CLIQUE AQUI PARA ASSINAR O FEED DO BOOMBUST E MANTER-SE ATUALIZADO SOBRE NOVOS ARTIGOS DO BLOG - ASSINE JÁ!
Powered by MaxBlogPress 
15 maio, 2007 por Wagner Fontoura

Duas matérias da Revista Veja dessa semana me chamaram especial atenção pelos reflexos que terão no médio e longo prazo na nossa sociedade.A primeira delas, assinada pela Monica Weinberg e pelo Carlos Rydlewski, falando sobre como a tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa para facilitar o aprendizado - embora não pelas razões que muita gente acredita.

A segunda, do Rafael Corrêa, mostrando como a versão doméstica das impressoras 3D que fabricam objetos saltará da ficção científica para as nossas mesas de trabalho.

Ambas com potencial revolucionário!

Há pouco mais de 2 anos atrás, enquanto ainda começava a pesquisar mercados para o Projeto Boombust e ainda pensava em gerar conteúdo próprio para os cursos de empreendedorismo que desenvolveríamos, o que nos levou a abandonar esse formato (o de gerar conteúdo próprio) foi exatamente a rápida percepção de que qualquer que fosse o teor desses conteúdos, no dia seguinte eles já estariam obsoletos, dada a velocidade com que as tecnologias e a ciência vinham se reinventando a todo momento.

Também entendemos já naquela época que os modelos de cursos tradicionais (como os cursinhos de informática ou de idiomas) estariam rapidamente ultrapassados, atropelados pela tecnologia, por conceitos de escola virtual, interativa, colaborativa, etc. ..

As promessas de então (e estamos falando de apenas míseros 2 anos atrás!) eram, sobretudo:

  • A multifuncionalidade dos celulares
  • O escancaramento da intimidade das pessoas com o advento dos blogs
  • A nanotecnologia prometendo revolucionar as ciências e os meios de produção tecnológicos
  • O aumento significativo da expectativa de vida e o conseqüente envelhecimento da população
  • A guerra contra as doenças com medicamentos e tratamentos revolucionários
  • A tendência de surgimento de mega centros metropolitanos
  • Os avanços da medicina estética
  • O fim da era dos empregos estáveis
  • O surgimento da escola virtual, com base na popularização das tecnologias
  • O foco da educação com base na formação de empreendedores de negócios em todas as áreas
  • Música e TV disponibilizadas na rede
  • A confirmação da China como potência mundial e a aceleração dos processos de desenvolvimento do Brasil
  • As guerras anunciadas pela água e por combustíveis alternativos

E aí você já deve estar se perguntando: onde é que está a novidade? Tudo isso já é velho - certo? Sim. Hoje. No final de 2004, início de 2005 muitos desses assuntos pareciam uma “viagem” ainda futurista!Máquinas pessoais de fabricar coisas como as anunciadas pela Veja?! Como assim? Fala sério!

Viver 100 anos naturalmente? 120?! Piração! Juro que ouvi várias vezes de pessoas moderninhas que isso era papo de lunático. “A escola não vai acabar não. Nem o emprego.” diziam sem entender nem enxergar bem aonde chegaríamos.

Hoje, lanchando com meu filho mais velho, que na época me ajudou muito nas pesquisas e na concepção do modelo de negócio que desenvolveríamos nos 2 anos seguintes, demos boas risadas juntos ao lembrarmos da cara de algumas pessoas dois anos atrás quando falávamos de coisas como “a maquininha de produzir diversas outras coisas em casa”.

Escutem bem e prestem bastante atenção: Nossos netos (e dependendo da sua geração, seus filhos ou ainda nós mesmos) não estudarão em escolas como as que conhecemos hoje. Seu conteúdo se originará em bancos de dados que se renovam segundo a segundo com informações e conteúdo global; nossas escolas não terão bancos, nem lousas, nem professores; nossos alunos não usarão caneta e papel; nossos diplomas terão, muitas vezes, o formato de contratos sociais; nossa escola será do tamanho do mundo! Nossos alunos terão de 10 a 100 anos e estarão lado a lado aprendendo, ensinando, empreendendo e crescendo juntos. Nosso universo não tem limites.

Tudo bem, o papel não acabou com a invenção do computador; nem as bibliotecas, nem as gravadoras, nem as vídeo-locadoras, nem muitas outras coisas. Provavelmente a escola convencional também não acabará. Mas terá seu papel relegado a uma dimensão menor, ou no mínimo diferente…

E quando isso acontecer, não seremos chamados de loucos, porque o nome disso é inovação, e não loucura. Não será nem mesmo uma revolução, mas uma evolução natural, plenamente factível e previsível. Hoje já não parece tão difícil entender - tenho certeza de que tudo já parece mais simples, comum.

:)

Popularity: 2% [?]


14 maio, 2007 por Wagner Fontoura

Esta semana estarei bastante envolvido com o processo de Start-up do Projeto Boombust e por este motivo talvez me veja forçado a diminuir um pouco minha atividade aqui no blog.

Em compensação, terei notícias frescas e boas novidades nos próximos dias… à medida que for evoluindo, vou dando sinais de vida :)

Popularity: 2% [?]


11 maio, 2007 por Wagner Fontoura

O Via6, numa atitude “corajosa”, decidiu ceder à pressão de boa parte dos seus usuários (e de outros, nem tão usuários assim) e, depois de uma semana de polêmica em torno do tema, aboliu o frame do Rec6. Ainda assim, numa tentativa de agradar a gregos e troianos, e coerente com a defesa que já havia feito dos seus próprios argumentos quanto à utilidade do tal frame, manteve a possibilidade de exibi-lo quem assim o quiser. Concordo que é mais inteligente convencer aos usuários mais flexíveis a tomarem pra si a iniciativa de manterem a funcionalidade sempre que desejarem. Afinal de contas, “o cliente” tem ou não tem sempre razão?

Popularity: 3% [?]


11 maio, 2007 por Wagner Fontoura


“Há empreendedores que demoram tanto para chegar à perfeição com seus produtos e serviços que ao lançá-los, o mercado já foi tomado por outra empresa que seguiu o lema do “faça, depois conserte”. (Pedro Mello - no Blog do Empreendedor / Portal Exame PME)

Quem não conhece o ditado que diz que “o ótimo é inimigo do bom”? Pois é; só que nos últimos 20 anos de carreira executiva, com vistas a ter as rédeas do meu sucesso nas próprias mão, sempre ignorei esse ditado - aliás, mais do que ignorá-lo, eu o repeli veementemente. Nunca entendi a diferença entre o bom e o medíocre - pra mim eram a mesma coisa. E julguei, até o último dia da minha vida corporativa, estar certo, com base nos resultados que alcancei. Afinal, iniciei minha história profissional vendendo aço, saí do meu 1º empregador anos depois como executivo de negócios, gerenciei outras unidades locais de negócios, gerenciei unidades regionais de operações, dirigi áreas específicas, empresas inteiras e, no final, um grupo inteirinho de empresas - nessa ordem e ininterruptamente. Sempre alçado ao próximo desafio pelos resultados obtidos no desafio anterior. Eu devia ser bom… logo eu devia estar certo quanto a não aceitar nada que não fosse “o máximo” de mim e dos demais colaboradores das equipes com as quais também eu colaborei.Até que…

Bom, aqui a história começou a entortar.

Ao decidir empreender, minha primeira iniciativa de negócio segui toda uma cartilha de procedimentos esperados para o sucesso: atividade na área na qual eu era especialista (logística), com um bom plano de negócios, uma boa equipe formada por competentes profissionais da área, toda uma rede de parceiros de negócio de primeira hora, pesquisas de mercado embasando nossos projetos comerciais. Tudo como manda o figurino. Não fosse um pequeno detalhe. Minha infernal necessidade de que tudo fosse perfeitamente executado.

Não vou me estender narrando os detalhes de como minha primeira iniciativa de empreendimento se transformou no primeiro dos meus fracassos como empreendedor - não é minha idéia comover ninguém aqui com minhas histórias tristes - mas o fato é que a Vale Logística (como fôra registrada minha 1ª empresa) nunca saiu do papel, apesar de todo o cenário favorável que tínhamos naquele momento. Isso porque perdemos o timing do negócio. Nos descapitalizamos antes mesmo de iniciar nossas operações e condenamos nosso empreendimento à morte antes mesmo de nascer. Ou até nasceu… mas como não entendíamos ainda muito bem a diferença entre dívida boa e dívida ruim, não queríamos usar recursos de terceiros e então, sem ar morremos na praia.

Minha primeira grande frustração (é, houve outras…) e minha primeira grande lição. Aquilo que alavancara minha carreira executiva surtia o efeito contrário na vida empreendedora. E, resistente a acreditar nisso, o mesmo desejo de perfeição me pregou outras peças no caminho de empreender. Histórias para outros posts… (rs - eu poderia ficar aqui dias e dias contando orgulhosamente os meus fracassos, todos muito bem catalogados e aproveitados na formação da minha nova bagagem empreendedora ainda em formação)

Por enquanto, só queria contar essa historinha pra dizer que hoje acredito mais do que nunca que não basta mesmo ser bom - é preciso ser o melhor naquilo que nos propomos fazer, mas… muitas vezes nos perdemos quando não conseguimos construir “o melhor cenário” para a realização dos nossos sonhos e planos de empreendimento - e isso acaba freqüentemente condenando nossos projetos à morte. Não raro só nos damos conta de que morremos antes de chegar à praia quando vemos nosso projeto sendo implementado no mercado por outra pessoa. Às vezes essa outra pessoa também não tinha o cenário ideal, mas teve o ímpeto de realizar “apesar de”. E essa é uma das principais características do empreendedor de sucesso: não basta bater um bolão… tem que fazer gol - porque quem não faz leva.

E aí, pode ser mesmo que o ótimo seja o inimigo nº 1 do bom.

Sabe aquele seu projeto que vem se arrastando há tempos na espera de que algum fato novo aconteça e crie as condições ideais para a sua implementação? Olhe em torno de si e veja se já não tem alguém realizando o seu sonho no seu lugar. Se ainda não, corra! Pode ser que você esteja atrasado mas que ainda haja tempo suficiente para implementá-lo já. Boa sorte! Já começou a correr?

Popularity: 3% [?]


10 maio, 2007 por Wagner Fontoura

Caro Mauro,

Ontem, mesmo sem conhecermo-nos pessoalmente, tomei a iniciativa de publicar no meu blog e veicular no Rec6 seu mais recente post do carreirasolo. Sou seu leitor e assinante já há algum tempo - 1 ano, talvez mais um pouco. Seu trabalho como blogger foi o primeiro a chamar minha atenção para essa atividade à qual eu mesmo hoje me dedico, ainda que de forma precária e muito amadora.E decidi utilizar esse recurso - blogar - com alguns propósitos bem definidos; dentre eles, o de conhecer o DNA desse universo - a chamada blogosfera - para consubstanciar meu plano de negócios para o Projeto Boombust! E arrisco dizer que não precisei de muito tempo para começar a tirar daqui as primeiras lições…

A primeira delas de que é curioso como, com a transformação desse universo em um território “dominado” por bloggers “profissionais”, criou-se uma “indústria do nada” - que pode ser chamada também de indústria do ego. Blogueiros escrevendo para outros blogueiros, “vendendo” seus pontos de vista sobre o mundo sob as suas óticas. E vendendo caro, às vezes… à força, não raro.

Veículadores de postagens bloggers que exibem, como vitrines, o vasto elenco de “produtos” dos posts democráticos (e não raras vezes questionáveis) sobre tudo e qualquer coisa. Vendendo para ninguém, se é que isso é possível. Às vezes, de forma realmente inovadora, até pagando para vender!(?)

Fico tentando entender, na minha incompetência e pequenês, o que sustentará essa economia e por quanto tempo. Quantos realmente “monetizarão” (para usar um termo popular aqui) suas atividades e de suas “empresas” de forma consistente e satisfatória, além dos gigantes que, estes sim, vendem algo de consistente dada a escala gigantesca alcançada. Mas sobretudo, qual é o real valor agregado à economia por essa atividade? Quem concentra essa riqueza gerada (ou ela está diluída entre os que a sustentam?)? “Perguntas, perguntas e mais perguntas”, como diria meu amigo Conrado Navarro.

Todas essas questões me remetem aonde quero chegar desde o início. Mas as perguntas que considero mais importantes, na verdade são: como de fato criarmos instrumentos de remuneração eficazes às atividades relacionadas à blogosfera? Como democratizar esses instrumentos?

Ah, claro - muitos dirão que não blogam por dinheiro, mas é de casos como o seu que estamos falando. Os outros podem parar por aqui a leitura e se retirarem se quiserem - até sugiro. Estamos falando do seu caso e de inúmeros outros - tenho certeza - que vivem o seu mesmo “paradoxo”. O Paradoxo Carreirasolo, como você denominou. Por isso divulguei sua postagem e não me surpreende nem um pouco o fato de, mesmo publicada e num veículo que maximizou o acesso ao seu dilema, nenhum novo comentário a respeito no seu blog foi acrescido aos que já estavam lá. Silêncio. O silêncio de quem ou não sabe o que lhe sugerir ou ainda não percebe que o seu “paradoxo” antevê onde isso tudo vai dar. Talvez o silêncio de quem não percebe que está numa triste fila de espera pela sua vez de se render.

Ainda ontem outro caso foi largamente veiculado aqui nesse mesmo espaço: o da boo-box. Um caso em que de fato as mídias foram bem trabalhadas pelos envolvidos no projeto para que conspirassem a favor da geração de um negócio. Bingo! Eis aqui a nossa resposta e a saída para o seu dilema!

O propósito de quem bloga como você e como eu e como tantos outros de nós deve ser bem definido: no nossos casos, Gerar Negócios! Seus verdadeiros clientes não são (a meu ver) “os freelancers que estão todo dia no seu balcão”. Estes são, no máximo, seus potenciais parceiros. E eu acredito que você saiba disso - mas os seus clientes talvez não, e os seus potenciais parceiros parece que também não. Mas não estamos sós - alíás, estamos em distintas companhias.

Acho que veículos como as redes de relacionamento social poderiam objetivar a geração de oportunidades de negócios em suas searas muito mais do que a vender publicidades ou serviços pagos. Poderiam vender isso também, mas eu jamais apostaria todas as minhas fichas nesse negócio a não ser que tivesse costas muito quentes!

O momento no Brasil é auspicioso para start-ups de tecnologia, que cairam nas graças do Capital de Risco. Se quisermos preservar e prolongar esse quadro tão positivo, precisamos (e me incluo nessa jornada) tornar nossos negócios grandes geradores de outros negócios, que criem produtos de verdade, inovadores de verdade, para mercados de verdade, com estratégias voltadas para resultados de verdade, para nós e para nosos parceiros. Isso é agregar valor. Mas será que estamos prontos? Será que é isso o que fazemos? Acho que não - pelo menos não a maior parte do tempo.

Nossa cultura não contribui muito conosco. Não aprendemos a empreender de fato na família, nem na escola, nem depois que já estamos no mercado - esse algoz que acaba de bater à sua porta. Somos todos forçados a aprender na “porrada” (não encontro outro termo que reflita melhor o que quero lhe dizer).

Mas tenho uma proposta a lhe fazer. Defina seu melhor produto (Gestão de conteúdo? Arquitetura de informação?), e vamos convidar uma rede de networking (Renato, você está aí?), uma rede de financiamentos (Carlos, você está aí?), uma rede de capacitação para o empreendedorismo (Navarro, você está lendo isto?), e quem mais quiser se juntar a nós nessa empreitada (querido leitor deste post, quer aproveitar essa oportunidade para juntar-se a nós?) e vamos trabalhar juntos em torno de um projeto (de um não, de vários!) que crie produtos e serviços de verdade e agregue valor de fato para esse negócio no qual já estamos metidos? Vamos criar empreendimentos e empreendedores de negócios a partir das nossas estruturas já existentes - nossos blogs, nossas redes, nossos conhecimentos, nossas experiências, nossas infra-estruturas, nossos recursos de capital. José Luiz você participa disso conosco (você e o Márcio são bons nisso)?

Bem, isso é tudo com o que eu posso tentar contribuir com o seu dilema. Se isso cria, como você questionou, um novo paradigma ou não, vai depender exclusivamente de nós e das nossas capacidades - individuais e no conjunto.

E isso não foi um devaneio - foi de fato um convite para empreendermos juntos algumas idéias que cada um de nós (e todos) temos em nossas melhores gavetas -> nosso cérebro e nosso coração. Quanto a mim, já estou em marcha.

Um grande abraço!

Wagner Fontoura

Popularity: 3% [?]


Fechar
Envie por e-mail