CLIQUE AQUI PARA ASSINAR O FEED DO BOOMBUST E MANTER-SE ATUALIZADO SOBRE NOVOS ARTIGOS DO BLOG - ASSINE JÁ!
Powered by MaxBlogPress 
22 maio, 2007 por Wagner Fontoura

Recebi agora há pouco do amigo e parceiro Conrado Navarro (Dinheirama) a informação dos resultados da pesquisa publicada ontem, dia 21, pela FIRJAN , que revelam o que todos nós já sabemos: que “universidades falham na formação de empreendedores”.A pesquisa realizada com universitários, todos de último ano, afirmou que a universidade tem

* formação insatisfatória nessa área (65,6%)
* raramente ou nunca oferece disciplinas sobre negócio próprio em sala de aula (50,3%)
* que os professores não os estimulam nesse sentido (57,8%)
* que quase não há análise de casos de empresas em sala de aula (54,4%).

Ao mesmo tempo, 43,1% dos entrevistados acreditam que a oferta de empregos com carteira assinada vem diminuindo, 83,3% afirmam que a concorrência no mercado de trabalho está muito acirrada e 88,4% reconhecem que é necessário investir muito em qualificação para entrar no mercado.

Os jovens demonstraram esperar que a formação de empreendedor se dê nas universidades.

Para 58,9%, o mais importante na hora de empreender é o conhecimento adquirido em sala de aula. E 65,6% consideram a formação que recebem nessa área insuficiente.

O presidente em exercício da FIRJAN, Carlos Mariani Bittencourt, afirmou que

“a pesquisa mostra que há um paredão para os jovens quando chegam ao final da universidade”, e que é papel da sociedade oferecer uma “bóia de salvação, como o caminho do empreendedorismo”.

O desejo por qualificação para empreender se refletiu no Seminário e Feira de Empreendedorismo, promovido nesta segunda pela FIRJAN, que recebeu mais de 1.700 universitários de todas as áreas. “Essa presença nos incentiva a levar o assunto ao Fórum de Reitores e implantar programas nessa direção nas universidades que não os têm, ajudando a melhorar as que já têm”, afirmou o diretor-geral do Sistema FIRJAN, Augusto Franco.

A pesquisa entrevistou 1.795 universitários – 36,2% matriculados em universidades públicas e 63,8% em particulares. Foram 59,1% de alunos dos cursos de ciências sociais e humanas, 23,3% de exatas e 17,6% de biomédicas. A pesquisa abrangeu 80 universidades de 26 municípios, e foi realizada entre 15 de março e 27 de abril.

A primeira parte da pesquisa é sobre a percepção das mudanças no mercado de trabalho, fato ao qual os jovens mostraram estar atentos. A segunda é sobre o objetivo de cada um e revela que, apesar da plena consciência das mudanças do mercado, a maioria (63,5%) ainda sonha com um emprego público como primeira opção. Como segunda opção, trabalhar na iniciativa privada é a alternativa mais citada (43,3%). Na terceira opção, abrir um negócio próprio (32,1%).

A partir daí, a pesquisa se concentra nas perguntas sobre empreendedorismo, que foram feitas a todos os entrevistados, independentemente das respostas anteriores.

Quando questionados sobre os fatores mais importantes para se abrir um negócio, a maioria (50,6%) respondeu ter capital próprio. Para 28%, o mais importante é conhecer bem o campo de atuação. E somente para 7,1% o fundamental é ter uma idéia ou produto inovador.

Na parte de planejamento, financiamento e tributação, o conhecimento dos jovens é escasso.

* 80% não têm idéia dos procedimentos burocráticos necessários.
* 75% não sabem como criar um plano de negócios.
* 73,6% têm pouca ou nenhuma informação sobre como conseguir crédito.

Com relação à oferta de disciplinas sobre responsabilidades legais das empresas, 46,8% não têm ou desconhecem. No caso de disciplinas sobre fontes de financiamento, o número dos que não têm passa para 66,4%.

Mecanismos importantes de incentivo adotados por algumas universidades são desconhecidos pelos entrevistados. Pelo menos 57% não sabem da existência de empresas juniores, e 75% não estão informados sobre as incubadoras de empresas.

As universidades falham em oferecer outras formas de contato com o setor produtivo, como as visitas a empresas (58,4% dos alunos não fazem ou desconhecem) e palestras com empresários (44% não têm ou desconhecem).

Se todos esses dados não nos disserem nada a respeito do que espera por nossos filhos (e por muito e muito de nós mesmos) daqui a pouco, então precisamos aguçar “um pouco mais” nossa percepção de riscos (e de oportunidades).

Popularity: 3% [?]


22 maio, 2007 por Wagner Fontoura

1ªSérie “Vida Inteligente na Blogosfera”

Artigo II, por Thiago Brisson*

“Quem já ouviu falar de intra-empreendedorismo, Intrapreneuring ou empreendedorismo corporativo? Alguém sabe diferenciá-los? Será que são apenas novos e complicados nomes que surgiram apenas para “agregar valor” aos serviços das consultorias espalhadas pelo mundo afora, ou realmente trazem resultados para as organizações?

Na verdade esses termos tentam explicar, ou criar uma teoria para aquilo que todos nós já estamos cansados de saber na prática: Empreendedores são indispensáveis em qualquer organização do mundo e, quanto mais deles uma empresa tiver, melhor.

O que os três termos citados acima (que significam rigorosamente a mesma coisa) querem demonstrar é que empreendedor não é somente aquela pessoa que idealiza e põe o projeto em prática, e sim pessoas que tem atitudes de “donos do negócio”.

Se formos parar para analisar os modelos de gestão adotados pelas empresas que estão crescendo no mercado, certamente iremos identificar incentivos e recompensas a atitudes empreendedoras de seus colaboradores.

 

Essa tendência chamada intra-empreendedorismo é um excelente caso do que podemos chamar de “relação ganha-ganha” entre líderes e liderados, chefes e colaboradores ou como queiram chamar.

Muitos acreditam que esse empreendedorismo como competência interna apenas beneficia os “chefes”, mas há diversos indicadores de colaboradores que após a implantação do novo modelo de gestão se sentiram mais motivados, passaram a ter melhor rendimento e passaram a confiar mais na própria empresa em que trabalham. Em contrapartida, seria hipocrisia dizer que esse modelo não traz vantagens aos donos do negócio, porque traz e muito. Imaginem como é muito mais fácil ser líder sabendo que seus colaboradores tem atitudes pró-ativas e que irão tomar as devidas providências, não porque recebem para isso, mas sim porque realmente se sentem bem, e são reconhecidos realizando essas atividades.

 

Ok, até então estamos falando de aspectos psicológicos, motivacionais, espirituais, mas que tal sairmos desse pequeno conto de fadas e falarmos do mundo real e capitalista que vivemos? Nós todos sabemos que esses fatores citados anteriormente são importantes, mas não justifica implantá-lo se não houver retorno financeiro. A boa notícia é que o intra-empreendedorismo adotado de maneira correta é altamente rentável. Acompanhem o raciocino:

Intra-empreendedorismo gera colaboradores que “vestem a camisa” e fazem de tudo para que o desempenho de suas atividades seja ótimo, que por sua vez cria um clima de motivação dentro da empresa; o líder tem mais tempo para planejar e não precisa perder tempo com desconfiança de seus colaboradores, logo a chance de errar o que foi planejado cai significativamente, e somando todos essas parcelas o que temos como resultado? Metas alcançadas que geram lucro para empresa, e conseqüentemente para o(s) dono(s) da empresa, que geram estabilidade para todos os atores desse jogo.

 

É importante ressaltar que a implantação do intra-empreendedorismo é uma mudança cultural da empresa e exige comprometimento e persistência, ou seja, com os ingredientes citados, com um tempero especial misturando bom-senso, persistência e boa vontade, e com um certo tempo de espera no “forno”, teremos um prato que todos, sem exceção, irão desfrutar! Não sabe o que fazer para melhorar seu ambiente de trabalho? Empreenda!!!”

Leia mais sobre o tema aqui:

Intraempreendedorismo, que bicho é esse?

A (R)evolução (Intra)empreendedora

Liderança e empreendedorismo



(*) Thiago Brisson Senra
DaimlerChrysler do Brasil Ltda.
A/EQ - Planejamento Engenharia e Qualidade
Tel. + 55 32 3219 6228
Fax: + 55 32 3219 6203
CIP (HPC) : J 006 t A
e mail: Thiago_brisson.senra@daimlerchrysler.com

Popularity: 3% [?]


21 maio, 2007 por Wagner Fontoura

Acaba de sair do forno a nova (e bonita) página eletrônica da Revista Carta Capital, cujo site é coordenado pelo Jobson Lemos (também editor do Sec.un.dum).A revista, que é referência positiva de economia e negócios no mundo da informação, agora conta com um site renovado, clean, agradável, com um formato que certamente agradará aqueles que optam pela leitura online.

Eu já havia aqui sugerido a quem não tem o hábito da leitura de jornais e revistas de papel, que se habituasse à leitura de páginas eletrônicas de publicações importantes e respeitáveis (na época, sugeri o Valoronline - página do jornal Valor Econômico). Bem como também já recomendei nesse mesmo espaço a leitura diária do Dinheirama. Pois agora sugiro também o Site da Carta Capital.

Jobson, parabéns! Belo trabalho.

Popularity: 2% [?]


20 maio, 2007 por Wagner Fontoura

1ªSérie “Vida Inteligente na Blogosfera”
Artigo I, por Octavio Pitaluga*

“Fazer networking online é conectar-se com pessoas conhecidas (ou ainda não) e expandir sua rede de contatos a nível social e/ou profissional através das diversas ferramentas de networking online existentes no mercado. Elas são organizadas em seis diferentes categorias que se complementam, sendo que nenhuma delas é suficientemente completa, a saber: (1) fóruns de debate, ex. Yahoo Groups, (2) comunidades sociais ex. Orkut, (3) diretórios de negócios, ex. LinkedIn, (4) comunidades de negócios, ex. TEN – Top Executives Net, (5) gerenciadores de contato, ex. Plaxo e (6) comunicadores ex. Skype, MSN Messenger e GTalk.

 

O princípio básico é que todos os recursos necessários para o alcance das metas residem dentro da rede de negócios. Os profissionais devem desenvolver uma cultura de networking nos seus negócios e a criar uma parceria ganha-ganha com suas respectivas redes. Acreditamos que essa abordagem resulta em ganhos de longo prazo e numa relação custo/benefício bastante positiva.

 

As principais oportunidades oferecidas pelo networking online são a velocidade e facilidade de acesso a pessoas, recursos, conhecimentos e experiências diversas ao nível local ou internacional. Estando disponível 24 horas por dia a um custo mínimo. Com o barateamento da tecnologia e um melhor entendimento do poder das redes de negócios, um número cada vez maior de pessoas se beneficiará. Entretanto, como em qualquer atividade, a confiabilidade entre os membros é primordial para a integridade do sistema. Para tanto, podemos buscar referências dentro da própria rede quando iniciando uma comunicação com um profissional desconhecido até aquele momento.

 

Todos os recursos necessários ao sucesso encontram-se nas redes. O Networker deve refinar a sua proposta de valor e comunicá-la de forma clara, objetiva e transparente nas principais plataformas de sua preferência. Esse é um processo de aprendizado contínuo e que precisa ser amadurecido na medida em que a rede experimenta e testemunha essa proposta de valor através do tempo. O profissional precisa desenvolver uma metodologia própria de ativar e adquirir o saudável hábito de expandir a sua rede na busca pelos recursos que lhe permitam atingir as suas metas de forma planejada.

O mundo corporativo em geral é cercado por diversas redes de negócios, e.g, clientes, fornecedores, aliados, governo, mundo acadêmico etc… O networking online permite que se alcance as pessoas e se desenvolva um contato inicial rapidamente que pode levar a uma parceria positiva. Normalmente, isso é feito de forma passiva visto que as grandes corporações são muito assediadas pelos demais atores. Com uma gestão efetiva de redes de negócios, os executivos desenvolvem suas habilidades como networkers e passam gerir suas respectivas redes na busca pelos recursos que permitam a empresa alcançar suas metas corporativas mais ambiciosas num menor espaço de tempo e com menos desperdício de capital.

 

O networker online iniciante deve ler artigos relativos a esse tema, escolher suas ferramentas de networking online, convidar seus amigos e conhecidos a se conectarem, apresentar uma clara e única proposta de valor a comunidade virtual e liderar servindo a sua rede de contatos.

 

Uma conexão online é inofensiva e pode ser quebrada em qualquer plataforma a qualquer momento. Entretanto, é sempre recomendável manter uma certa reserva com sua vida pessoal. Vale verificar as referências previamente das pessoas que se aproximam, principalmente, quando o contato caminha para o mundo real. Para tal, defina seus critérios e tenha uma forma de avaliação própria para cada oportunidade.

 

O mapa da mina é bem simples. Uma vez feito o contato via diretório ou comunidade online, podemos rapidamente evoluir para um contato telefônico ou mesmo via diversos comunicadores disponíveis, e.g., IMs em geral além de Skype e Google Talk. Em seguida, é imperativo desenvolver a confiança no mundo real. Para tanto, os eventos de networking corporativo podem funcionar como excelentes aceleradores. Todos merecem uma chance justa de apresentar sua proposta de valor.

 

As comunidades online são essencialmente ferramentas desenvolvidas na web. Seu valor é dado por um controle do seu conteúdo, que é feito por algumas delas, mas, infelizmente, não por todas. Em essência, o que vale é o valor humano que cada um decide apresentar no mundo virtual. E essa é uma escolha de cada de um de nós. O máximo que as comunidades podem fazer é banir aqueles que não seguem o seu código de ética.

 

Como um dos exemplos de sucesso das ferramentas de networking online Vários. Exemplifico a compra do Skype pelo E-Bay no ano passado pela “modesta quantia” de três bilhões de dólares justamente por que cada um dos seus 20 milhões de usuários fiéis e diários foram avaliados em USD 150/cada. Portanto, as comunidades criam um senso de fidelidade à marca e já estão sendo levadas em consideração na avaliação de empresas. A pergunta que cada CEO deve ser fazer é “quanto vale a minha comunidade e quão próximo estou da mesma?”

Acredito que estejamos ainda na infância do networking online. O mundo possui cerca de 6.5 bilhões de habitantes e o LinkedIn que é o maior diretório (não comunidade) de negócios online conta com cerca apenas 10 milhões de executivos sendo 300.000 Brasileiros. Acredito que o potencial de alcance das ferramentas corporativas seja ao redor de 650 milhões de executivos. O mundo corporativo ainda deve aprender a usar dessas ferramentas para criar o sentido de comunidade ao redor de sua marca e manter uma seqüência de contatos em ambos mundos, virtual e real.

 

O principal fator a ser superado no Brasil é a falta de confiança. Infelizmente, ao contrário do que acontece em economias mais ricas, no Brasil, as pessoas não confiam umas nas outras por definição. Precisamos quebrar esse paradigma cultural com transparência e atitudes diferenciadas de valor. Não existe como se esconder no mundo do networking online e as ferramentas podem ajudar nesse sentido. Se sua proposta for verdadeira e nobre, a rede se encarregará de enriquece-lo naturalmente. Do contrário, casos como os da Enron acontecerão independentemente do tamanho da organização.

 

Acredito que existirá uma consolidação entre os principais atores, surgimento de novas funcionalidades nas ferramentas atuais, uma maior adesão dos profissionais as mesmas e a inclusão do conceito de comunidades online e da presença do CNO – Chief Networking Officer no mapa das corporações modernas que se desenvolverão dentro do modelo de empresas ágeis, virtuais e organizadas numa rede confiável.”

Octavio Pitaluga
TEN - Top Executives Net / Net-bridges

CNO - Chief Networking Officer

tel: + 55 (21) 2235-8721
cel: + 55 (21) 8121-2770

(*) Octavio Pitaluga é coach internacional de negócios certificado, palestrante, treinador e colunista. Tem relevante presença no mundo de plataformas de networking online com elevado número de contatos e testemunhos no Brasil e no exterior. É o gestor da TEN Top Executives Net, comunidade confiável de negócios online focada em fazer a ponte e acelerar oportunidades entre o Brasil/América Latina e a comunidade internacional. No mundo corporativo teve passagens pelo Grupo Tele2 Europe como Diretor de Marketing e Vendas Europa da subsidiária de processamento de transação eletrônica, 3C Communications, responsável por operações em até 17 paí­­ses e quatro unidades de negócios na Europa Ocidental. Trabalhou também na Seara Alimentos (Grupo Cargill) e Kanematsu do Brasil. Possui MBA pela RSM Erasmus University, Holanda e especialização em Comércio Exterior pela UFRJ/ECEX. Possui formação acadêmica e experiência profissional em comércio exterior e em marketing de tecnologia com exposição internacional de negócios em mais de 25 países. Idiomas: Português, Inglês, Espanhol e Japonês (intermediário). Lazer: amigos, famí­lia, viagens, cavalos, questões multi-culturais, cinema, dança, música e atividades ao ar livre em geral.


Popularity: 2% [?]


17 maio, 2007 por Wagner Fontoura


Segundo Richard Dawkins (O Gene Egoísta), um meme “é uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada”.

Pois muito bem… o BOOMBUST decidiu convidar alguns amigos, parceiros e empreendedores de referência em suas áreas - inclusive e principalmente aqui na blogosfera - para desenvolverem “memes” de paradigmas como monetização da web, o papel das redes de relacionamento social, empreendedorismo viral, intraempreendedorismo, gestão do capital pelo empreendedor e outros.A idéia é questionar alguns conceitos e modelos vigentes na net sob o ponto de vista do empreendedorismo e do capital, ratificando-os ou propondo a discussão de alternativas que se prestem a desatar alguns nós da economia virtual.

Estejam certos de que seremos brindados e desafiados a rever alguns dos nossos conceitos mais enraizados…

Já a partir do próximo post iniciaremos então a
1ª Série “Vida Inteligente na Blogosfera”
.

Popularity: 2% [?]


Fechar
Envie por e-mail