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19 abril, 2007 por Wagner Fontoura

“O número de brasileiros que está trocando o trabalho como funcionário em uma empresa ou mesmo driblando o desemprego com a montagem de um negócio próprio está crescendo. Melhor do que isso, aqueles que optaram pelo empreendedorismo têm conseguido permanecer no mercado de forma mais sustentada. As informações constam da nova pesquisa do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), instituto que mede as taxas de empreendedorismo mundial. Os números referentes ao Brasil são animadores. Apesar de ter mantido a 5ª colocação no número de empreendedores - dentro de um ranking de 42 países - , o percentual das empresas que mantêm-se estabelecidas no mercado tem crescido regularmente: passou de 7,6%, em 2003, para 12,09%, no ano passado, para um total de 14,2 milhões de empreendimentos.

Concebido em 1999, o GEM é o maior estudo independente sobre a atividade empreendedora mundial, cobrindo mais de 50 países consorciados, o que representa 90% do PIB (Produto Interno Bruto) e aproximadamente dois terços da população global. Na edição 2006, dos 42 países participantes da pesquisa, 21 eram da Europa, 10 do continente americano (sendo metade da América do Sul), 9 da Ásia, um da África e um da Oceania. Oito novos países participaram do levantamento pela primeira vez: República Tcheca, Turquia, Colômbia, Uruguai, Emirados Árabes, Filipinas, Indonésia e Malásia. A população economicamente ativa - na faixa etária dos 18 aos 64 anos - dos países compreendidos na pesquisa totaliza 2,7 bilhões de pessoas. Aproximadamente 9,5% desse total estava, em 2006, envolvida na criação ou à frente de alguma atividade empreendedora. Desde que a pesquisa foi iniciada, o Brasil sempre esteve entre os dez primeiros colocados.

A pesquisa apresenta dados curiosos. Pela primeira vez na história do levantamento, o número de empreendedores estabelecidos (mais de quatro anos de mercado) superou o de iniciantes (que estão em fase de implementação do negócio ou que já o mantêm por 42 meses). A taxa de empreendedores iniciais no Brasil em 2006 (11,7% do total das empresas), manteve-se praticamente inalterada em relação ao ano anterior, que foi de 11,3%. Mas a de empreendedores estabelecidos vem crescendo muito. Eram 7,8% do total, em 2002, e chegaram a 12,9%, no último ano. “Esse ineditismo sugere um ambiente mais propício ao negócio próprio, atribuído sobretudo à estabilidade econômica. Se realmente se confirmar essa tendência, podemos somar a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas como outro fator para consolidar um clima favorável ao surgimento e manutenção de novas empresas”, afirmou o presidente do Sebrae (Serviço de Apóio à Micro e Pequena Empresa) nacional, Paulo Okamoto.

O levantamento mostra que o Brasil é o décimo país com o maior número de pessoas que abrem negócio no mundo. São cerca de 13,7 milhões de empreendedores iniciais. Nessa categoria, os países mais empreendedores são o Peru (40,1%), Colômbia (22,4%), Filipinas (20,4%), Jamaica (20,3%) e Indonésia (19,2%). No ranking das empresas já estabelecidas, os países que saem na frente são Filipinas (19,7%), Indonésia (17,6%), Tailândia (17,4%), Peru (12,3%) e Brasil (12,09%).

Desde 2005, o GEM também analisa os países segundo o PIB per capita: são os países de renda média e os de renda alta. Assim, constatou-se que as taxas de empreendedorismo inicial tendem a ser mais altas nos países de renda média, devido a diversos fatores, como perfil demográfico e valores culturais. A taxa de empreendedores iniciais é relativamente menor nos países de alta renda, de modo especial na União Européia e no Japão.

Além disso, o levantamento diferencia os empreendedores em função de sua motivação para desenvolver um negócio próprio, se por necessidade ou espírito empreendedor. “Verifica-se que, nos países de renda per capita mais alta, para cada nove empresários que tocam um negócio por oportunidade, apenas um é por necessidade. Na média dos países mais pobres, essa relação é de três por motivação para cada um que tem a real necessidade de um negócio próprio para sobreviver. No Brasil há um empate nesse quesito, mas o que preocupa é que a maioria empreende por sobrevivência”, explicou o consultor sênior da GEM no Brasil, Marcos Schlemm.

Fechamento dos negócios
A descontinuidade dos negócios, bem como os motivos que levam uma empresa a ser fechada, foram analisados na pesquisa de 2006. A média global de fechamento totaliza 3,8% das empresas. Em relação aos fatores que inibem o empreendedorismo no Brasil, cerca de 70% das menções feitas por especialistas ouvidos pela GEM concentram-se em três condições: políticas governamentais, especialmente a elevada tributação e o excesso de burocracia; apoio financeiro, como a dificuldade de acesso a crédito e política de juros altos; e educação e treinamento, por não explorar o tema empreendedorismo no ensino formal.

Já os empreendedores têm dificuldade de obter não apenas informações sobre legislação, políticas públicas e linhas de crédito, como também acesso ao próprio crédito para investimento. De acordo com o mesmo estudo, 56% dos empreendedores entrevistados têm como fonte de recursos os parentes próximos e 53,6% utilizam dinheiro próprio. No mais, daqueles que fecharam suas empresas, 31% alegaram excessiva competição e falta de clientes, ao passo que 9,7% informaram ter arrumado um bom trabalho.”

Universia

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17 abril, 2007 por Wagner Fontoura

O é meu blog predileto - e o Alexandre Fugita é, ao meu ver, um dos melhores blogueiros na ativa. Acabo de receber o mail com a atualização do seu blog falando sobre a compra pela do gigante - outro site cuja competência principal (como a Google) é, em princípio, “vender anúncios”.

Por incrível que (me) pareça, mesmo na era da Web 2.0, os grandes players da internet mundial (e nacional) ainda conseguem sobreviver da venda de anúncios! Ah - claro, mas agora já se faz uma “oferta dirigida” (a Techbits classifica a Google como um CRM gigante) - o que nem é o caso da DoubleClick - mas ainda assim me causa estranheza o fato deste ainda ser o principal e maior meio de monetização das empresas “pontocom” - como no tempo da 1ª bolha…

Aqui no Brasil um bom exemplo desse modelo é a ótima Via6 (mencionada no meu post anterior - Experimentando a Via6). Questionados por mim quanto às suas principais fontes de receita, a empresa fala na velha fórmula publicidade + assinatura ! Uma empresa pioneira sob vários aspectos, aparentemente conservadora sob o ponto de vista do negócio em si?

Mas aí, dirão: por que mudar essa “fórmula de sucesso”? Se o grande benchmark mundial - a Google - faz assim, por que não as nossas pontocons tupiniquins? Ora - direi - consultem o oráculo! Quantas e quais empresas - nacionais ou não - realmente sobrevivem desse tipo de receita atualmente? Qual será o espaço deixado nesse limbo que sobra das gigantes? Quais são as margens reais (e quase nunca reveladas) desse tipo de negócio? Será que na verdade o grande produto desse tipo de empresa não é, antes, muitas vezes, a própria empresa? Mas isso não contribuiu muito significativamente para a criação da bolha no 1º estágio de vida da internet comercial no mundo todo? São apenas perguntas de me faço como empreendedor…

Às vezes chego a questionar (do alto da minha ingênua e arrogante prepotência) o quanto pode-se esperar dos nossos gênios da informática que são capazes de criar ferramentas realmente geniais do ponto de vista da funcionalidade e da aplicabilidade, mas que não conseguem dar à própria empresa (ao negócio em si) soluções igualmente geniais - e continuam apostando em velhas saídas. E é óbvio que não estou falando mais da Google - e a mim também me parece que engana-se quem acredita mesmo que publicidade, apesar de claramente ser uma de suas competências, que seja ainda a principal.

O mercado das empresas pontocom não é diferente dos demais no que diz respeito à falta de formação empreendedora nas escolas. Formam-se técnicos e engenheiros de 1ª linha e empreendedores de menor envergadura. Isso mesmo nas escolas de primeiríssima linha. Para compensar, espero que o fato de agora no Brasil o capital de risco já estar apostando suas fichas (capital semente) em empresas start-ups mude esse cenário a tempo de livrar nossas empresas de um novo fiasco mercadológico. Essa parceria pode mesmo dar excelentes frutos. Competências não nos faltam.

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15 abril, 2007 por Wagner Fontoura

Muito bom esse Via6! Muito, muito bom! Nos últimos dias tenho me comportado como criança quando ganha brinquedo novo: toda hora deixo o que estou fazendo para “navegar” mais um pouco pelo site - esse portal de relacionamento tão útil e assertivo na sua missão de criar network profissional!

Não obstante, observo pequenos detalhes que, a meu ver, deveriam ser trabalhados pela equipe gestora do portal. O primeiro deles refere-se à navegabilidade. Precisei navegar por quase 30 dias consecutivos (e com uma boa carga horária diária) para encontrar, senão todos, pelo menos os principais recursos e funcionalidades do portal - que nem sempre me pareciam totalmente amigáveis.

Depois de ter construido uma rede pessoal de 50 novos contatos já me sinto habilitado a, a partir de agora, relacionar-me com meus novos amigos através das comunidades (37) às quais me juntei por afinidade e/ou interesses comuns. Comunidades interessantes e bastante movimentadas por seus membros, líderes e gerentes - algumas das principais lideradas e gerenciadas pela própria equipe gestora do site.

Outro desconforto que senti e igualmente notado e comentado por outros usuários trazidos por mim à comunidade foi a alocação do Rec6 (o Digg do Via6), que nitidamente tira a gente do ambiente do Via6, dificultando em parte a volta. Nada comprometedor, mas merecia ser um pouco mais amigável.

Quanto ao Rec6, tentei me cadastrar como editor de posts e o processo “travou” no meio, em todas as minhas tentativas, mesmo tendo usado meios distintos. Mandei ontem um e-mail ao suporte da empresa, que ainda não me respondeu. Talvez por inabilidade minha de usuário iniciante, talvez impedido pelo meu firewall ativo, não sei o motivo, mas o fato é que ainda não consegui marcar presença no interessante ranking do Rec6. Continuo tentando me virar sozinho, enquanto não vem o suporte técnico…

Tenho percebido uma certa instabilidade no login do portal (a página não entra) e, algumas vezes, na navegação, depois de já logado. Como não percebo a mesma instabilidade no acesso a outros sites, fico imaginando que tenha a ver com o servidor do portal. Mas foram poucas vezes (menos de meia dúzia). Como não recebi informações do próprio site narrando qualquer dificuldade técnica, não me senti confortável.

Fiquei bastante impressionado com o nível dos membros dessa já grande comunidade. Empresários, empreendedores, consultores, muita gente de RH e muita gente de TI - acho que esse é o universo maior do Via6. Além de estudantes, advogados e profissionais liberais também. Participações consistentes nos fóruns propostos pelas comunidades específicas, bastante interação entre membros que já se mostram bastante à vontade - tudo isso criando um ambiente convidativo à participação.

Enfim, me surpreendi muito positivamente. O saldo dessa minha experiência inicial é amplamente favorável!

A Equipe Via6 tem se mostrado merecedora do crédito que recentemente recebeu da Confrapar - investidora de capital de risco e, igualmente, merecedora do crédito já conquistado junto aos seus mais de 60.000 membros usuários.

Uma bela iniciativa empreendedora no universo da Web 2.0 e uma inovadora e importante parceria de negócios entre os jovens e talentosos empreendedores Renato Shirakashi de Sousa e Diego Monteiro e o capital de risco no Brasil (aqui representado pela igualmente jovem equipe da Confrapar) - o que já sinaliza com uma nova mentalidade do capital nacional.

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