No início do ano passado eu me vi pela primeira vez às voltas com o questionamento de “como as novas mídias sociais sobreviveriam no médio prazo”? Eu digo, com base em que tipo de receitas, à época se não inexistentes, pelo menos pra mim invisíveis, se sustentarão os blogs, as redes sociais, as então ainda mal nascidas ferramentas de vídeo, audio e outras mais?

Eu pensava: estariam essas novas mídias fadadas a nunca passarem de simples penduricalhos a serem absorvidos pelas mídias tradicionais, estas sim, com seus modelos de negócio amadurecidos, mesmo que, em alguns casos, já beirando a decadência?

Eu olhava para aquele modelito basicão de viver de links patrocinados - e não apenas os blogs mas mesmo as maiores redes de relacionamento do Brasil e achava aquele cenário desanimador. Cheguei, mesmo ainda imaturo, a postar várias vezes aqui sobre isso, meio que, na época, desafiando o senso comum, que a mim não parecia nem um pouco consistente.

Passado pouco tempo desde então, hoje vivendo plenamente das minhas atividades relacionadas a essas mesmas mídias sociais, chego a me surpreender com a velocidade com que a trilha para a consolidação destas como empreendimento relativamente lucrativos de negócio tem sido pavimentada por alguns pioneiros dessa frente no país.

Já não se pode dizer que apenas uma meia dúzia de poucos conseguiu se estabelecer através das suas atividades nesse campo das mídias sociais. Blogueiros viraram empresários, videocasters e podcasters também, algumas redes encontraram caminhos mais inteligentes de ganhar dinheiro e de ver retornados os investimentos de seus empreendedores, e todos os dias me deparo com novas iniciativas empreendedoras com bons planos de rentabilização das suas atividades nesse meio.

Ainda hoje postei sobre algumas dessas iniciativas com as quais tive contato nesse final de semana aqui em São Paulo, sob o título “O espírito empreendedor ronda as mídias sociais“, lá no Nossa Via.

A semana passada foi fértil em novos lançamentos bem estruturados, além dos mencionados no meu texto do Nossa Via.

O Wini, citado pelo Helton Kuhnen lá no HiTech, por exemplo, foi muito badalado e referenciado por diversos empreendedores e blogueiros, e discutido entre empresários do ramo como uma iniciativa bem bolada.

Dias antes o empresário e blogueiro Edney Souza lançava seu programa de afiliados - o InterneyShop - arrastando uma legião de apostadores no modelo multinível proposto e nas atrativas comissões oferecidas por ele.

O Jobson Lemos, mantendo sua tradição de oferecer constantes benefícios aos seus associados, até sorteio de dinheiro se propôs a fazer.

As mídias sociais vão encontrando na figura de alguns empresários que vêm se estabelecedo no ramo de tal forma que já não é raro ver, por exemplo, blogueiros  em número cada vez maior se dedicando às atividades de blogar profissionalmente e viver disso.

O “antigo” marketing viral vem evoluindo e sendo substituido por técnicas de “seeding” inteligentes e inquestionáveis. A guerilha dando lugar a formas mais inteligentes de chamar a atenção do consumidor mais esclarecido. São os melhores estrategistas de marketing fazendo escola no nosso país e criando uma cultura que, aos poucos, vai tomando corpo e dando corpo aos negócios.

Os grandes anunciantes encontraram o caminho de veicularem suas marcas às mídias sociais, depois de tanto questionamento a cerca de se seria ou não viável anunciar em blogs e redes sociais.

As mídias tradicionais aproximam-se cada vez mais das novas mídias sociais e os primeiros casamentos já se prenunciam.

É uma boa hora para você, que ainda não fez a sua aposta nesse mercado, fazê-la. Vá por mim. ;-)

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