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18 junho, 2007 por Wagner Fontoura

Entrevista com Carlos Eduardo Guillaume - Diretor Executivo da Confrapar (1ª Parte)

18 de junho de 2007 - Depois de quase dois anos e meio da sua idealização, o Projeto BoomBust entra no seu estágio de start-up. Já não era sem tempo! O projeto nasceu, de fato, de uma demanda percebida por seus empreendedores ainda e bem no início do ano de 2005. Desde então, muita água passou por baixo dessa ponte durante seu estágio de concepção!

Hoje, a entrada nessa etapa de start-up é marcada, dentre outras coisas e como primeiro passo, pela migração do blog BOOMBUST para outra ferramenta web, mais apropriada ao lançamento paulatino de algumas funcionalidades que servirão ao negócio - o BoomBust (Vide pastas do blog, acima).

Para abrir esta nova fase trazemos ao blog ninguém menos que o Diretor Executivo da Confrapar - Carlos Eduardo Guillaume - que nos prestigia com um entrevista exclusiva cujo tema é “O Capital Empreendedor no Brasil e no Mundo“, concedida para este fim a um dos nossos editores e Gerente de Relacionamentos deste auto-entitulado “Blog-Community” - Wagner Fontoura.

O conteúdo desta entrevista - dividido em 2 posts - mostra “o caminho das pedras” para a obtenção de crédito de Capital Empreendedor, para todos aqueles que têm em mente uma idéia, um sonho, ou, já em estado mais avançado, um projeto, um plano de negócio ou empresas que possuem pouca ou nenhuma receita e estão literalmente nascendo.

Apresentações feitas, vamos à entrevista… Ah, é muito bom estar em tão boas companhias. ;)

BoomBust [Boom]: Olá, Carlos. Em que países a indústria de Venture Capital mais tem se desenvolvido e qual tem sido a importância do desenvolvimento dessa indústria no desenvolvimento de empresas inovadoras e da economia local desses países?

Carlos Eduardo [Carl]: A indústria de Venture Capital é muito desenvolvida na Europa e América do Norte. Essas regiões isoladas representam 80% do volume global de recursos. O mercado de capitais, e em especial a indústria de Venture Capital foi extremamente importante para o desenvolvimento dos Estados Unidos durante o século XX. A indústria de Venture Capital é responsável pelo grande crescimento da produtividade americana, através da criação de empresas inovadoras. A exportação dessa “produtividade” pelas empresas americanas de tecnologia traz recursos aos Estados Unidos e ajuda a compensar o enorme déficit fiscal americano. HP, Oracle, Microsoft, Yahoo, Google, YouTube, eBay. É difícil encontrar uma grande empresa de tecnologia americana que não tenha surgido e se alavancado com os recursos de Venture Capital.

Nos últimos 15 anos, a combinação da facilidade de acesso a informação, a saturação dos mercados maduros, e mais recentemente a liquidez do mercado mundial, tem trazido uma atenção para oportunidades em países emergentes. A Ásia, apesar da falta de uma regulamentação madura para o mercado de capitais em países como a China, por exemplo, tem atraído grande parte desses recursos. Isso se deve às oportunidades que surgem com o crescimento em patamares superiores a 8% ao ano. Nos últimos dois anos, outras estrelas tem surgido e atraído parte dos recursos de Venture Capital disponíveis. Podemos citar a Rússia, a Romênia, a Polônia e outros países do leste Europeu.

Esperamos que agora seja a vez do Brasil.

[Boom]: Quais são as perspectivas do desenvolvimento da indústria de Venture Capital no Brasil e quais são as principais iniciativas locais de apoio ao empreendedorismo, à criação de incubadoras de negócios e de financiamentos de Venture Capital?

[Carl]:O Brasil possui uma série de fatores muito favoráveis ao desenvolvimento dessa indústria. Um enorme mercado consumidor de inovação, uma bolsa de valores forte, com uma regulamentação madura, órgãos de fiscalização independentes, tais como a CVM - Comissão de Valores Mobiliários, e geração de conhecimento nas universidades.

Entretanto, devido a razões históricas e culturais do Brasil e da América Latina em geral, ao empresário não era dado seu devido valor na sociedade, o que em nada contribuiu para a criação de uma cultura empreendedora.

São ainda recentes as iniciativas de apoiar o empreendedorismo em cursos de graduação, mas algumas dessas iniciativas têm nos surpreendido positivamente. Podemos citar aqui a Lei de Inovação, de dezembro de 2004, com progressivos avanços dentro das universidades e incubadoras. Projetos de apoio à incubação e à capitalização de fundos de Venture Capital, por parte do Governo Federal, alguns Governos Estaduais, e prefeituras.

Algumas iniciativas privadas de apoio ao empreendedorismo como Endeavor, Universia, Santander, Assespro, e diversas outras tem contribuído enormemente para o fortalecimento dessa cultura.

O Boombust tem trazido matérias interessantes sobre o tema. Espero que continuem o bom trabalho.

[Boom]: Qual é, tradicionalmente, a origem dos recursos aplicados nos investimentos de Venture Capital no Brasil? Como são criados e administrados os fundos de investimento de Venture Capital?

[Carl]:A indústria de Venture Capital no Brasil não possui mais de 15 anos, e nesse seu nascimento atravessou crises mundiais que tiveram forte impacto em nossa economia, como a crise Mexicana em 1994 e a crise Asiática em 1999. Somente depois de 2001 houve uma calmaria nos mercados externos e um cenário favorável ao Venture Capital no Brasil. O surgimento de novos fundos de Venture Capital também data dessa época. Os recursos em Venture Capital no mundo tem sua base em geral em recursos de Fundos de Pensão, dado seu largo horizonte de investimento e sua necessidade de diversificação da carteira. Recursos públicos, tendo em vista a importância do setor para a geração de novas empresas, são largamente aplicados em Venture Capital, principalmente na Europa. Associações de anjos, pessoas físicas que investem recursos e muitas vezes aconselham empresas nascentes, terminam por formar o tripé de investimento nesse tipo de fundo.

Os fundos de Venture Capital são geralmente criados por empresas de administração de recursos, que decidem ampliar o leque de opções a seus clientes, oferecendo ativos alternativos, com maior risco e maior rendimento. A estrutura e administração de um fundo de Venture Capital é bastante similar àquela de um fundo de ações. As diferenças estão no tipo de analise que é feita para o investimento e no tipo de transação: a analise das empresas deve ser bastante criteriosa em um fundo de Venture Capital pois uma vez feito o investimento, celebra-se um acordo de longo prazo e baixa liquidez. A transação de um fundo de Capital Empreendedor também é mais complexa e envolve uma serie de instrumentos jurídicos para se realizar. Assim, o numero de transações feita por um fundo de Venture Capital também é bem reduzido.

Em geral, os fundos investem em 10 a 20 empresas e fazem poucos investimentos e desinvestimentos por ano.

[Boom]: Como funcionam, via de regra, os principais processos fundamentais do negócio de capital de risco - a saber, captação / prospecção, seleção, análise, investimento, acompanhamento e desinvestimento?

[Carl]:Em primeiro lugar, não consideramos o termo “capital de risco” o mais apropriado para descrever esse negócio. A tradução mais apropriada do Venture Capital seria o “Capital Empreendedor”. O Capitalista Empreendedor é avesso ao risco. Ele fará de tudo para evitar o risco dos negócios.

A visão do risco nesse investimento vem de instituições financeiras tradicionais, que não estão preparadas a avaliar o risco de um negócio inovador. Essa é a especialidade do capitalista empreendedor. Os processos descritos por você funcionam como um funil, onde entram várias oportunidades de investimento e poucas são investidas.

A Confrapar decidiu adotar uma política de transparência com o empreendedor. Todo projeto que se encontra dentro do escopo de atuação do fundo, e que seja apresentado ao Comitê de Investimentos, receberá um relatório mostrando o resultado da analise feita pela Confrapar, mesmo que não seja selecionado para investimento. O processo em geral dura 4 meses e apresenta as seguintes etapas:

1) Etapa Sumário Executivo

A primeira etapa de nosso processo consiste em uma apresentação do Sumário Executivo do plano de negócios ao Comitê da Confrapar.

Esta apresentação é programada para ser feita em 20 minutos e é interna da Confrapar. O empreendedor não apresenta o sumário. Caso a idéia seja apresentada e não seja aprovada enviaremos um relatório ao empreendedor. Caso a idéia seja aprovada passamos para a segunda etapa:

2) Etapa Plano de Negócios

Aqui será agendada uma apresentação do plano de negócios ao comitê. Desta vez, é o empreendedor que fará a apresentação e terá 1 hora e meia para isso. Caso o plano não seja aprovado enviaremos um relatório detalhado ao empreendedor.

Caso o plano seja aprovado passamos à fase seguinte.

3) Etapa de Diligência

Durante esta etapa serão fechados os termos jurídicos da participação da Confrapar na empresa. Após isso inicia-se a sociedade.

[Boom]: Quais são as principais motivações para a decisão pelo investidor por um investimento de Capital Empreendedor?

[Carl]:O investidor sempre busca compor sua carteira de modo a minimizar o risco e aumentar seus rendimentos. Na composição de uma carteira entram fatores pessoais, tais como objetivos do investimento, perfil de risco, etc. O investidor geralmente coloca entre 2% a 5% do total de sua carteira em ativos de maior risco e potencial de altos ganhos.

Alguns investidores porém, investem em capital empreendedor por entenderem ser este um investimento social. Estão ajudando a criar novas empresas, empregos, impostos. A esses investidores pessoa física chamamos anjos. Muitas vezes os conselhos dos anjos são mais importantes que os recursos financeiros.

Continue lendo a 2ª parte desta entrevista aqui…

Carlos Eduardo Guillaume

Diretor Executivo da Confrapar Participações Pesquisa SA

Histórico Profissional

Microsoft - Business Manager
Ericsson - Program Manager
Ericsson - Project Manager

 

Formação Acadêmica

UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Engenharia Eletronica
Fundação Getúlio Vargas - MBA Executivo
IBMEC - MBA - Marketing

Contato

email: kadugui@hotmail.com

 

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18 junho, 2007 por Wagner Fontoura

Entrevista com Carlos Eduardo Guillaume - Diretor Executivo da Confrapar (2ª Parte)

…leia a 1ª parte desta entrevista neste link

[BoomBust]: Quais são as principais tendências e estratégias de investimentos adotadas pelos fundos de Capital Empreendedor no Brasil, no que diz respeito a segmentos de negócios, estágios de desenvolvimento, volumes de recursos aplicados, etc?

[Carlos Eduardo Guillaume - Confrapar]:Podemos falar da Confrapar para ilustrar. A Confrapar se especializou em Capital Semente, ou seja, investe em empresas que possuem pouca ou nenhuma receita e estão literalmente nascendo. Essa entretanto, não é uma tendência. O mercado irá crescer como um todo, e teremos players em todos os estágios de desenvolvimento.

Quanto ao segmento, a Confrapar também se especializou em Tecnologias da Informação. A nosso ver, essa especialização é importante quando se trata de capital semente, pois conseguimos entender a língua falada pelo empreendedor e contribuir também no negócio em si.

[Boom]: Por que Tecnologias da Informação?

[Carl]:Disse Tecnologias da Informação em respeito à Convergência. A Via6 é um exemplo. Alguns a verão como empresa de internet, outras como empresa de mídia. Convergência é isso. Hoje investimos em Internet, Software, Telecomunicações e Mídia, e toda nova tecnologia que possa ser vista como Tecnologia de Informação.

[Boom]: Já existe hoje no Brasil uma avaliação relativa aos retornos financeiros auferidos com investimentos de Capital Empreendedor ou ainda é cedo para essa avaliação?

[Carl]:Ainda é cedo para essa avaliação. Os primeiros fundos exclusivos de capital empreendedor no Brasil foram lançados em 2001 e 2002, com prazos médios de 7 anos. Alguns casos de sucesso já nos permitem apontar com boas previsões, mas precisamos que os fundos sejam liquidados antes de falar em qualquer taxa de retorno.

[Boom]: O que deve ser feito pelas empresas investidas para que as variáveis RETORNO, RISCOS E INCERTEZAS sejam otimizadas - e como as investidoras se certificam de que as investidas estejam fazendo seus deveres de casa nesse sentido?

[Carl]:Essa pergunta sozinha, daria uma outra entrevista…

[Boom]: Então já temos o tema da próxima… Quais são os principais fatores críticos para o sucesso de um investimento de Capital Empreendedor?

[Carl]:Cada fundo possui uma estratégia.

A Confrapar, por exemplo, possui sete critérios de avaliação: Equipe, Mercado, Inovação, Modelo de Negócios, Financeiro, Estratégia de Saída, e o Acordo em si.

Quanto mais nascente a empresa, mais importante é a equipe. Se a equipe for boa, as alterações nos outros quesitos, caso necessárias, se darão mais facilmente.

Pelos planos de negócio que recebemos, o quesito mais negligenciado pelos empreendedores é a Estratégia de Saída, seguida pelo Modelo de Negócios.

[Boom]: Qual é a sua visão a respeito da oferta geral de negócios para as empresas de Capital Empreendedor no Brasil (quantitativa e qualitativamente)? Quais são as perspectivas desse mercado?

[Carl]:As perspectivas são excelentes. Temos um país grande, com um grande mercado interno, que adota e consome tecnologia. Temos boas universidades com criação de conhecimento e inovação tecnológica. Temos também um mercado de capitais crescente e já maduro e que vem recebendo cada vez mais recursos. Vemos parceiros como a FIR Capital fecharem importantes parcerias com fundos norte-americanos, ampliando a disponibilidade de recursos no Brasil e a visibilidade de nossas empresas lá fora. Veremos em breve algumas empresas abrindo o capital.

Toda essa liquidez trará uma enorme procura por novos negócios e os ‘olheiros’ começarão cada vez mais a se aproximar dos pequenos empreendedores.

[Boom]: Quais seriam suas principais recomendações para o pequeno e médio empreendedor brasileiro que pensa em buscar recursos de capital empreendedor para o seu empreendimento?

[Carl]:Sempre digo que o empreendedor deve avaliar bem todas as alternativas. Converse com quem já recebeu esse tipo de recurso. O capitalista empreendedor irá sempre buscar negócios com alto potencial de crescimento. O empreendedor deve avaliar se está realmente disposto a trabalhar para o crescimento rápido de sua empresa. Muitas vezes o empreendedor busca apenas uma forma de sustento para si e sua família, e não gostaria de se dedicar a esse propósito. Nesse caso, o capital empreendedor não é a solução.

Agora, se o empreendedor vê um enorme potencial de crescimento de seu projeto/empresa, e está disposto a trabalhar para fazer da sua empresa um grande sucesso, está na hora de sentar com seu sócio e fazer um plano de negócios. Existem bons softwares e livros que os ajudarão nessa tarefa. Mas não faça isso sozinho. Se não tem um sócio, procure um. Se o negócio for realmente bom, você não terá dificuldade em convencer alguém.

O empreendedor aprende bastante simplesmente fazendo o plano de negócios. É onde muitos sonhos morrem. Os que não morrem, entretanto, se fortalecem.

[Boom]: Como você avalia o atual ambiente econômico e regulatório brasileiro sob o ponto de vista do Investidor de Capital Empreendedor?

[Carl]:O cenário econômico está superando todas as ótimas expectativas que tínhamos há 3 anos. A taxa de juros decrescente torna desinteressante o investimento em renda fixa e força o investidor a colocar seus recursos diretamente na produção, seja em renda variável (bolsa de valores) ou Venture Capital. Movimentos recentes de Fundos de Pensão confirmam essa tendência e apontam para um circulo virtuoso na economia.

O ambiente regulatório não ficou atrás das melhoras no cenário econômico. Novas instruções da CVM facilitam e incentivam o investimento em bolsa de valores e Venture Capital. Isenções de impostos para fundos de empresas nascentes ajudam a aquecer o mercado. Ainda encontramos algumas distorções em algumas normas, próprias de um cenário em constante evolução. Nossa perspectiva, entretanto é otimista. Estamos no caminho certo.

[Boom]: Quais são as principais restrições à concessão de investimento de Capital Empreendedor ao brasileiro?

[Carl]:O empreendedor (não só o brasileiro) é muito atento à inovação e ao produto, mas pouco afeito ao lado gerencial e administrativo da empresa. Isso nos traz uma preocupação muito grande em como compor o quadro gerencial da empresa investida, e como equilibrar as forças empreendedoras e gerenciais.

No Brasil, particularmente, ainda pesa o fator novidade. Por ser uma prática recente, com poucos casos de sucesso, o capitalismo empreendedor ainda não é bem compreendido pelo empreendedor brasileiro. Para comparação, basta ir a uma boa universidade americana, e qualquer aluno poderá explicar o que é Venture Capital. Muitos já apresentaram oportunidades a várias VCs ou conhecem colegas que foram investidos. A cultura do capitalismo empreendedor está no seio da economia norte-americana. Somente no ano passado, mais de 3600 contratos de Venture Capital foram fechados por lá.

Por aqui, os fundos pioneiros têm que fazer um trabalho de divulgação e explicação de todo o processo da indústria de Venture Capital. Explicar como funciona, quais são os interesses de cada parte, o porquê dos contratos, etc.

Eu imagino a dificuldade das primeiras seguradoras de automóveis para vender um seguro de carro. Você compraria?

[Boom]: É uma boa comparação. Qual é a origem da Confrapar, como ela está posicionada no mercado e quais suas principais metas e objetivos estratégicos?

[Carl]:A Confrapar é uma empresa relativamente nova. Surgiu em 2004 a partir de uma rede de investidores, executivos e empresários de tecnologia de informação, que vislumbraram o enorme potencial do Venture Capital, e em especial do capital semente, no Brasil.

O propósito da Confrapar é o de trabalhar o capital semente. A decisão de focar em um único setor é muito comum nos Estados Unidos e Europa para empresas de capital semente. Para a Confrapar foi uma decisão estratégica.

Acreditamos que o que faz a diferença não é o recurso financeiro investido nas empresas, e sim, uma combinação saudável desses recursos, conhecimento de mercado, networking, profissionalização da gestão, etc.

Em capital semente, conhecer o negócio faz toda a diferença.

A Confrapar atua em todo o Brasil através de investimentos diretos nas empresas e planeja lançar 2 fundos locais de capital semente ainda em 2007, exclusivos para São Paulo e Minas Gerais.

Continuaremos com nosso foco em capital semente, aportando valores entre R$300.000,00 e R$1.500.000,00 por empresa

[Boom]: Gostaria de utilizar esse espaço para tecer algumas considerações finais?

[Carl]:Espero sinceramente que o capitalismo empreendedor seja visto como uma real alternativa pelos empresários brasileiros. A todos os empreendedores, espero que discutam o tema com seus colegas, sócios, amigos. Espero ter contribuído. Abraços.

[Boom]: Carlos, não há como agradecer sua atenção conosco aqui do BoomBust e o apoio que tem dado ao nosso projeto reiteradamente, desde o seu start-up. Tenha certeza que está contribuindo diretamente conosco e, principalmente, com o nosso público e somos nós quem esperamos estar, em contrapartida, contribuindo com o fortalecimento desse mercado de Capital Empreendedor. Nossas apostas estão feitas na mesma direção das suas. Obrigado e esperamos manter sempre aberto esse canal de comunicação entre a comunidade que este blog pretende representar e os principais players da indústria de Capital Empreendedor - dentre os quais você e a Confrapar . Grande abraço!


 
 

Carlos Eduardo Guillaume

Diretor Executivo da Confrapar Participações Pesquisa SA

Histórico Profissional

Microsoft - Business Manager
Ericsson - Program Manager
Ericsson - Project Manager

 

Formação Acadêmica

UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Engenharia Eletronica
Fundação Getúlio Vargas - MBA Executivo
IBMEC - MBA - Marketing

Contato

email: kadugui@hotmail.com

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16 junho, 2007 por Wagner Fontoura

Antes de mais nada, o que é que você está fazendo aqui, lendo esse post e bisbilhotando, se eu ainda não lancei o blog e já disse que só o farei na próxima segunda-feira, dia 18?! rs

Tô brincando - é claro. De fato, só vou “inaugurar” oficialmente as atividades do novo BoomBust na semana que vem mesmo, mas decidi mantê-lo publicado durante o fatídico “período de obras”, na esperança de que alguma alma amiga e caridosa me ajudasse com opiniões, críticas, sugestões e palpites. E não é que apareceu não um, mas vários amigos se prontificando a ajudar na reforma?!

O primeiro a “descobrir” que a porta estava aberta e a entrar foi o Nunes , que já tinha pedido um preview do site e deu “uma passadinha rápida” por aqui no dia 12 pra conferir de perto; e deixou um comentário sobre o template que estávamos testando - un dark theme lindíssimo do qual custei muito a me desapegar. E só desisti de adotá-lo por aqui, apesar de ter sido festejado pelo próprio Evandro e pelo Rafael Reinehr (que também está com seu blog passando por mudanças, apesar de já ser o mais sofisticado e um dos mais bonitos e bem estruturados que eu conheço), porque o tal template (baixado por indicacão do Diego Ciconi - que também o utiliza no Ciconi Invest) não caiu bem com meus artigos normalmente extensos - pois tornava a leitura muito pesada e cansativa.

Aliás, para me convencer mesmo de que o tema, apesar de lindo, era impróprio pro BoomBust, troquei muita figurinha com o Allan e alguns dos seus pares lá do Via6, com o pessoal da iPixel, que desenvolve funcionalidades a serem implementadas aqui no BoomBust já nos próximos dias, com o Italo (que até apoiou que eu mantivesse o template) e com o Vinícius, do Pelejando. Esse, aliás, foi quem pesquisou e acabou me indicando vários modelos mais apropriados aos nossos propósitos que, submetidos a novas consultas, resultaram na escolha do modelo que ficou.

Mas não pense que o novo modelo agradou geral também não. Pergunte ao Jobson Lemos do Sec.un.dum o que ele achou e você o ouvirá, na sua sinceridade crua e objetiva, dizendo que “parece o blog bem-feito de um adolescente talentoso” - rs. O pessoal do Via6, numa pequena enquete realizada a meu pedido pelo Allan também acha que “o outro design tava com mais cara de sério mesmo, esse tá um pouco mais “teen”.” Quase cedi aos apelos do Jobson, de que “o outro era mais sério; passava mais confiança” - por entender a sua lógica, mas, seguindo algumas dicas do Allan e da equipe da iPixel, enquanto desenvolviam pra mim a logomarca, decidi manter como está. Até para agradar ao meu público blogger, em grade parte formado por teens e às mocinhas que, depois que a Samantha publicou no velho BOOMBUST, acharam o meu blog e se instalaram - huahuauahuahua. E eu adorei!

Até que o Guilherme, do Papo de Homem, vindo no rastro da Samantha, deu o veredito que me faltava para confirmar que já não iria mais voltar a esse assunto, quando gentilmente me deu seu parecer elogioso ao novo formato. Ah, a doce Elivete também sugeriu firmar minha decisão (e se a Eli falou, pra mim tá falado, e ponto final - rs).

Agora só me resta continuar penando mas por outros motivos - do tipo “me acostumar à nova plataforma wordpress“; mas convenhamos, acostumar com coisa boa é bem mais fácil! E depois que a gente adota o wp não consegue entender por que não o fez antes, tamanhos são os benefícios rapidamente percebidos. Até eu que sou mais bobo tenho achado fácil e confortável, passado o primeiro “momento-à-beira-de-um-ataque-de-nervos” inicial - rs. Só não vou abandonar o antigo blog lá do blogger porque vou adotá-lo como meu blog pesoal - o Blog do Wagner Fontoura. Não me abandonem, por favor - rs.

Bem, ainda estamos em obras por aqui, mas como dizem que reforma nunca acaba, sigo aberto a novas sugestões e idéias que promovam um ambiente mais confortável aos meus amigos visitantes - logo, por favor, manifestem-se à vontade. Me ajudem, por favor a corrigir os bugs que sempre aparecem nessa etapa inicial e mandem sugestões de melhorias se quiserem. Serão muito bem vindas! Desde já obrigado.

Quanto às funcionalidades que vêm pela frente, ah, dessas eu não vou falar agora pra não estragar as surpresas que, conforme prometido, continuarão a vir por um bom tempo. Por enquanto começo ainda “disfarçado” de blogger, mas caminhando para me tornar o 2º CNO - Chief Networking Officer do Brasil (porque o nº 1 já é o mestre Octavio Pitaluga, que praticamente trouxe para as nossas paragens não só o termo mas o melhor conteúdo disponível desse modelo de liderança) - rs.

Para o próximo artigo - 1º oficial pós-lançamento, a ser veiculado aqui na segunda-feira, dia 18 de junho (data oficial do start-up do BoomBust” empresa” e não mais “projeto”), uma fantástica entrevista com o executivo, empresário e investidor Carlos Eduardo Guillaume - CEO da Confrapar, sobre “O Capital Empreendedor no Brasil e no Mundo”. IMPERDÍVEL! Na sequência da semana traremos artigos sobre a suposta “concorrência entre os auto-entitulados probloggers”; atendendo ao convite-meme do amigo Evandro Nunes para postar sobre o tema, fazendo uma pequena variação da linha adotada pelos demais; traremos uma análise dos primeiros momentos do Second Life no Brasil (pelo Octavio Pitaluga) e lançaremos uma campanha de distribuição de convites exclusivos para a filiação de beta-testers para a 1ª das funcionalidades a ser lancada aqui - o “BoomBest”, neste que pretende ser o primeiro blog-community do Brasil.

É bom vê-lo por aqui e recebê-lo na casa nova. Seja bem vindo sempre. A casa é sua . ;)
Ah! Me ajude a divulgar o novo link: www.boombust.blog.br Desde já obrigado. Um grande abraço! A gente vai se falando…

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14 junho, 2007 por Wagner Fontoura

1ªSérie “Vida Inteligente na Blogosfera”
Artigo VI – 2ª Parte, por Samantha Shiraishi

Algumas mulheres da web

Elas estão sendo reunidas, aos poucos, por suas afinidades. No texto que citei no post anterior, o ReporterAlex comentava o trabalho da norte-americana Penélope Trunk. Em seu blog Brazen Careerist Penélope dá dicas para incrementar sua carreira com os blogs (sim!, eles podem ser ‘power up’ para a vida profissional) e é também é uma das envolvidas no BlogHer, um local que reune mulheres blogueiras. Entrei lá e ao cadastrar meu site, surpresa: uma das categorias é “Brazilian Blogs”. Poucos países em uma categoria à parte. Estamos caminhando, pensei.

Considero Mothern, criado em janeiro de 2002, o detonador de uma mudança de paradigma da internet feminina, porque criou esta nova categoria, da mulher que é mãe e moderna (mother+modern). Para quem está fora do mundo maternal elas podem ser desconhecidas, mas abriram um campo imenso para as mães (e pais, tem pai que bloga sobre ser pai, como Pai de Menina) brasileiras se sentirem em casa na web e “trocarem figurinhas”. Em 2006 o livro homônimo se tornou uma série de TV no canal GNT e o blog foi a base da pesquisa que Adriana Braga defendeu na Unisinos como tese de doutorado falando da Feminilidade Mediada por Computador: interação social no circuito-blogue. Com este trabalho ela ganhou o “The Harold Innis Award for Outstanding Thesis on Media Ecology,” de 2007, pela Media Ecology Association, sediada em Nova York.

A história do Mothern também foi homenageada recentemente na exposição Imagining Ourselves do International Museum of Women , que mostra trabalhos e depoimentos de mulheres do mundo todo.

Claro tem mulher que bloga sem ser mãe e sobre mil outros temas, mas o foco é feminino, diferente dos masculinos, não só por não falar de carros e da capa da Playboy. É só ler o Ladybug Brasil e comparar com Papo de Homem, Meu Veneno com Melhoramento Constante, Techbits com Debaixo da minha pele, Contraditorium com BlogTalk. Incomparáveis, mas agradáveis, não é mesmo? O que eles têm em comum? Como bom blog, falam de coisas opiniões ou experiências íntimas de forma pública.

Em abril comentei no meu blog o lançamento de Segredos Públicos - Os blogs das mulheres do Brasil , livro no qual a pesquisadora Luiza Lobo resume sua pesquisa sobre o fenômeno da passagem do privado para o público em termos de confidências femininas. Concordo com ela, o tom confessional do diário escrito à mão passou a ser um diálogo com o leitor do blog, enfim, deixou de ser solitário para ser pseudo-social. Termo estranho? Mas é a verdade, defendo que há uma dicotomia no “social” que buscamos com o blog: sabemos que seremos vistos, mas não falamos em tom professoral. A confissão ainda permeia o texto, levando-nos ao prazer de compartilhar algo especial com alguém - mesmo que não saibamos exatamente quem o vê do outro lado da tela!

Meu professor de Língua Portuguesa na UFPR, Cristóvão Tezza, uma vez perguntou na aula quem tinha feito diário e quem tinha sido orador da turma. A sala meio que se dividiu. Ele depois falou: quem fez diário vai ser bom redator, porque aprendeu a escrever para si, a desenvolver uma idéia, sem limitações. Fiquei toda cheia, porque jamais fui nem seria oradora de turma. Minhas idéias jamais expressariam um coletivo! Mas um coletivo de pessoas com afinidades comigo podem surgir na web, isto é bárbaro e só se consegue nas redes de relacionamento social e nos blogs.

Para mim os blogueiros são na verdade pessoas com tantas idéias e tantas coisas para fazer que “precisam” dividir com o mundo as coisas que pensam! Está certo, não nego, temos aqui uma comunidade que discute assuntos banais e femininos, assim como os homens discutem futebol e pescaria ao tomar cerveja depois do trabalho, mas também assuntos importantes, inovadores, consistentes.

Já falei sobre a importância que antevejo nesta rede de relacionamento social que se criou com os blogs de mulheres no Brasil no meu texto Lugar de Mulher é na Internet. Acredito que os blogs, as redes de relacionamento e o chat fazem para as mães parte do papel do happy hour e da troca informal e tão construtiva que os momentos “livres” nos dão. Quem já não teve idéias bárbaras para resolver questões de trabalho ou de estudo exatamente nestas circunstâncias em que a informalidade reina? Pois a internet, além de ser informal, é mais ou menos anônima, liberando os comentários e as trocas.

Um exemplo é a troca fantástica que aconteceu na blogosfera no dia da ecologia. Lino Resende postou um convite para uma blogagem coletiva em 05 de junho, em que a adesão era livre e cada um falaria sobre o tema dentro de seu enfoque. A resposta de 118 blogs (muitos femininos e excelentes) foi bárbara, tanto quanto as novidades e redes de links que se formaram por afinidades de paradigma, visão de mundo. Destes, alguns surpreenderam por tratar do tema sob o ponto de vista humano, como o Rumorejo.

Mas boas idéias empreendedoras e as respostas aos dilemas profissionais também surgem em blogs de mulheres. Freelancer - O Profissional que Rala é um espaço no qual a mulher é profissional, nada mais, compartilhando dúvidas e boas idéias. Na esteira das boas idéias é que entra o empreendedorismo e se encontram “saídas possíveis para o dilema da falta de emprego x desqualificação profissional, da prisão que é fazer o que não se gosta, para a vocação do brasileiro de se virar, dar seus pulos, se lançar, empreender!”. Aspas porque estou citando o Wagner Fontoura, na sua defesa da idéia do Boombust para mim no fórum do Via6. Aliás, eis aqui uma rede de relacionamentos que já me rendeu excelentes contatos e que se mostra um espaço para sairmos do dilema acima.
Como disse Sônia Rodrigues, do Autoria, em sua resenha sobre o livro da Luiza Lobo:

“É verdade, como dizem os conservadores, que esse panorama apresenta muita coisa ruim, muita bobagem. Mas os blogs, em específico, e a Internet, em geral, são para a escrita o que a dança de salão é para o balé. É a expressão direta de quem deseja o contato imediato, a expressão imediata, a partilha constante e sem milhares de pré-requisitos. Transformar textos inspirados em livro é muito difícil. Livro virar notícia e encontrar leitores é mais difícil ainda. Na Internet, não.

Uma jornalista bem relacionada ou uma avó de 80 anos consegue leitores, internautas curiosos, calorosos, às vezes inconvenientes, mas, em geral, gente bacana que quer mesmo é se comunicar.”

E neste quesito –comunicação- os brasileiros sempre foram bons e, admitamos, as mulheres são incomparáveis! ;)

Leituras relacionadas:

Outra dica de leitura:
Blogs: Revolucionando os Meios de Comunicação“, de Octavio I. Rojas Orduña, Julio Alonso, José Luis Antúnez, José Luis Orihuela e Juan Varela

Samantha Shiraishi é jornalista formada pela UFPR, com passagens por redações e assessoria de imprensa em Curitiba e Tokyo e alguns anos de freelance para revistas para comunidade brasileira no Japão e Canadá. Atualmente mora em São Paulo onde trabalha com comunicação empresarial para NRH Recursos Humanos e como editora de literatura no portal Desabafo de Mãe.
Mantém um blog para falar de atualidades como profissional e mãe e outro para falar do Movimento Dekassegui no Japão.


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13 junho, 2007 por Wagner Fontoura

1ªSérie “Vida Inteligente na Blogosfera”
Artigo VI – 1ª Parte, por Samantha Shiraishi


Há quem pense que bloga quem não tem o que fazer. As mulheres então, são as mais desocupadas do mundo virtual. Li mais ou menos isto num comentário anônimo no blog ReporterAlex do Estadão, uma pérola de preconceito que faço questão de citar aqui:

“Entre uma academia de ginástica e um cabeleireiro essas fulanas atiram pensamentos em veículos de informação como quem joga um objeto qualquer no lixo. Quem não precisa trabalhar para sobreviver pode se dar ao luxo de cometer erros e dizer bobagens.”

Ilustra bem a visão que muitos têm sobre os blogs -femininos ou não- no Brasil. Preconceitos e a passividade do internauta brasileiro (aí a gente se pergunta como a web 2.0 será por aqui) fazem os atuais blogueiros valerem mais.

Acredito que a blogsfera brasileira, ainda que corresponda atualmente a 2% da mundial, está caminhando a passos rápidos.

Talvez sejam justamente os blogs de mulheres como nosso anônimo citou que levem outras pessoas capazes a escrever, naquele velho esquema do “se até ela escreve, porque não eu?”.

Tornei-me internauta depois de formada e foi no Japão, onde trabalhei como jornalista, que descobri de fato o mundo virtual, que aqui no Brasil ainda engatinhava no final de 1997. Como não leio até hoje os kanjis, passei a considerar os sites em língua inglesa e francesa com cara de lar e por muitos anos ainda os usei como referência em minhas buscas e divagações on line. A cada dia noto que minha postura muda, leio menos em outros idiomas e acesso mais sites do Brasil. Sinal de que temos diversidade e qualidade suficiente aqui - pelo menos sob meu ponto de vista.

Vida inteligente na blogosfera

A internet brasileira tem se rendido aos blogs, mesmo os veículos que ainda têm na tiragem do papel sua confiabilidade e seu público-alvo mantém blogs dos seus bastidores. Cito duas revistas para exemplificar:

a Crescer, da editora Globo, lançou neste mês o Ler para Crescer, um blog para falar especificamente de literatura infantil. Quem bloga? Cristiane Rogério, editora-assistente de Educação e Cultura.

A revista Você S.A. também tem três blogs, escritos por mulheres. Não sou feminista não, entre os meus blogs favoritos estão o Dinheirama e o Boombust, mas chama atenção esta presença feminina.

Mas para esta presença ser notada e respeitada, há muito preconceito a se vencer, não só o dos machistas anônimos. Os nossos próprios entram no jogo.

Quando, há alguns dias, pensei em responder ao fórum do Wagner Fontoura no via6, falando da vida inteligente na blogosfera, travei. Parei, pensei, pensei: será que vale a pena eu tentar escrever lá que faço parte de uma comunidade de mães blogueiras, que noto que grande parte da vida inteligente na blogosfera brasileira deve ser feminina? E aguentar (na minha imaginação) os caras lendo e pensando que só trocamos postagens e comentários sobre fraldas, receitas e papo cri-cri? Concluí que se o Boombust propõe alguns paradigmas para discutirmos (monetização da web, o papel das redes de relacionamento social, empreendedorismo viral, intraempreendedorismo, gestão do capital pelo empreendedor), seria bom acrescer um novo:

a presença feminina nos blogs.

(continua no próximo post…)


Samantha Shiraishi é jornalista formada pela UFPR, com passagens por redações e assessoria de imprensa em Curitiba e Tokyo e alguns anos de freelance para revistas para comunidade brasileira no Japão e Canadá. Atualmente mora em São Paulo onde trabalha com comunicação empresarial para NRH Recursos Humanos e como editora de literatura no portal Desabafo de Mãe.
Mantém um blog para falar de atualidades como profissional e mãe e outro para falar do Movimento Dekassegui no Japão.

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