11 Maneiras de ganhar dinheiro com blogs (II)
No embalo do post anterior, em que notifico o lançamento do Blogamos - mais um portal de blogs, mas muito bem nascido, e dando sequência à série 11 Maneiras de ganhar dinheiro com blogs, vamos direto ao tema nº 10 da minha lista (fora de ordem mesmo, não esquenta, isso aqui é um blog, não é uma enciclopédia):
Associe-se - a união pode fazer a força.
Uma onda de ajuntamentos de blogs e de blogueiros tem invadido a blogosfera brasileira, onde até pouquíssimo tempo atrás reinava sozinho o Interney blogs, iniciativa pioneira (pelo menos pioneira no sucesso) nesse sentido no Brasil.
Muitas pessoas ainda olham para todos esses novos condomínios e portais que se formam e não são capazes de perceber as sutis diferenças entre si que lhes são peculiares . A verdade é que há matizes pouco mais ou menos perceptíveis nas suas verves e que podem ser analisadas sob diferentes aspectos.
Como a idéia aqui (a idéia desta série) é apontar maneiras de se ganhar dinheiro com blogs, é sob esse prisma que vamos nos debruçar um pouco neste post, sem a pretensão de esgotar o tema (pra isso há o campo de comentários, onde você pode trazer a sua opinião, o seu complemento, o seu ponto de vista).
Vamos começar nominando, a título de ilustração, alguns dos nossos bois. Quando falamos de condomínio de blogs, referimo-nos, por exemplo, ao modelo adotado pelo já citado Interney e agora, não por coinscidência e guardadas as sutis diferenças entre um e outro, o recém lançado Blogamos (embora esse traga novas e interessantes ferramentas adicionais que me fazem crer ser uma evolução bem legal do conceito basicão de condomínio) , que têm entre sí vários blogs em comum.
A hospedagem dos blogs condôminos muito comumente costuma ser feita pelo condomínio, ou pelo seu sponsor (patrocinador, promotor) principal que, quase sempre, é quem determina a origem e o formato da publicidade a ser veiculada nos blogs participantes do grupo, cujas receitas geradas são divididas segundo algum critério acordado entre as partes.
Há, quase sempre, um agregador de posts, que vêm diretamente dos blogs condôminos, que são replicados, seja na sua íntegra ou em pequenos excerpts (trechos) no “blog” agregador. Há todo um aparato comum de veiculação de publicidade (notem as barras ao topo dos próprios agregadores e dos blogs que os compõem - ig, no caso do Interney, vírgula, no caso do Blogamos), além de banners, caixas e links publicitários inseridos por seus sponsors no”blog principal (os agregadores) e nos satélites (os condôminos).
Há uma intensa troca de links (que é como os blogs do condomínio se “comunicam” entre si de forma mais ostensiva, gerando tráfego uns para os outros) através, por exemplo, mas não restrito a isto, de sêlos de uns nos outros - o que também torna fácil a identificação de que aquele blog pertence a determinado condomínio - e técnicas refinadas de busca de INDEXAÇÃO (lembra-se que eu falei lá atrás, ao final do post sobre os programas de afiliados, que essa era a palavra chave à qual voltaríamos, o pulo do gato?) são adotadas pelos seus - chamemos de - “editores-chefes”.
Quando eu falo de técnicas de indexação, me refiro à aplicação do complexo conhecimento do modus operandi dos principais mecanismos de buscas para localizar, medir a relevância e posicionar conteúdos pesquisados pelos internautas na rede. Quem sabe mais, posiciona-se melhor, porque gera, maximiza e disponibiliza de bandeja (e nas primeiras posições) aquilo que mais se demanda na web. Cirurgicamente. É uma arte dominada ainda por poucos no Brasil, por mais boquirrotos que haja na internet metidos a entendê-las e propagá-las.
Este é, dentre os modelos conhecidos de negócios envolvendo blogs, o mais agressivo até aqui. Não é atoa que os mais bem sucedidos blogs associados a outros o estão sob esse formato . Alie a isto uma boa assessoria de comunicação e marketing e teremos os primeiros feudos estabelecidos casos de suceso nessa seara. Bingo!
Mas há outros modelos menos agressivos do ponto de vista comercial e mais voltados para a geração de conteúdo adicional aos conteúdos já gerados nos blogs individuais daqueles blogueiros que compõem este tipo de associação. Enquanto o modelo de condomínios tende a se basear nos blogs “de marca” que o compõem, há outros modelos que costumeiramente se baseiam nos autores (nem sempre ainda associados a um blog cuja “marca” já seja forte), com foco mais voltado para a geração de novos conteúdos.
Blogs coletivos, como o Meio Bit e revistas eletrônicas como a Nossa Via,o Deusário ou, em menor escala, aqueles blogs escritos a várias mãos como o Dinheirama ou o Papo de Homem são representantes deste grupo. Modelos de negócio que apostam mais fortemente em outras fontes adicionais de receitas, tais sejam anunciantes diretos, reviews, patrocinios ou atividades offline (ou em nenhuma mesmo - blogueiro é um ser meio anormal - vai entender…). Não que os associados a condomínios também nao o façam, mas seu sistema inteligente e agressivo de indexação os deixa em posição privilegiada em relação a estes outros, isolados nesse sentido.
É claro que esses coletivos, ou revistas eletrônicas, ou portais blogs (e não DE blogs) - como queira chamar - podem muito bem, e seria mais inteligente que o fizessem, adotar atitudes de indexação a partir da integração entre si dos seus colaboradores (leia-se intensa troca de links relevantes) e da adoção de um planejamento estratégico de comunicação, o que, quando começar a acontecer (em alguns casos isso já foi startado), terá sido um avanço que tende a colocá-los, agora sim, em posição de pé de igualdade em relação aos condomínios, invertendo o cabo da viola; mas em sentido oposto a essa que seria uma tendência, a meu ver, natural,há ainda aqui e ali um certo “romantismo” amador dos seus componentes (e não vamos generalizar aqui que esse seja um mal de que sofrem todos os citados acima) e que os mantém ainda em estágio atrasado de desenvolvimento nesse sentido.
Sim, eu sou um feliz e próspero porco capitalista! (sic)
Brokers de blogs e agências atuam a céu aberto na modelagem desse mercado que tende a se tornar vigoroso no curto prazo (anotem aí: eu disse no curto prazo) e como exemplos nominais, além de alguns já citados acima, eu mesmo me incluo nesse time, a Cabianca Comunicações, a Bites, Jobson Lemos e vários outras figurinhas bem conhecidas no nosso meio, de formas mais ou menos ostensivas.
Veja o que tem a dizer a respeito o nosso conhecido Jobson em depoimento enviado para colaborar com este post:
“Eu parto do princípio de que não tenho nada a inventar. O que há para se saber está no mundo, ou seja, aprendo com os mestres. Vou aos blogs e sites que têm melhor desempenho. Vejo como eles utilizam os anúncios, como se comunicam com os leitores, como participam de outros blogs em comentários. Analiso as cores, os temas, os programas, os plugins. Testo o máximo que posso e não me comprometo com idéias fixas. Se não funciona, mudo. Caso tudo vá bem, procuro uma forma de melhorar ainda mais. E continuo estudando quem sabe mais que eu. “
Curioso que outros players se mexem por trás de um discurso totalmente contrário ao inevitável processo de profissionalização dos blogs, de forma curiosamente incoerente e contraditória, como se isso fosse feio ou indesejável.
Ok, é óbvio que a tal profissionalização não atingirá a todos, não será uma obrigação sine qua non, mas também é claro que há aqui uma trilha a ser seguida e sedimentada por quem queira e possa.
Empresas de mídias tradicionais, de tecnologia e gradativamente de outros setores menos óbvios já enxergam toda essa movimentação - claro, algumas já se lançaram, inclusive a garanir a sua fatia de participação nessa brincadeira - o que também já o fazem portais e agências de comunicação da velha guarda, acompanhando o nascedouro dos blogs como mídia relevante e como negócio. O que, nem de longe, e muito, antes, pelo contrário, tem afetado a produção de farto conteúdo de ótima qualidade.
Vamos que vamos!
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