serviços para uma empresa especialista em criar estratégias de marketing em mídias sociais, onde temos dado passos largos no sentido de adotar como referência uma idéia interessante da womma, associação de Marketing à qual nos ligamos há algum tempo, e que se propõe a colocar algumas boas práticas e limites éticos para esse tipo de comunicação, com os quais concordamos e aos quais buscamos firmemente estar alinhados, contribuindo para o amadurecimento desse mercado. Em resumo trata-se de:

Sermos honestos na relação com o interlocutor, na opinião que apresentamos, na identidade que assumimos; assumirmos a responsabilidade sobre nossos atos, respeitarmos as regras, observarmos a conjuntura quando defendemos uma idéia, pessoa, agência, empresa. Acima de tudo usarmos uma medida extra de segurança perguntando-nos: nós nos sentiríamos confortáveis com esta campanha ou há algo nela que nos deixaria envergonhados de assumir publicamente?

Em recente encontro entre jornalistas e blogueiros, o Newscamp, acontecido em SP, no Gafanhoto (ops!), promovido pela Ceila Santos e cia ltda, qual não foi minha surpresa ao ver sendo discutido, de forma quase madura, este mesmo tema, tocado por pessoas, de fato, desejosas em entender juntas (!) os caminhos possíveis, aprender, experimentar, olhar adiante; gostei do que vi e ouvi, mesmo que não tenhamos chegado a grandes conclusões - o que é típico do formato de deconferência adotado no encontro. Mas sementes de respostas e de soluções levamos na bagagem sim, ao final do encontro. É assim que se faz quando o que se quer é construir algo com boa fé.

Mas voltando ao assunto, Marcos, saudade. Você faz falta na blogosfera. No meu reader e no de muitos dos nossos amigos em comum. Prometo nunca lhe passar propostas de publieditoriais nem convidá-lo para campanhas publicitárias, mas volta logo, vai. ;)

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